Um coração inteiro para Cristo

Charles H. Mackintosh
 
Leitura Bíblica: Mateus 26

     Neste solene capítulo temos muitos corações revelados. Para além do coração do Senhor Jesus, temos ali retratados o coração dos príncipes dos sacerdotes, o coração dos anciãos, o coração dos escribas, o coração de Pedro, o coração de Judas. Mas há um coração em particular, que se notabiliza, ao contrário destes últimos, e que se recomenda: o da mulher que trouxe um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, para ungir o corpo do Senhor. Esta mulher tinha um coração para Cristo. Ela pode ter sido uma pecadora muito grande, e foi-o, e ignorante, mas os seus olhos tinham sido abertos para verem a beleza que há no Senhor Jesus, o que por sua vez a levou a julgar que nada gasto com o Senhor era demasiado custoso. Em suma, ela tinha um coração para Cristo.
     Passando, por ora, ao lado destes corações consideremos o coração de Judas.

     Judas era um homem ambicioso, cobiçoso e avaro. Ele amava o dinheiro. Um amor muito comum em todos os séculos. Ele tinha pregado o Evangelho. Ele tinha andado em companhia do Senhor Jesus, durante os dias do Seu ministério público. Ele tinha ouvido as Suas palavras, visto os Seus caminhos, experimentado a Sua bondade. Mas, ah! Apesar de apóstolo, apesar de companheiro do Senhor Jesus, apesar de pregador do Evangelho, ele não tinha um coração para Cristo. Ele tinha um coração para o dinheiro. O seu coração era sempre movido com o pensamento do lucro. Quando havia dinheiro em questão, todo ele vibrava. O âmago das suas entranhas agitava-se com dinheiro. «A bolsa» (João 13.29) era o seu objecto mais próximo e mais querido. Satanás sabia disso. Ele conhecia bem a concupiscência especial de Judas. Ele estava bem ciente do preço por que ele podia ser comprado. Ele sabia bem como tentá-lo e usá-lo. Que pensamento solene! No conhecimento das coisas sagradas, se o coração não for tocado, o homem torna-se mais terrivelmente duro, insensível, profano, e ímpio. Judas tinha conhecimento das Escrituras sem afeição por Cristo, e a sua familiaridade com o Senhor fez dele um instrumento adequado ao serviço do diabo. O diabo sabia que trinta moedas de prata podiam comprar o seu serviço na horrível obra de trair o Seu Mestre.

     Pense nisto, caro leitor! Eis um apóstolo - um pregador do Evangelho - um professo da mais elevada ordem; contudo, sob a capa da profissão, jaz um «coração exercitado na avareza» (2 Ped. 2.14) - um coração que possuía um amplo lugar para «trinta moedas de prata», mas nem um cantinho para o Senhor Jesus. Que caso! Que quadro! Que aviso! Oh, todos vós, professos sem coração, considerem o caso de Judas! Considerai o seu trilho! Considerai o seu carácter! Considerai o seu fim! Ele pregou o Evangelho, mas nunca o conheceu, nunca o creu, nem sentiu. É possível pintar raios solares em telas, e nunca sentir a sua influência. Ele tinha um coração inteiro para o dinheiro, mas nenhum coração para Cristo. Como «filho da perdição» «enforcou-se», e «foi para o seu próprio lugar». Crentes professos, tende cuidado com o conhecimento meramente intelectual, com a mera profissão de lábios, com a piedade meramente aparente, com a religião mecânica - tende cuidado com estas coisas, e procurai ter um coração para Cristo.
C.H.M.
PENSAMENTO: «Deus julga pelo que fazemos, não pelo que os outros dizem».

VERSÍCULO PARA MEDITAR: «De todo o meu coração Te busquei; não me deixes desviar dos Teus mandamentos» (Sal. 119.10).

LER TAMBÉM:  Sal. 119.34,58,69,145; Sal. 111.1; Sal. 86.12.

SUGESTÃO: Esquadrinha na presença do Senhor se o teu coração é inteiro para Ele, ou dividido.

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