Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXXIV – Atos 19:1-22 (8)

Acts dispensationally considered

 

PLANOS PARA VISITAR JERUSALÉM E ROMA

     “E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma.

     “E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia”

- Atos 19:21,22

     Não devemos presumir que Paulo tenha recebido qualquer revelação instruindo-o a ir a Jerusalém e a Roma, pois é claramente declarado que ele “propôs” isso “em espírito”, isto é, no seu espírito. The Companion Bible (O Compêndio da Bíblia) explica: "O significado é que ele estava firmemente resolvido".

     O coração do apóstolo ansiava constantemente por Jerusalém e os seus parentes (Romanos 9:1-3; 10:1) e ele tinha há muito tempo o desejo de ir a Roma (Rom. 1:13; 15:23), mas não lhe passava pela cabeça que cedo seria levado de uma cidade para a outra como “o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os Gentios” (Efésios 3:1).

     Planeando passar pela Macedónia e Acaia antes de viajar para Jerusalém, ele enviou Timóteo e Erasto à frente, evidentemente para preparar especialmente os Coríntios para a sua vinda, para que ele não voltasse a embaraçar tanto a eles como a si mesmo com a sua vinda (1 Coríntios 4:17).

     Foi, sem dúvida, neste momento que a Primeira Carta aos Coríntios (na verdade a sua segunda carta dirigida a eles) foi escrita.

     Sabemos que esta carta foi escrita enquanto ele estava em Éfeso (1 Coríntios 16:8). Sabemos também que foi escrita quando o seu ministério prosperava (1 Cor. 16:9), o que provavelmente a colocaria em Atos 19:20 ou depois. Somos informados, além disso, que foi escrita quando ele planeava visitá-los depois de permanecer brevemente em Éfeso (1 Cor. 16:8). Isso novamente definiria a data em Atos 19:22b. Finalmente, foi certamente escrita antes do grande tumulto por causa da deusa Diana (Atos 19:23-41) pois logo depois ele partiu para a Macedónia e Grécia (Atos 20:1,2).

     A epístola que conhecemos como Primeira aos Coríntios, então, foi quase certamente escrita entre a fogueira pública de Atos 19:19 e o tumulto por causa de Diana, ou durante o "tempo" mencionado no Ver. 22. Evidentemente, a igreja em Éfeso, ou um segmento dela, reunia-se na casa de Áquila e Priscila nesse período (1 Coríntios 16:19).

     O plano de visitar a Macedónia e a Acaia novamente foi, sem dúvida, devido aos contínuos relatos perturbadores da igreja em Corinto. Membros da "família de Cloé" relataram que um espírito faccioso prevalecia entre os crentes ali. O constante intercâmbio entre Éfeso e Corinto deve ter levado muitos crentes de uma cidade para a outra, pois o apóstolo também soube que iam a tribunal uns contra os outros, que a sua conduta era desordenada nos cultos e soube de muitas outras falhas graves. De facto, a mais séria falta de todas era a “geralmente” comentada imoralidade, tão licenciosa que até os pagãos consideravam vergonhoso (1Cor. 5:1).

     Depois também houve a carta que ele recebeu deles em relação ao casamento. Isso também tinha que ser tratado. É assim que temos hoje em nossa posse "Primeira aos Coríntios".

     Nesta grande epístola, aprendemos que o apóstolo pregou muitas coisas que o livro dos Atos, por causa da sua natureza e propósito, não menciona. Ali ele mostra que “a palavra [ou, pregação, ou, mensagem] da cruz” tinha sido o seu tema (1 Cor. 1:17-25). Ali ele também repreende os Coríntios porque, devido à sua carnalidade, ele não podia explicar-lhes as “profundezas de Deus” e as grandes verdades do “mistério”, que ele havia ensinado aos crentes mais maduros (1 Cor. 2: 1,2,6,7,10; 3:1-4). Para aqueles que se vangloriavam das suas relações partidárias ou iam a tribunal uns contra os outros, ele declarou que “por [ou, em] um só Espírito” todos haviam sido “batizados em um corpo”, que com todas as suas falhas eles eram "o Corpo de Cristo"; membros dele e, portanto, uns dos outros (I Cor. 12:13,14,27). Para aqueles que se gabavam dos seus poderes miraculosos, especialmente o falar em línguas, ele mostrou a glória transcendente do amor (1 Cor. 13:8-13). Para aqueles que viviam como se não fossem responsáveis ​​por ninguém, ele declarou que Cristo estava de facto vivo e revelou o “segredo” adicional de que em qualquer “momento” Ele poderia vir a chamá-los para Si mesmo (1 Coríntios 15:12,20,51-53).

 

 

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