O Vestuário Cristão

William MacDonald
 
     Em questões de vestuário e adornos há linhas mestras que se aplicam a todos os crentes, tanto a homens como a mulheres. Um primeiro principio é o custo. Quanto gastamos nós em vestuário? Tudo o que adquirimos é absolutamente necessário? Poderia o dinheiro ali empregue ser usado em melhores fins?
 

     Em primeiro lugar 1 Tim: 2.9 proíbe vestuário caro: «não com ... vestidos preciosos». Não se trata da questão de podermos ou não adquiri-los. É um pecado um crente gastar dinheiro em vestuário caro, porque a Palavra de Deus o proíbe. A compaixão também o proíbe. O aperto desesperado do nosso próximo noutros países, as suas enormes necessidades espirituais e físicas, evidenciam insensibilidade o esbanjar dinheiro sem necessidade em vestuário.

     Isto não se aplica apenas à qualidade do vestuário que adquirimos mas também à quantidade. Os roupeiros de alguns crentes parecem-se com armazéns de pronto a vestir. Muitas vezes, quando viajam de férias, a quantidade de vestidos, camisas, e fatos que levam consigo rivaliza com o vestuário dos marinheiros embarcados.

     Porque é que o fazemos? Não será uma manifestação de orgulho? Gostamos muito de ser elogiados pelo nosso bom gosto, e a nossa aparência impecável. Os gastos envolvidos na compra de vestuário é apenas um princípio que nos deve orientar na sua escolha.

     Um outro princípio é a modéstia. Paulo diz «com pudor e modéstia».  A palavra pudor significa «decência». Uma das funções do vestuário é esconder a nudez do homem. Pelo menos, foi com esse objectivo que ele foi introduzido no princípio. Contudo, agora, o vestuário parece ser concebido para revelar cada vez maiores áreas anatómicas. O homem gloria-se assim na sua vergonha. Não admira vermos homens ímpios fazerem isto, todavia é muito chocante apercebermo-nos de crentes que os imitam.

     Mas modesto também pode significar atractivo. Isto sugere que o crente se deve vestir asseadamente. Não há qualquer virtude na miséria, na falta de asseio. Oswald Chambers disse que a porcaria é um insulto ao Espírito Santo. As vestes do crente devem ser limpas, alinhadas, em boas condições e assentarem bem.

     Em geral, o crente deve evitar modas que atraiam a atenção para si. Não é esta a sua função na vida. Ele não está na terra como adorno, mas como vara frutífera da Videira. Nós podemos chamar a atenção para nós de muitas maneiras. Usar vestes fora de moda também chama a atenção. O crente também deve evitar usar vestuário que seja extraordinariamente grosseiro, escandaloso, ou excêntrico.

     Finalmente, o crente - e isto pode constituir um problema para o jovem crente - deve evitar vestimentas que sejam insinuantes ou provocantes. Já nos referimos às modas que são reveladoras. No entanto o vestuário pode cobrir todo o corpo e apesar disso despertar desejos impuros nos outros. As modas modernas não são concebidas para encorajar a espiritualidade. Pelo contrário, reflectem a obsessão pelo sexo - tão característica do nosso século. O crente nunca deve usar roupas que incitem às paixões ou que tornem difícil para os outros viver a vida Cristã.

     Certamente que o grande problema é a enorme pressão social para a conformidade. Isto foi e sempre será verdade. Os crentes precisam de muita verticalidade para resistirem aos extremos da moda, para remarem contra a torrente da opinião pública, e para se vestirem duma forma que beneficie o Evangelho.

     Se fizermos de Cristo o Senhor do nosso guarda-roupa, tudo ficará bem.

- William MacDonald 

 

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