Praticantes da Palavra

William MacDonald
 
 
«E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos» (Tiago 1.22).

     Há um engano subtil quando se pensa que participar simplesmente em cultos, conferências, seminários e acampamentos, é fazer a obra de Deus - escutarmos mensagens e falarmos acerca do que sabemos que deveríamos fazer. A ilusão assalta-nos convencendo-nos que estamos a cumprir a Sua vontade. O que de facto estamos a fazer é a aumentar a nossa responsabilidade e a enganarmo-nos a nós mesmos.

     Enganamo-nos pensando que somos espirituais quando na realidade podemos estar a ser bem carnais. Enganamo-nos pensando que estamos a crescer quando a verdade é que estamos estagnados. Enganamo-nos pensando que somos sábios quando na realidade somos pateticamente loucos.

     O Senhor Jesus disse que o homem sábio é aquele que ouve as Suas palavras e as pratica. O homem louco também ouve as Suas palavras mas não faz nada com elas.

     Não basta escutar um sermão e andar por aí a dizer, «Que mensagem maravilhosa!». O verdadeiro teste é feito quando nós nos dispomos a realizar o que ouvimos e o realizamos mesmo. Alguém disse que um bom sermão não apenas expande a mente, aquece o coração e revela o oculto, como também provoca a vontade à acção.

     No meio da sua mensagem, certa ocasião um pregador perguntou à audiência o nome do primeiro hino que tinham cantado. Ninguém sabia. Perguntou qual tinha sido o texto da Escritura que tinha sido lido. Ninguém sabia. Perguntou que anúncios tinham sido feitos. Ninguém se conseguia lembrar. As pessoas brincavam à igreja.

     Antes de cada culto bem podemos colocar a nós mesmos as seguintes questões: «Porque é que vim? Estarei eu querendo que Deus me fale pessoalmente? Obedecer-Lhe-ei se Ele o fizer?».

     O Mar Morto adquiriu para si tal nome por constantemente receber sem ter a correspondente saída. Nas nossas vidas, a informação sem aplicação conduz à estagnação.  A persistente questão do Salvador vem sempre à nossa memória. «Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu vos mando?».
 

William Macdonald

One Day at a Time
(Um Dia de Cada vez)

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