A verdade sobre a culpa e a comparação

Não faça comparações - YouTube 

 

     Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém - Gálatas 6:4, NVI

      A maioria dos Cristãos afirma querer relacionar-se com Deus regularmente - ou pelo menos deseja os benefícios de uma vida mais rica que resulte de um relacionamento consistente. Mas quando se trata de transformar o desejo em disciplina, a maioria não o faz. O fracasso dá origem à culpa.

     A culpa pode ser esmagadora. Pessoas maravilhosas mancam pela vida cristã prejudicadas por causa desta culpa. É culpa, culpa, culpa, 24 horas por dia, 7 dias por semana.  Eu não oro o suficiente. Não estou a ler a Bíblia como deveria. Eu não tenho testemunhado ao meu vizinho. Eu não passo tempo suficiente com Deus ... Culpado.

     Se a culpa te define, sinto muito. Oro para que vejas que não és um “mau Cristão” se não tiveres um momento tradicional de quietude. A vida cristã não consiste em cadeados e correntes. O Senhor Jesus Cristo veio para nos libertar. Sim, um pouco de culpa pode servir como motivação de Deus, mas muitos Cristãos acobardam-se por causa da falsa culpa - também conhecida como condenação - que colocaram sobre os seus próprios ombros porque se compararam a um modelo irrealista e ficaram aquém. Esse tipo de culpa é errado e injusto e irá pesar e desgastar-te.

     A comparação é mortal, apesar de muito natural. É fácil colocarmo-nos ao lado de alguém que pensamos que está bem espiritualmente, constantemente fazendo anotações mentais sobre como não estamos à altura. No entanto, a comparação apenas pressupõe que os outros estão a fazer o que nós não fazemos e então acabamos por constrastar o que sabemos sobre nós (tudo) com o que realmente não sabemos sobre os outros (que é quase tudo). Novamente, não é justo.

     Depois, para piorar as coisas, ouvimos histórias sobre pessoas como Martinho Lutero, que acordava todos os dias às 4 da manhã e passava horas com Deus. “Tenho tanto que fazer hoje, que devo passar as primeiras três horas em oração”, disse ele. Agora, isso realmente aumenta a culpa. Estou muito feliz por Martinho Lutero, por ele ter conseguido isso. Mas, quanto a mim, não sou uma pessoa madrugadora. Eu nem sabia que havia 4h até ler esta sua citação.

     Para mim, prefiro ouvir algo sobre como as suas sessões de oração matinais o deixaram extremamente mal-humorado à tarde, por causa da sua falta de sono. Isso seria algo com o que eu realmente me poderia identificar!

     Eis o meu incentivo: por favor, deixa de comparações. Tu não és Martinho Lutero. Nem eu. Tu és tu! Deus projetou-te para seres tu também na tua fé. Não estou a sugerir que não podes ter uma intimidade com Deus semelhante à de outros heróis da nossa fé; claro que podes. Mas estou a pedir que te deixes de comparar e, em vez disso, sejas desafiado a aprender como relacionares-te com Deus de formas realistas que se encaixem na tua forma de ser. Tu consegues fazer isso! Eu sei que podes.

APROFUNDANDO:

1. Como te sentiste um perdedor espiritual ao te comparares com os outros?

2. Considera as formas como te comparas com os outros. Quando te surpreenderes a fazer isso, concentra-te na verdade de que Deus te criou para seres único e que ele não te compara a ninguém.

 

LEITURA ADICIONAL:

2 Coríntios 10:12; Efésios 2:10

Por Doug Fields

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