Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXVIII – Atos 20:13-38 (9)

Acts dispensationally considered

 

O QUE O APÓSTOLO PREGAVA

     Alguns que dispensacionalmente foram a extremos, ao lerem que Paulo havia pregado o arrependimento e o reino de Deus, imediatamente concluíram que o apóstolo deve ter tido algum ministério temporário especial, ligado a Israel e ao reino messiânico até depois do término dos Atos, quando o mistério lhe foi revelado.

     Isto é incorreto, pois o apóstolo já havia escrito por esta altura a várias igrejas sobre várias fases do mistério, embora ainda não tivessem sido reveladas todas as suas glórias (Rom. 11:25; 16:25; 1 Cor. 2:7; 15:51-53; 1 Tes. 4:15-18, etc.).

     No versículo 24 da nossa passagem, o apóstolo deixa claro que o ministério particular que ele recebeu do Senhor Jesus foi “para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus". Este foi o seu ministério especial. Mas isso não significa que ele não confirmasse o que Pedro e os doze haviam ensinado sobre o Messiado de Cristo. Poderia alguém supor que os que persistiam em negar que o Jesus crucificado era o verdadeiro Messias poderiam confiar n’Ele como seu Salvador pessoal? É claro que não! E foi assim que Paulo procurou primeiro convencer os Judeus em toda parte que “Jesus é o Cristo”.

     É também assim que na passagem diante de nós ele declara que havia testificado tanto aos Judeus como aos Gregos: “a conversão a [ou, arrependimento para com] Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Ver. 21).

     Ora é bem verdade que assim como o arrependimento era a mensagem de João Batista, Cristo e os doze, a graça é a mensagem para hoje. Mas isso não significa que o arrependimento não tenha lugar hoje. O arrependimento não é penitência; muito menos remorso. É antes uma mudança de mente e atitude. A graça tem sido a mensagem especial de Paulo até agora, mas o arrependimento é parte dessa mensagem, assim como também a fé no Senhor Jesus Cristo.

     Quanto à sua pregação de “o reino de Deus” (Ver. 25) ele ainda fala em se ter “herança” no reino de Deus em Efé. 5:5 e dos seus “cooperadores no reino de Deus” em Col. 4:11, ambas as passagens tendo sido escritas consideravelmente após o encerramento dos Atos.

     Deve ser lembrado que este termo, ao contrário de “o reino dos céus”,[1] é muito amplo.[2] Nós achamos isto usado tanto nos versos de abertura como de encerramento dos Atos e em cada caso o contexto tem que ser mantido em vista.

     Quando o nosso Senhor, antes da Sua ascensão, ensinou aos onze as coisas “que respeita[m] ao reino de Deus” (Atos 1:3), Ele tratou do estabelecimento terreno daquele reino, que os apóstolos esperavam e que Pedro a seguir ofereceria Israel (Atos 3:19-21). Mas quando Paulo, preso em Roma, pregou o reino de Deus (Atos 28:31), ele certamente disse o que havia acontecido com a oferta do seu estabelecimento na terra, e explicou como o reino terreno agora estava suspenso ( Cf. Rom. 11:25-27).

     Acima de tudo, observemos cuidadosamente que “o ministério” que Paulo “receb[eu] do Senhor Jesus” foi a proclamação do “Evangelho da graça de Deus” (Ver. 24). Foi a pregar esta mensagem que ele esperava terminar a carreira que ele havia começado há muito tempo.

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[1] Encontrado apenas em Mateus.

[2] Reino dos céus é reino de Deus – não é do diabo -, mas reino de Deus é muito mais do que reino dos Céus. Nota do tradutor.

 

 Atos dispensacionalmente Considerados

Cornelius R. Stam

 

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