27-11-10 - UNESCO declara que sítios santos em Israel são mesquitas
A UNESCO declarou recentemente dois locais bíblicos como mesquitas Muçulmanas e parte integrante do que chama de "Palestina ocupada".Dore Gold, do Centro Relações Públicas de Jerusalém, afirmou: "A UNESCO não é uma sociedade científica. Os países votam para decidir como designar lugares diferentes."
A Caverna dos Patriarcas em Hebron é um desses sítios. Abraão, Isaac, Jacó e as suas esposas foram enterrados lá. Ali há áreas separadas para Muçulmanos e Judeus orarem, mas as autoridades islâmicas dizem que os Judeus não têm história nenhuma naquele lugar.
"Abraão jamais foi judeu. Foi Muçulmano, Muçulmano puro, de acordo com o Alcorão", diz Zeid Al Haj Ja'bari, a Autoridade Islâmica em Hebron.
Acredita-se que em Belém, perto de Jerusalém, estejam os restos mortais da matriarca bíblica Raquel, esposa favorita de Jacob. 750 000 pessoas por ano, a maioria Judeus e Cristãos, visitam e oram neste túmulo. Mas de acordo com os Palestinianos, e agora a UNESCO, é uma mesquita.
"A maior ironia, especialmente relativamente ao túmulo de Raquel, é que na tradição islâmica nunca se chamou mesquita. Esta é uma nova invenção da Autoridade Palestiniana desde 1996", disse Dore Gold, ex-embaixador da ONU.
De acordo com Gold, existem documentos históricos em que os Muçulmanos reconhecem que o túmulo é Judeu: "Nós temos um decreto imperial de 1830 do Império Otomano, que diz que o túmulo de Raquel é um sítio Judeu".
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, conversou com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, sobre a ligação judaica de quatro mil anos a estes locais e que um bilião de pessoas acreditam nos registos históricos da Bíblia.
Mas para a ONU, a nomeação de mesquita é essencial para reavivar as negociações de paz entre Israel e a Palestina.
Gold diz que durante gerações Judeus do mundo inteiro visitaram estes sítios: "De repente, tentar apagar a história e converter sítios religiosos Judeus em Muçulmanos, corresponde claramente a uma agenda política, porém não é a verdade histórica."
A reacção internacional começou em Fevereiro, quando o governo Israelita incluiu estes dois lugares numa lista oficial do seu património nacional.
"Os Israelitas falam de esferas de poder nos esforços de alguns países para deslegitimar o Estado de Israel. Acusam-no falsamente de crimes de guerra, questionando a sua história, os seus próprios fundamentos", acrescentou Gold.
Comentário:
Convém apenas lembrar aqui que a Bíblia refere uma outra ocasião, no tempo de Ester, em que os inimigos de Israel também quiseram aniquilar, sem sucesso os Judeus, e que ficou registado que os dias memoriais daquele triunfo "seriam lembrados e guardados por cada geração, família, província, e cidade, e que estes dias de purim se celebrariam entre os Judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua semente" (Ester 9:28). Ainda hoje os Judeus não se esqueceram disso. O povo Judeu pode conhecer momentos difíceis, e conhecerá momentos bem mais difíceis, mas está escrito que "E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades" (Rom. 11.26).




