A extinção do Espírito

william_macdonald.jpg     “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias.” (1 Ts. 5:19, 20).

     Costumamos pensar na extinção em relação a um incêndio. Nós apagamos o fogo quando lançamos água sobre ele. Ao fazê-lo, queremos apagá-lo completamente ou reduzir significativamente o seu alcance e eficácia.

     O fogo é usado nas Escrituras como um tipo do Espírito Santo. Ele é ardente, abrasador, entusiástico. Quando as pessoas estão sob o controle do Espírito, são ardentes, devotas e transbordantes. Nós extinguimos o Espírito, quando suprimimos a manifestação do Espírito nos ajuntamentos do povo de Deus.

     Paulo diz: "Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias." A maneira como ele liga a extinção do Espírito Santo ao desprezo das profecias leva-nos a crer que a extinção tem a ver sobretudo com as reuniões da igreja local.

     Nós extinguimos o Espírito quando fazemos com que um homem se envergonhe do seu testemunho de Cristo, seja na oração, adoração ou ministério da Palavra. A crítica construtiva é uma coisa, mas quando criticamos um homem negativamente ou somos miudinhos nos detalhes, somos aptos a desencorajá-lo ou a fazê-lo tropeçar no seu ministério público.

     Nós também extinguimos o Espírito quando temos cultos tão superorganizados que O colocamos efectivamente numa camisa-de-forças. Se os preparativos são feitos em oração na dependência do Espírito Santo, então ninguém pode objectar. Porém os preparativos que são feitos com base na inteligência humana têm por efeito deixar o Espírito Santo como espectador, em vez de como Líder.

     Deus deu muitos dons à Igreja. Ele usa diferentes dons em diferentes momentos. Talvez um irmão tenha uma palavra de consolação para a comunhão. Se todo o ministério público se centralizar em um só homem, então o Espírito Santo não tem liberdade para levar a mensagem necessária no momento oportuno. Esta é uma outra forma de se extinguir o Espírito.

     Finalmente, extinguimos o Espírito quando recusamos a Sua direcção nas nossas próprias vidas. Talvez sejamos poderosamente movidos a ministrar sobre um determinado assunto, mas não o fazemos por causa do medo do homem. Sentimo-nos impelidos a conduzir uma oração em público, mas ficamos sentados por causa da timidez. Pensamos num hino que seria especialmente adequado, mas falta-nos a coragem para o pedirmos.

     O resultado é que o fogo do Espírito se apaga, as nossas reuniões perdem sua espontaneidade e poder, e o corpo local fica empobrecido. 

William MacDonald
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