Nós somos o que adoramos
“Mas todos nós, com cara descoberta, reflectindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Cor. 3:18).
A Bíblia ensina que nos tornamos semelhantes ao que adoramos. Essa compreensão importante é encontrada no texto de hoje. Vamos dividi-lo da seguinte maneira:
Mas todos nós - isto é, todos os verdadeiros crentes;
com cara descoberta – o pecado causa um véu entre os nossos rostos e o Senhor. Quando confessamos e abandonamos o pecado, temos uma face destapada ou descoberta;
reflectindo como um espelho - o vidro ou o espelho é a Palavra de Deus, em que nos reflectimos.
a glória do Senhor - significando Sua excelência moral. Na Bíblia vemos a perfeição do Seu carácter, a beleza de todas as suas obras e caminhos;
somos transformados … na mesma imagem - nós tornamo-nos semelhantes a Ele.. Somos transformados pelo olhar. Quanto mais nos ocupamos com ele, mais como Ele nos tornamos.
Esta mudança é
de glória em glória - de um grau de glória para outro. A mudança não ocorre de uma vez. É um processo que continua enquanto nós O contemplamos. A transformação do nosso carácter é efectuada.
como pelo Espírito do Senhor - o Espírito Santo produz semelhança a Cristo em todos aqueles que contemplam o Salvador pela fé, como Ele é revelado na Bíblia.
Em The Tales of Nathaniel Hawthorne (Os Contos de Nathaniel Hawthorne), não foi o Sr. Gathergold (Junta ouro) ou o General Blood (Sangue) e Thunder (Trovão) ou Old Stony Phiz (Velho Rosto de Pedra) ou o poeta, mas Ernest, que, olhando em meditação silenciosa para a Face da Grande Pedra, acabou por se assemelhar a ela.
Eu ouvi uma vez de um homem que ia diariamente a um templo budista e sentava-se do jeito de Buda, olhando a estátua verde. Foi dito que, depois de anos desta meditação, ele acabou por se tornar realmente semelhante a Buda. Se isto é verdade, eu não sei, mas sei que a ocupação reverente com o Filho de Deus produz semelhança moral a Ele.
O caminho para a santidade é através da contemplação do Senhor Jesus. Não é normalmente possível pensar em Cristo e no pecado ao mesmo tempo. Durante aqueles momentos em que ficamos absorvidos com Ele, ficamos mais livres do pecado. O nosso objectivo, então, deve ser o aumento da percentagem do tempo em que O contemplamos.



