O dano da maledicência

Gossip

     O homem perverso levanta a contenda, e o difamador separa os maiores amigos. – Provérbios 16:28

     Um antigo provérbio relata a história de uma pessoa que repetia uma difamação - um boato sobre um vizinho. Toda a comunidade soube logo do boato. Mais tarde, a pessoa que espalhou a difamação soube que o boato era falso. A pessoa ficou muito triste e procurou um ancião da comunidade, que tinha uma reputação de grande sabedoria, para lhe pedir um conselho. O ancião disse à pessoa: “Vá a casa e pegue um travesseiro de penas,e leve-o para a rua. Rasgue-o, espalhe as penas, e depois volte a mim amanhã.” A pessoa fez como o ancião havia instruído. No dia seguinte, a pessoa visitou o ancião. O ancião disse-lhe: “Agora, vá e apanhe as penas que espalhou ontem e traga-as aqui a mim.” A pessoa foi para casa e procurou as penas, mas o vento havia-as levado todas. A pessoa voltou ao ancião e disse: “Não consegui encontrar nenhuma das penas que espalhei ontem.” “Aprenda”, disse o ancião, “é fácil espalhar as penas, mas impossível recuperá-las.” O mesmo acontece com a maledicência; não é preciso muito para espalhar palavras ofensivas, mas uma vez que o faça, nunca poderá desfazer completamente o dano.

     A maledicência é uma daquelas áreas da vida cristã que é muito importante nós trabalharmos para policiar e dominar - por causa do potencial dano que causa - mas é muito difícil a muitos de nós exercermos domínio próprio. É-nos muito fácil, na comunidade cristã, falar mal dos outros, muitas vezes dos da nossa própria comunidade de fé, porque o fazemos sob a bandeira do “partilhar”. Nós “partilhamos” com outros o “problema” de um amigo porque queremos que os outros orem por ele. (Abre os olhos. Abre os olhos.) A realidade, porém, é que se trata de simples maledicência. A maledicência faz o maledicente sentir-se bem. É bom saber algo sobre outra pessoa e partilhar isso com outra pessoa. No entanto, mesmo sob o melhor dos motivos, a “partilha” facilmente se transforma em “maledicência" e causamos danos, como o provérbio indica, que não podemos desfazer completamente.

     Nada é mais mortal para os relacionamentos do que espalhar boatos e falatórios falsos. A pessoa sábia mantém a sua língua sob controlo. Da próxima vez que fores tentado a maldizer, lembra-te do provérbio das penas e de como as tuas palavras, que causam danos, podem nunca mais ser completamente desfeitas. Pede a Deus que te dê a sabedoria e a força de que precisas para resistir ao impulso de falar mal.

 

APROFUNDANDO:

1. Magoaste alguém recentemente por falares mal dele ou dela, mesmo no espírito de “partilha”? Se sim, estás disposto a pedir perdão?

2. O que podes fazer para evitar falar mal de outras pessoas hoje?

 

LEITURA ADICIONAL:

Levítico 19:16; Salmo 15:2-4; Provérbios 10:19; Tiago 3:1-12

Por Jim Liebelt

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