Carta de recomendação

Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um de entre vós, que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. – Romanos 12:3
Quando me preparava para obter o diploma universitário, comecei a trabalhar no meu currículo. Como um diplomado universitário, eu estava orgulhoso da minha formação, distinção e conquista, assim como também das experiências que acumulei. Eu estava pronto para enfrentar o mundo e para o mundo me enfrentar! Eu tinha toda a intenção de conseguir o emprego perfeito após a primeira entrevista e começar a minha vida profissional.
Só me deparei com um pequeno obstáculo: queria uma carta de recomendação de um dos professores mais difíceis do meu departamento. Este professor em particular ficaria feliz em recomendar se o aluno escrevesse a sua própria carta descrevendo os seus pontos fortes, pontos fracos, áreas de crescimento e avaliação pessoal de potencial futuro. Ele leria a carta, faria qualquer sugestão de mudança e, depois, assinaria a mesma. Era uma tarefa assustadora que ainda deixava os diplomados com náuseas.
Não me lembro do que escrevi na minha carta, mas lembro-me do seu comentário. “Tens um bom domínio de Romanos 12:3.” De momento, eu não sabia o que dizia Romanos 12:3, mas rapidamente procurei na minha Bíblia, sublinhei e coloquei no meu coração como um versículo pelo qual viveria.
A cultura hoje bem poderia usar uma refrescante dose desta verdade. Toma apenas um momento para veres a razão. Muitos atletas batem no peito, falam alto e dançam nas zonas da meta em comemoração pessoal. As celebridades buscam fama e atenção a qualquer custo. Os profissionais de marketing e anunciantes gritam o mantra, “É tudo sobre ti!” Se achas que a igreja escapou desse veneno, pensa novamente. Abundam os ministérios voltados para o sucesso, e muitos líderes têm caído estrondosamente pensando que estavam acima das tentações que acabaram por os dominar e derrubar.
Filipenses 2:3-4 diz: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual, também, para o que é dos outros.”
APROFUNDANDO:
1. Se tivesses que escrever a tua própria carta de recomendação, o que dirias? Avaliarias de forma justa e precisa a tua vida e potencial?
2. Tenta escrever a tua própria carta de recomendação e, de seguida, entrega-a a alguém que te conheça bem e pede comentários.
Por L. Snyder



