07-12-10 - Menina adolescente Somali morta a tiro por ter crido em Cristo
Na Somália, uma menina de 17 anos que se converteu ao Cristianismo do Islamismo foi morta a tiro na semana passada num aparente "crime de honra", disse fonte da área.Nurta Mohamed Farah, que tinha fugido da sua aldeia, Bardher, da região de Gedo para a região de Galgadud, a fim de viver com familiares depois dos seus pais a terem torturado por deixar o Islão, morreu no dia 25 de Novembro. Fontes da área disseram que suspeitam que os dois homens não identificados na região de Galgadud que dispararam, atingindo-a no peito e na cabeça com uma pistola, eram familiares ou agiam a seu pedido.
Os familiares sepultaram Farah, disseram as fontes. Os seus pais haviam-na espancado por ela deixar o Islão e algemavam-na com regularidade a uma árvore em sua casa, segundo fontes Cristãs. Ela foi confinada à sua casa, na região de Gedo, no sul da Somália, desde 10 de Maio, quando a sua família descobriu que ela tinha abraçado o Cristianismo, disse um líder Cristão que visitou a área.
Os seus pais também levaram-na a um médico que lhe prescreveu uma medicação para uma "doença mental", disse ele. Alarmados com a sua determinação em manter a sua fé, o seu pai, Hassan Kafi Ilmi, e a mãe, HAWO Godane Haf, decidiram que ela tinha enlouquecido e forçaram-na a tomar a medicação prescrita, mas não teve nenhum efeito no equilíbrio da sua fé, disse a fonte.
Tradicionalmente, acrescentou, muitos Somalis acreditam que o Alcorão cura os doentes, especialmente os doentes mentais assim, a escritura islâmica foi-lhe recitada a ela duas vezes por semana.
Ela recusou a oferta da sua família de perdão em troca pela sua renúncia do Cristianismo, disse a fonte. A sua reclusão começou após a medicação e as punições terem fracassado.
Cristãos da área tinham relatado que Farah era acorrentada a uma árvore durante o dia e colocada numa sala pequena e escura à noite.
O Governo Federal de Transição da Somália geralmente não aplica a protecção da liberdade religiosa que se encontra na Carta Federal de Transição, de acordo com o Relatório Sobre Liberdade Religiosa do Departamento de Estado dos EUA de 2010.
"Os não-muçulmanos que praticam a sua religião abertamente enfrentam perseguição social", afirma o relatório. "A conversão do Islamismo a outra religião era considerada socialmente inaceitável. Os suspeitos de conversão são molestados ou até mesmo mortos pelos membros da sua comunidade."




