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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Pedro Cândido

Breve testemunho acerca de como se converteu a Cristo e de como tem sido a sua vida ao Seu lado.

José Jacinto Carvalho

Conversão significa mudar de vida e a minha vida mudou mesmo.

Jorge da Silva

Como a graça de Deus o conduziu à salvação em Cristo. Ouve o seu testemunho até ao fim.

Sermões e Estudos

Carlos Oliveira 24SET21
As religiões são todas boas?

Tema abordado por Carlos Oliveira em 24 de setembro de 2021

Alberto Verissimo 19SET21
Crer ou Crer, eis a questão

Tema abordado por Alberto Veríssimo em 19 de setembro de 2021

Carlos Oliveira
O peso do pecado

Tema abordado por Carlos Oliveira em 17 de setembro de 2021

Estudo Bíblico
Estudo Bíblico

Sobre a Epístola aos Colossenses 4:3 em 22 de setembro de 2021

 
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20-07-2021 - Sequestrador violento arrepende-se e crê em Cristo como seu Salvador, após vítima lhe perdoar

Chris Carrier orou por David McAllister, homem que o sequestrou quando era criança. (Foto: Arquivo pessoal)

 

Chris Carrier orou por David McAllister, homem que o sequestrou quando era criança. 

 

     Vinte de dezembro de 1974 foi o último dia de aula antes do feriado de Natal. Foi também um dia que marcou a vida de Chris Carrier de dez anos de idade. Ele estava a regressar a casa da escola, próximo a Coral Gables na Flórida, EUA, quando um homem o parou chamando-o pelo nome e perguntando pelo seu pai.

Chris Carrier:
Ele falou-me sobre dar uma festa ao meu pai, e que queria me ajudar. Eu aceitei na mesma hora. Naquela oportunidade, eu achava certo, visto ele conhecer os meus pais. Eu podia acreditar nele.

Clube 700: Mas não havia nenhuma festa e não devia acreditar no homem. O raptor de Chris levou-o para os everglades (pântanos) da Flórida e então….

Chris Carrier: Ele saiu do assento do condutor e foi até o banco traseiro. Por alguma razão, depois voltou e me golpeou no ombro e nas costas, antes de me lançar ao chão. Em seguida ele ajoelhou-se sobre mim, queimou-me com cigarros e golpeou-me com um furador de gelo várias vezes.

Ele arrastou-me depois para dentro do pântano cerca de seis a sete metros, encostou-me a um mourão de cerca e, sem que eu percebesse, disparou em mim bem na cabeça, de lado, deixando-me inconsciente imediatamente. Seis dias depois, 26 de dezembro, eu acordei achando que ainda era o mesmo dia, achando que eu só tinha adormecido. O Senhor, na sua misericórdia, permitiu-me não notar totalmente o que havia ocorrido. Contra todas as expectativas, sobrevivi a tudo isso. Milagrosamente, a bala deixou-me apenas cego de um olho, mas não causou danos cerebrais. As facadas foram todas superficiais. 

Clube 700: Chris caminhou até uma estrada principal, onde um homem passava com um carro e levou-o até o hospital mais próximo. A polícia de Coral Gables foi avisada, provocando uma frenética busca durante seis dias. Enquanto estava no hospital, Chris conseguiu dar à polícia uma descrição detalhada de seu agressor, uma descrição que se encaixava com um ex-empregado que tinha ficado descontente com a família Carrier. O ex-empregado, chamado David McAllister, tornou-se o principal suspeito mas, por falta de qualquer prova física, nunca foi preso. O jovem Chris sobreviveu à agressão, mas ficou permanentemente cego do olho esquerdo.

 

A foto ao lado foi tirada logo que Chris chegou ao hospital. Ele estava bastante ferido e traumatizado.

Chris Carrier: Lembro-me que, nos primeiros três anos após o facto, eu provavelmente passei oitenta por cento das noites dormindo num saco-cama aos pés da cama dos meus pais.

Clube 700: Mas, depois, com treze anos de idade converteu-see ao Senhor Jesus Cristo como seu Salvador.

Chris Carrier: Isso mesmo.

