Intromissão em questões alheias

william_macdonald.jpg    “O que, passando, se mete em questão alheia é como aquele que toma um cão pelas orelhas” (Prov. 26:17).

     Devemos ter em mente, em primeiro lugar, que o cão mencionado neste versículo não é o simpático e meigo cão de caça Irlandês que provavelmente não se importaria, de forma alguma, que o segurassem pelas orelhas. Este é o cão rafeiro, feroz, rosnador, com mau feitio e dentes arreganhados. Em primeiro lugar seria improvável que conseguisse chegar perto dele o suficiente para o agarrar pelas orelhas. E se o conseguisse, enfrentaria um dilema desesperado –medo de o segurar e medo de o soltar.

     Bem, é uma ilustração gráfica da pessoa que se envolve numa briga que não lhe diz respeito. Cedo incorre na ira de ambos os adversários.

     Cada uma das partes sente que o intruso está a interferir com qualquer possibilidade de vitória, por isso esquecem-se das suas próprias divergências e unem-se em luta contra ele.

     Nós sorrimos do Irlandês que avançou para dois homens envolvidos numa luta de punhos e perguntou: "Isto é uma luta privada ou qualquer pessoa pode entrar nela?" No entanto, há uma veia dentro de cada um de nós que nos tenta no sentido de interferir em brigas que não nos dizem respeito.

     Os agentes da polícia têm de ter um cuidado extra quando são chamados a interferir numa briga entre marido e esposa. Se assim é, quanto mais cautela deve ter o cidadão comum numa intromissão de lutas domésticas alheias!

     Talvez uma das melhores ilustrações do provérbio de hoje seja um problema na igreja. Começa geralmente entre duas pessoas. Depois, outros tomam partidos. O que começou como uma faísca logo se torna num incêndio. Pessoas que não têm ligação com o problema insistem em adicionar os seus próprios sábios palpites, como se fossem o oráculo de Delfos. Os ânimos incendeiam-se, as amizades desfazem-se, e os corações partem-se. À medida que aumenta a intensidade da batalha na congregação ouvem-se anúncios de problemas em coronárias, derrames, úlceras e outros problemas físicos. O que começou como uma raiz de amargura espalhou-se até muitos ficarem contaminados.

     O aviso para não nos intrometermos em briga alheia pode parecer estar em conflito com as palavras do Salvador: "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt 5:9). Mas não há nenhuma contradição. Há lugar para o pacificador, quando as partes rivais estão dispostas a ter o seu diferendo arbitrado. Caso contrário, o que interfere só consegue meter-se numa situação da qual não há saída fácil e indolor.


William MacDonald
One Day at a Time

Sermões e Estudos

Dário Botas 18AGO26
Porque divir a Bíblia corretamente? (2)

Tema abordado por Dário Botas em 18 de outubro de 2026

Carlos Oliveira 16AGO26
Rir para não chorar

Tema abordado por Carlos Oliveira em 16 de outubro de 2026

José Carvalho 11AGO26
Pressa para chegar a lado nenhum

Tema abordado por José Carvalho em 11 de outubro de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:8,9

Estudo realizado em 14 de outubro de 2026

ver mais
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário