A persuasão que move incrédulos
“Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (João 17:21).
Duas vezes na sua grande e elevada oração sacerdotal, o Senhor orou para que o Seu povo fosse um (versículos 21 e 22, 23). Esta oração pela unidade tem sido aproveitada como suporte bíblico para o movimento ecuménico - uma grande união organizacional de todas as igrejas Cristãs professas. Infelizmente, esta unidade ecuménica é conseguida através do abandono ou reinterpretação das doutrinas Cristãs fundamentais. Como Malcolm Muggeridge escreveu: "Por uma das maiores ironias do nosso tempo, o ecumenismo é triunfante apenas quando não há nada para se ser ecuménico; os vários corpos religiosos são propensos em encontrar facilidade em se unirem apenas porque, crendo pouco, correspondentemente divergem pouco".
Era por este tipo de unidade que o Senhor Jesus estava a orar em João 17? Pensamos que não. Ele disse que a unidade que Ele tinha em mente resultaria no mundo crer que Deus O tinha enviado. É extremamente duvidoso que qualquer federação externa tenha este efeito.
O Senhor definiu a unidade que tinha em mente quando disse: "... como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu em Ti; que também eles sejam um em nós ..." Ele também disse: "... como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade …" Que unidade o Pai e o Filho partilham que nós também podemos partilhar? Não é o facto da Sua divindade comum; nós nunca a partilharemos. Gostaria de sugerir que o Senhor Jesus estava a referir-se se a uma unidade baseada numa semelhança moral comum. Ele estava a orar para que os crentes pudessem ser um na exibição ao mundo do carácter de Deus e de Cristo. Isto significa vidas de justiça, santidade, graça, amor, pureza, longanimidade, autocontrole, humildade, alegria e generosidade …
Uma tal unidade hoje teria uma profunda impressão no mundo. Se os Cristãos apresentassem um testemunho unido irradiando a vida do Senhor Jesus, os descrentes seriam convencidos da sua própria pecaminosidade e teriam sede da água da vida. A tragédia de hoje é que muitos Cristãos mal se distinguem dos seus vizinhos mundanos. Sob tais circunstâncias, há pouca persuasão para que os incrédulos se convertam.



