A celebração é o antídoto para o ciúme

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“… e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caím e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caím fortemente e descaiu-lhe o seu semblante. E o Senhor disse a Caím: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.” – Génesis 4:4b-7

     Tive uma conversa muito honesta e revigorante com um amigo que tinha vergonha de admitir que achava que estava a lutar contra o ciúme. Ele não tinha a certeza se era totalmente ciúme ou se era uma mera emoção passageira. Os seus sentimentos “inseguros” direcionavam-se a um colega de trabalho que estava a receber muito mais atenção do chefe. Ele sentia que estava continuamente a lutar para conseguir tempo do chefe e raramente o conseguia, enquanto o colega de trabalho conseguia repetidamente tempo do chefe.

     Infelizmente, eu tive algumas experiências pessoais com essa emoção e dei-lhe o meu testemunho pessoal. Não quero simplificar demais, mas disse-lhe que quando um amigo ou colega de trabalho tem sucesso e não conseguimos comemorar, é um sinal de que estamos a lidar com o ciúme.

     Nas Escrituras de hoje, lemos sobre Caim, que tinha ciúmes por Deus ter aceitado o sacrifício do seu irmão Abel, mas não o seu. Caim, que não comemorou o sucesso de Abel, rapidamente ficou amargo, atacando Abel e matando-o. Não é exatamente um final de conto de fadas, certo?

     Quando o ciúme reside na sua alma, este endurece lentamente o seu coração e acaba por produzir um impacto negativo na sua vida. Mas, quando a celebração se torna hábito, o ciúme não cresce, não conquistando a sua alma. Deste modo, evitará criar rivais em pessoas inocentes. Estará a dizer: “Não vou permitir que o ciúme domine a minha vida”.

     Eu incentivei o meu amigo a adquirir o hábito de comemorar o sucesso do seu colega de trabalho. Eu desafiei-o a começar a trabalhar nisso, mesmo que ele não tivesse vontade. O sentimento geralmente segue a ação. “Eu não acho que se possa esperar até se sentir vontade para comemorar os outros”. Eu disse-lhe a ele: “Tens que comemorar até o sentir.”

     Ficou com ciúme? Experimente comemorar. Continue a comemorar. Não compare o que sabe sobre a sua própria situação com o que pensa saber sobre a outra pessoa. Lembre-se de que Deus não o compara aos outros. Ele ama-o do jeito que é! Saber disso é mais um grande motivo para comemorar!

 

APROFUNDANDO:

1. O que torna o ciúme uma emoção tão comum na vida das pessoas? Se os efeitos do ciúme têm um impacto negativo, porque pensa que é uma emoção tão comum?

2. Na sua vida, com quem mais luta contra o ciúme? Quais são algumas maneiras de celebrar essa pessoa?

 

LEITURA ADICIONAL:

Provérbios 27:4; Romanos 13:13-14; Gálatas 5:19-26

- Doug Fields

 

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