A amizade

william_macdonald.jpg     “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se …” (Prov. 18:24).

     Apesar de todas as versões modernas traduzirem este versículo de maneira diferente, a Versão Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida consagra a valiosa verdade de que as amizades devem ser cultivadas. Elas vicejam com atenção, mas morrem com a negligência.

     Um editorial na revista Decision Magazine dizia: "As amizades não acontecem por acaso; elas têm de ser cultivadas - em suma, temos de trabalhar nelas. Eles não se constroem apenas com o receber, elas constroem-se com o dar. Elas não são apenas para os bons momentos, mas igualmente para os momentos maus. Nós não escondemos as nossas necessidades de um verdadeiro amigo. Também não nos apegamos a um amigo só para obter a sua ajuda."

     Vale a pena manter um bom amigo. Ele defende-o quando você é falsamente acusado. Ele elogia-o em tudo o que é recomendável, e é franco a apontar áreas que precisam de ser melhoradas. Ele mantém-se em contacto ao longo dos anos, partilhando as suas alegrias e tristezas.

     A manutenção do contacto é importante. Este pode ser conseguido através de cartas, postais, telefonemas, visitas. Mas a amizade é uma estrada com dois sentidos. Se eu não responder às cartas, estou a dizer que acho que a amizade não vale a pena continuar. Estou demasiado ocupado. Ou não posso ser incomodado. Ou abomino escrever cartas. Poucas amizades podem sobreviver a uma negligência continuada.

     A nossa recusa em comunicar é muitas vezes uma forma de egoísmo. Pensamos em nós mesmos, no tempo, no esforço e custos envolvidos. A verdadeira amizade pensa nos outros - como podemos incentivar ou confortar ou animar ou ajudar; como lhes podemos ministrar alimento espiritual.

     Quanto devemos aos amigos que se aproximaram com uma palavra dada pelo Espírito, quando era mais necessário! Houve um tempo na minha vida, em que me senti muito em baixo por causa de um profundo desapontamento no serviço Cristão. Um amigo que não sabia do meu desânimo, escreveu uma carta animadora na qual citou Isaías 49:4, "Mas eu disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças: todavia o meu direito está perante o Senhor, e o meu galardão perante o meu Deus." Esta era exactamente a palavra que eu precisava para me erguer e continuar a trabalhar.

     Charles Kingsley escreveu:

     Podemos esquecer um amigo,
     Podemos esquecer um rosto,
     Que nos animou no desabrigo,
     E nos colocou de novo no posto?
     Quão grato está o nosso ser!
     Nós não nos podemos esquecer.

     A maioria de nós tem apenas alguns amigos íntimos na vida. Assim sendo, devemos fazer tudo ao nosso alcance para manter essas amizades fortes e saudáveis. 

William MacDonald
One Day at a Time

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