Conheça Deus melhor

"Em todas as nossas meditações sobre as qualidades dos atributos e do conteúdo substancial de Deus, vamos além das nossas capacidades de adequada percepção, e tão-pouco a eloquência humana consegue apresentar um poder proporcional à Sua grandeza.
“Na contemplação e proclamação da Sua majestade, toda a eloquência é muda, todo o esforço mental é fraco. Pois Deus é maior do que a mente. Não se pode conceber a Sua grandeza.
“Não; se pudéssemos conceber a Sua grandeza Ele seria inferior à mente humana que teria formulado a concepção.
“Ele é maior do que toda linguagem, e nenhuma declaração pode expressá-lO. Na verdade, se alguma declaração pudesse expressá-lO, Ele seria inferior ao linguarejar humano que, mediante essa declaração, teria podido compreender e inferir tudo o que Ele é.
“Até certo ponto, por certo, podemos ter experiência d’Ele, sem linguagem, mas homem nenhum pode exprimir com palavras tudo o que Ele é em Si mesmo.
Suponhamos, por exemplo, que alguém fale d’Ele como Luz; esta é uma apreciação de uma parte da Sua criação, não é uma apreciação propriamente d’Ele. Não expressa o que Ele é. Ou suponhamos que alguém fale d’Ele como Poder. Isso também expõe em palavras o Seu atributo de omnipotência, e não o Seu Ser. Ou suponhamos que alguém fale d’Ele como Majestade. Uma vez mais, temos uma declaração da honra que Lhe pertence, e não d’Ele em Si mesmo ...
“Para resumir a matéria numa única frase, toda e qualquer declaração que se possa fazer a respeito de Deus expressa alguma posse ou virtude de Deus, e não propriamente Deus. Que palavras ou pensamentos são dignos d’Aquele que está acima de toda a língua e de todo o pensamento? A concepção de Deus como Ele é só pode ser captada de um modo, e mesmo isso é-nos impossível, está além do nosso alcance e da nossa compreensão; pensar n’Ele como um Ser cujos atributos e grandeza estão além das nossas faculdades de entendimento, ou mesmo de pensamento".
1 No ano 250 Novaciano, presbítero da Igreja de Roma, escrevia um livro intitulado De Trinitate onde se encontra a doutrina de Tertuliano e mais o reconhecimento de que a geração do Filho e sua consequente distinção do Pai como Pessoa não é fruto da "economia", mas pertence à vida pré temporal da Divindade pois, já que o Pai é sempre Pai, sempre deve ter tido um Filho. Assim, pois, a geração do Filho é desvinculada da Criação.



