Defendendo a preeminência do Senhor

william_macdonald.jpg  “… exortou a todos a que permanecessem no Senhor com propósito do coração” (Acts 11:23).

     Em alguns círculos Cristãos há uma tendência preocupante de se adular homens por eles serem académicos, apesar de desleais à Pessoa de Cristo.

     Eis um homem, por exemplo, que é um brilhante escritor, um mestre no uso de ilustrações, um comentador cujo estudo das palavras é soberbo. Contudo este homem nega o nascimento virginal. Nega os milagres de nosso Senhor. Rejeita a ressurreição literal do corpo do Salvador. Fala condescendentemente de Jesus como alguém que deve encontrar lugar numa qualquer galeria de heróis do mundo. Para ele, Jesus é apenas um entre muitos heróis. O que isto significa, naturalmente, é amaldiçoar o Filho de Deus com frouxo louvor. Este homem não é simplesmente fiel ao Senhor.

     É, então, chocante descobrir Cristãos que defendem um homem destes pela sua erudição brilhante. Indirectamente, exaltam a sua capacidade intelectual e passam ao de leve sobre o seu tratamento herético de Cristo. Gostam de citá-lo como uma autoridade respeitada e de se moverem nos mesmos círculos académicos. Se afrontados por confraternizarem com alguém que é inimigo da cruz de Cristo, usam palavras evasivas para minimizarem a gravidade do delito. Não raro, atacam os Cristãos fundamentalistas bíblicos, por ousarem falar contra alguém que é essa autoridade reconhecida.

     É tempo de os cristãos recapturarem o sentido de indignação justa quando o Salvador está a ser traído nos corredores da erudição. Este tempo não é de compromisso. A verdade a respeito da Sua Pessoa e obra não é negociável. Temos de nos erguer e ser influentes.

     Os profetas não falavam ambiguamente quando a verdade de Deus estava em causa. Eles foram ardentemente fiéis ao Senhor e combatiam severamente os que ousavam negá-Lo ou diminuí-Lo.

     Os apóstolos também se indignavam contra qualquer esforço em roubar ao Senhor a Sua glória. Eles preferiram a fidelidade a Cristo ao renome no mundo teológico.

     Os mártires preferiram morrer a comprometerem a sua lealdade para com o Filho de Deus. Eles estavam mais interessados na aprovação de Deus do que na do homem.

     A nossa responsabilidade é a de sermos fiéis ao Senhor Jesus em todas as coisas, e de termos uma relação adversária com alguém ou alguma coisa que não Lhe dê o devido lugar preeminente.      

William MacDonald
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