Dispensacionalismo coerente (1)

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INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

     A compreensão do ministério distinto do Apóstolo Paulo é absolutamente necessário se quisermos ser capazes de interpretar consistentemente a Palavra de Deus. Muitas vezes, os críticos da Bíblia dizem que não podem acreditar que esta seja verdade porque está cheia de contradições. É claro que nós não acreditamos que a Bíblia esteja "cheia de contradições", mas é verdade que, sem uma compreensão plena das diferentes dispensações de Deus, a Bíblia parece contradizer-se.


MÉTODO APROVADO

     O único método de interpretação bíblica que permite que a Bíblia signifique o que diz e diga o que significa - a quem foi escrita - é o método literal de interpretação. Por interpretação literal, queremos dizer que a Bíblia fala com o significado normal das palavras. Apesar de a Bíblia ser um livro sobrenatural, nós devemos lê-la como lemos outro livro, deixando que as regras normais de gramática e os significados das palavras nos falem.

     Mesmo aqueles que não aceitam o dispensacionalismo admitem que, se se adere a um método literal de interpretação, tem de se ser dispensacionalista. Se não se acredita no dispensacionalismo, então é-se forçado a fugir às contradições nas Escrituras - que não são contradições quando compreendidas corretamente no seu contexto dispensacional.

     Muitos dispensacionalistas entendem a diferença entre Israel e o Corpo de Cristo. Que tal distinção existe não pode ser negado se se interpretar literalmente as epístolas de Paulo. Muitos ensinadores dispensacionalistas da Bíblia do passado e do presente (como Scofield, Darby, Chafer, Walvoord, McGee, Swindoll, etc.) entendem que estamos agora na dispensação da graça, ou como alguns chamam, "a Era da Igreja".

     Mas infelizmente, eles não conseguem ver a mensagem e a natureza distinta do apostolado de Paulo. Ao não verem e aceitarem esta distinção claramente definida, eles não conseguem ver a natureza do reino expressa nos registos dos Evangelhos e leem o Corpo de Cristo neles. Eles entendem o princípio da revelação progressiva e sabem que não devem ler as doutrinas do Corpo de Cristo no Antigo Testamento, mas não veem que esse mesmo princípio também se deveria aplicar igualmente aos Evangelhos.

     Eles levam-nos constantemente de volta ao ministério terreno de Cristo para os judeus, como nosso modelo de conduta para hoje. Eles fazem isso apesar do facto de mesmo eles não acreditarem que a Igreja, o Corpo de Cristo tenha começado antes de Pentecostes. Isso deixa a questão de como Cristo pode estar a falar ao Corpo de Cristo nos Evangelhos quando aquele não surgiu senão depois.

     Também é difícil entender como os dispensacionalistas que afirmam interpretar a Bíblia literalmente podem acreditar que o Corpo de Cristo está nos Evangelhos quando até o próprio Cristo declara claramente que Ele não veio aos Gentios (Mateus 10:5-6; 15:24). Porque é que eles não acreditam e aceitam o apostolado e a mensagem únicos de Paulo quando ele proclama isso com tanta clareza? (Atos 9:15; 22:21; 26:17; Romanos 11:13; Gálatas 2: 8-9; Ef 3:1; 3:8; Col. 1:27; I Timóteo 2:7 II Tim. 1:11).

(Continua)
- David M. Havard

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