Deus requer … e merece o melhor

william_macdonald.jpg     “Porque, quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal! e, quando ofereceis o coxo ou o enfermo, não faz mal! Ora apresenta-o ao teu príncipe: terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos” (Mal. 1:8).

     Não havia qualquer dúvida quanto ao que Deus requeria nos sacrifícios de animais. Eles tinham de ser sem mancha ou defeito. Ele esperava que o Seu povo oferecesse os animais mais excelentes dos seus rebanhos. Deus quer o melhor.

     Mas o estavam os israelitas a fazer? Eles estavam a oferecer animais cegos, coxos e doentes. Os animais excelentes tinham um preço elevado no mercado, ou eram desejados para reprodução. Assim, o povo oferecia os de menor valor, dizendo enfaticamente, "Qualquer coisa serve para o Senhor."

     Antes de olharmos altivamente, chocados e com desdém, para os israelitas, devemos reflectir se como Cristãos do Séc. XX não poderemos também estar desonrar Deus por não Lhe darmos o melhor.

     Passamos as nossas vidas a construir uma fortuna, tentando engrandecer o nosso nome, vivendo numa casa que dê estatuto nos subúrbios, desfrutando das coisas mais finas; depois damos a Deus o fim de uma vida já consumida. Os nossos melhores talentos são aplicados nos negócios e profissões, e o Senhor fica com as nossas sobras - noites ou fins-de-semana.

     Nós criamos os nossos filhos para o mundo, encorajando-os a ganhar muito dinheiro, casar bem, e possuir uma casa de prestígio, com toda a comodidade moderna. Nós nunca fazemos diante deles a obra do Senhor como algo desejável em que eles devam gastar as suas vidas. O campo missionário é bom para os filhos dos outros, mas não para os nossos.

     Nós gastamos o nosso dinheiro em carros de luxo, veículos recreativos, barcos à vela, e equipamento desportivo de alta classe, depois damos um insignificante euro, ou dois, para a obra do Senhor. Nós vestimos roupas caras, depois, ficamos eufóricos, quando doamos a roupa que já não usamos ao Exército de Salvação.

     O que, de facto, estamos a dizer é que qualquer coisa serve para o Senhor, e que queremos o melhor para nós. E o Senhor diz-nos: "Vai, e oferece isso ao Presidente. Vê se ele fica satisfeito com isso." O presidente sentir-se-ia insultado. Bem, também o Senhor. Porque havemos de O tratar de uma maneira que não pensamos tratar o Presidente?

     Deus quer o melhor. Ele merece o melhor. Decidamos com toda a sinceridade que Ele tenha o nosso melhor.


William MacDonald
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