A quem dás o teu tempo?

man carrying to girls on field of red petaled flower

 

     Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o Evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos. 1 Tessalonicenses 2:7,8

     Certo ano, eu falei numa conferência de família de uma das associações juvenis mais conhecidas do mundo. Muitos dos participantes e as suas famílias trabalham de forma semelhante a mim. Na sexta-feira à noite desse evento de fim de semana, conversei com os adultos e os seus filhos. Depois, de regresso ao meu quarto, passei por duas adolescentes que estavam a fumar. Elas pareciam desinteressadas e pouco envolvidas na conferência. Por algum motivo, comecei a conversar com elas e fiquei surpreso ao saber que os seus pais ocupavam cargos importantes na associação. Gosto muito do desafio de me comunicar com este tipo de miúdos. Por isso tivemos um grande momento de discussão aberta.

     No dia seguinte, eu regressava de novo ao meu quarto e lá estavam elas - as mesmas duas garotas, a fumar. Parei e começámos outra boa conversa. Finalmente, sentindo que estava a conquistar alguma confiança, disse: “Estou numa situação de trabalho muito semelhante à dos vossos pais e tenho três filhas. Que conselho daríeis para eu ser um bom pai e ajudar as minhas filhas a viver uma vida com significado?” Julie, a mais velha das duas garotas, deu um grande trago no cigarro, depois colocou-o calmamente no chão e apagou-o enquanto o fumo era expelido pelo seu nariz.

     Ela olhou para mim e respondeu: “Espero que passe mais tempo com as suas filhas do que o meu pai passou comigo. Veja, ele salvou muitas crianças, mas não me salvou a mim.” Os meus olhos encheram-se de lágrimas imediatamente. Voltei para o meu quarto, ajoelhei-me e pedi a Deus que me ajudasse a ser o tipo de pai para as minhas filhas que não colocasse a minha carreira à frente do meu relacionamento com elas. 

     Tenho a certeza de que há outro lado na história de Julie, mas o facto é que a construção de uma família forte e saudável não pode ser feita à distância.

     Não tenho nenhuma dúvida de que os teus filhos consideram a tua presença como um sinal de carinho e ligação. Esse “poder de estar presente” faz a diferença na vida de uma criança. Parece muito simples, mas nunca subestimes a mensagem positiva que estás a passar aos teus filhos ao assistires àqueles jogos, levá-los a passear ou estar com eles numa das centenas de outras maneiras pelas quais estás presente nas suas vidas. Não precisas de estar presente com os teus filhos 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas a tua presença dá lhes uma sensação de segurança maior do que quase qualquer outra coisa que lhes possas oferecer.

 

APROFUNDANDO:

1. Passa algum tempo a avaliar se estás a dar aos teus filhos a quantidade adequada do teu tempo ou apenas as sobras e restos da tua programação.

2. Identifica um momento na próxima semana em que “te farás presente” intencionalmente junto dos teus filhos.

 

LEITURA ADICIONAL:

1 Timóteo 5:8

Por  Jim Burns

 

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