Clube 700: E o que aconteceu? Como isto alterou a sua perspectiva sobre o que havia acontecido?

Chris Carrier: Jesus estendeu sua mão sobre a minha vida e eu deixei de me preocupar se iria ou não me encontrar novamente com o Sr. McAllister. Eu não precisava mais me preocupar se alguém me queria morto ou vivo.

 

Jornal da época mostra retrato do suspeito.

Clube 700: Então, Chris cresceu, casou, formou uma família e tornou-se um jovem ministro. A agressão e o agressor eram uma lembrança distante. Mas então, em setembro de 1996, Chris recebeu uma chamada telefónica de um investigador de polícia. Vinte e dois anos mais velho e morrendo numa enfermaria de hospital, David McAllister confessou o rapto de Chris Carrier. O investigador telefonou a Chris.

Chris Carrier: Ele telefonou e disse: O Sr. McAllister confessou e eu gostaria de ter a sua confirmação de que este é o homem que o senhor achava que era.

Clube 700: Não apenass Chris se foi encontrar com David McAllister mas, para surpresa dos seus amigos, família e uma média perplexa, Chris tornou-se amigo e companheiro de um solitário e moribundo David. A certa altura, David pediu perdão a Chris.

 

Chris tornou-se amigo e companheiro de um solitário e moribundo David.

Chris Carrier: Assim que ouvi ele dizer aquelas palavras, eu disse: “Pai, obrigado por me teres dado esta oportunidade, porque agora posso dizer: David, o quadro está limpo. Foi perdoado.

Clube 700: Quando ele descobriu que lhe havia, de facto, perdoado não apenas naquele dia, mas que o havia perdoado anos antes, o que isso fez com ele? Que efeito isso causou nele?

Chris Carrier:
Causou nele um conforto que ele nunca havia experimentado em setenta e sete anos de vida e, especialmente nos últimos vinte e dois, porque isso deu-lhe a ele paz para dizer: “o que eu fiz e me arrependo, não é algo que irá mais me perseguir.”

Clube 700: Chris nunca saiu do lado da cama de David sem orar com o seu antigo adversário, levando mesmo Davis McAllister a uma oração para receber Cristo como seu Salvador. No final, Chris Carrier foi a única pessoa que se preocupou com David McAllister, dando-lhe um enterro digno. Esta amizade incrível atraiu interesse da imprensa. Jornais, emissoras de televisão, programas de entrevistas, todos queriam saber o que tornou Chris Carrier capaz de amar David McAllister. Na verdade, tenho duas perguntas. Porque acha que as pessoas dos média ficaram tão interessadas? Porque eles se preocuparam com o assunto? Eles entendem que esta é uma história de perdão, um perdão inesquecível?

Chris Carrier: Isto tudo é, de certa forma, pegar nas Escrituras e ver quão vivas estão. Não quero parecer exagerado, mas não posso deixar de comparar a minha vida com a história de José e o que os irmãos dele o fizeram passar. Eu gostaria que nós tivéssemos a vóz de José gravada, com ele a dizer; “ vós, na verdade intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem…”. Acho que é a mesma coisa agora, para que o mundo veja alguém que foi vítima de uma tragédia tão horrível se transformar totalmente e dizer: “eu não te ofereço vingança: te ofereço amizade, perdão e esperança. Te ofereço o Senhor.” “Sei que o mundo pode me ver como a vítima de uma horrível tragédia, mas eu me considero a “vítima” de muitos milagres. O facto de eu estar vivo e não ter nenhuma deficiência mental desafia as probabilidades. Tenho uma esposa amorosa e uma família linda. Recebi tantas dádivas quanto qualquer outra pessoa - e amplas oportunidades. Fui abençoado de várias maneiras. E enquanto muitas pessoas não conseguem entender como pude perdoá-lhe, do meu ponto de vista eu não poderia deixar de fazê-lo. Se eu tivesse escolhido odiá-lo todos esses anos, ou passar a vida a procurar vingança, então eu não seria o homem que sou hoje – o homem que a minha mulher e filhas amam.”

 


Chris Carrier perdoou ao homem que quase o matou quando era criança. (Foto: Who's Your One)

- in Christian Post

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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