Líderes das seitas

william_macdonald.jpg     “Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a Palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Cor. 4:2).

     Na meditação anterior, observámos três áreas em que as seitas se revelam infiéis à fé Cristã que foi dada aos santos de uma vez por todas. Existem outras características das seitas que nós não só devemos ter consciência, como devemos cuidadosamente evitar nas nossas próprias comunhões Cristãs.

     Por exemplo, os seus líderes constroem o que poderíamos chamar de culto da personalidade, apresentando-se como messias virtuais e homens-maravilha. Os homens com carisma muitas vezes exercem controle autocrático severo sobre os leigos, exigindo submissão e ameaçando punição terrível a quem não obedecer.

     Eles geralmente dizem ser possuidores exclusivos da verdade, fazem reivindicações presunçosas de certas características, e criticam todos os outros grupos que discordam. Alguns afirmam combinar o melhor das outras doutrinas, assumindo-se assim como a última palavra. Implicam que ninguém pode ser plenamente feliz enquanto não se iniciar nos seus mistérios.

     Eles tentam isolar os seus membros de todos os outros ensinadores, de todos os outros que professam ser crentes e dos livros escritos por outros que não os seus próprios líderes.

     Prescrevem frequentemente um estilo de vida legalista que se torna num sistema de escravidão. Equiparam a santidade a certos rituais e observâncias que os homens podem fazer pela sua própria força mas não por vida divina.

     Exploram financeiramente as pessoas através de um sistema inteligente de manipulações psicológicas. Os líderes vivem em luxo e esplendor, enquanto muitas das pessoas ficam quase reduzidas à pobreza.

     Muitas das seitas são ladrões de ovelhas, realizando incursões noutras instituições religiosas, em vez de tentar alcançar os sem-igreja.

     Enfatizam exageradamente uma ou mais doutrinas, negligenciando completamente áreas vitais da revelação divina.

     Tratam os que ensinam a verdade como inimigos. Foi assim que Paulo interrogou os legalistas Gálatas, "Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade? " (Gl 4:16).

     É lamentável que alguma destas atitudes ou actos penetrem por vezes nas sãs comunhões Cristãs, mas enquanto estivermos no corpo, temos todos de nos proteger zelosamente contra elas. 

William MacDonald
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