Motivação: a chave do dar

bill_bright.jpg     “Dai, e ser-vos-á dado …” (Lucas 6:38).

     Caros amigos, 

     O nosso Senhor fez uma promessa extraordinária: "Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo"(Lucas 6:38).

     Por outras palavras, o Senhor promete que, quanto mais dermos, mais receberemos. Isso é admirável, mas também perigoso. Nós realmente temos que vigiar a nossa motivação. A nossa atitude de coração no dar é crítica.

     O dinheiro reveste-se do espírito com que é dado e reflecte o ego interior do doador. A intenção do doador faz toda a diferença do mundo. O nosso motivo não se deve centrar no que recebemos, mas no nosso amor pelo Senhor Jesus e no nosso desejo de Lhe obedecer. Se os nossos motivos forem puros, podemos ter a certeza de que receberemos abundantemente. Mas se tentarmos manipular a Deus, a lei da sementeira e da ceifa será anulada.

     Oswald Chambers em "O meu melhor para Ele", descreve a falsidade da manipulação:. "O Senhor responde que a dedicação tem que ser feita por causa d’Ele e não apenas pelo que se pode ganhar com ela. Cuidado com a entrega pessoal que é feita visando o ganho e o lucro... Se entregamos uma coisa a Deus apenas para que ele nos dê algo de volta, não há nada do Espírito Santo na nossa entrega; isso é um mísero interesse egoísta e comercial."

     O interesse egoísta é falso, porque concentra a atenção em nós e afasta-a de Deus. A abnegação, por outro lado, traz louvor e honra ao nosso Senhor, e é o coração de uma motivação pura.

     Estou muito preocupado com a angariação de fundos Cristãos de que se concentram neste princípio de dar e receber e tenta levar as pessoas a dar para o seu ministério com a promessa de que receberão mais como retorno. Sim, o princípio é verdadeiro, e se o coração do doador for correcto, eles serão recompensados. Mas se não formos extremamente cuidadosos na forma como isto é apresentado vamos brincar com o interesse pessoal das pessoas, levando-as a ser tentadas pela ganância, e a pecarem.

     Pessoalmente, prefiro que o ministério seja explicado, e deixar que o Espírito Santo fale com as pessoas sobre o quanto, se algo, devem dar. Dessa forma, qualquer dádiva será verdadeiramente do Espírito e não haverá possibilidade de motivação errada. 

Bill Bright




 

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