Aspirantes apaixonados

william_macdonald.jpg     “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito …” (Fil. 3:12).

     Na meditação de ontem vimos que a nossa conduta deve corresponder ao nosso credo. Mas a fim de equilibrar o assunto, devemos acrescentar duas adendas.

     Primeiro, temos de reconhecer que nunca viveremos plena e completamente a verdade de Deus, enquanto estivermos neste mundo. Depois de termos feito o nosso melhor, ainda temos de dizer que somos servos inúteis. Porém não podemos usar este facto como desculpa para as falhas ou mesmo a mediocridade: a nossa obrigação é continuar a tentar reduzir o fosso entre os nossos lábios e as nossas vidas.

     A segunda consideração é esta. A mensagem é sempre maior do que o mensageiro, independentemente de quem ele seja. Andrew Murray disse: "Nós, que somos servos do Senhor, mais cedo ou mais tarde, teremos de pregar palavras que nós mesmos somos incapazes de cumprir." Trinta e cinco anos depois de ele escrever o livro Permanecei em Cristo, escreveu: "Eu gostaria que compreendesse que um ministro ou escritor Cristão pode muitas vezes ser levado a dizer mais do que ele experimentou. Eu não tinha então (quando ele escreveu Permanecei em Cristo) experimentado tudo o que escrevi. Não posso dizer que já tenha experimentado tudo”.

     A verdade de Deus é superior e sublime. É tão sublime que, como Guy King escreveu, "faz com que uma pessoa receie de alguma forma estragá-la ao tocá-la." Mas terá de ficar sempre por anunciar simplesmente porque não alcançamos os seus cumes mais elevados? Pelo contrário, proclamá-la-emos, mesmo que fazendo-o, nos condenemos a nós mesmos. Qualquer porção que falhemos em experimentar, torná-la-emos aspiração dos nossos corações.

     Mais uma vez ressaltamos que estas considerações não devem ser usadas como desculpa para um comportamento que não seja digno do Salvador. Mas devem impedir-nos de condenar injustificadamente um verdadeiro homem de Deus, apenas porque a sua mensagem, por vezes, atinge alturas que ele próprio não atingiu. E isso não deve impedir-nos de deixar de anunciar todo o conselho de Deus, mesmo que não o tenhamos experimentado na íntegra. Deus conhece os nossos corações. Ele sabe se somos praticantes hipócritas ou aspirantes apaixonados. 

William MacDonald
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