29-04-10 - Reacções de Franklin Graham à sua rejeição para falar no Pentágono
O evangelista Franklin Graham está a convocar as pessoas de fé para orarem por Obama e os seus assessores, na sequência da rejeição de Graham como orador no Pentágono no início do próximo mês. Um conselheiro do Pentágono diz que a rejeição não teria acontecido se George W. Bush estivesse na Casa Branca.Na semana passada, depois do Conselho de Relações Americano-Islâmicas e outros grupos se terem queixado das declarações que Graham fez sobre o Islão, o Exército anunciou que ele já não era mais convidado para ser o orador principal de um serviço conjunto com o Dia Nacional de Oração no dia 6 de Maio no Pentágono. O seus comentários anteriores sobre a fé muçulmana "não foram adequadas", afirmou um porta-voz do Exército.
O evangelista diz que tudo o que ele quer fazer é comunicar a verdade sobre Jesus.
"Podemos ter esperança e fé em Cristo, e podemos ter a certeza de pecados perdoados, da salvação, da vida eterna - e eu quero que todos saibam isso", disse Graham. "Eu sou um evangelista, e é isso que eu faço".
"Porém eu discordo do Islão", continua Graham. "Eu não acredito que ele seja verdade - e não acredito que quem siga o Islão vá para o céu."
Graham está a incentivar os seus companheiros Cristãos a orarem pelo presidente e os seus assessores. "As pessoas que crêem no poder da oração, devem estar connosco e orarem para que Deus intervenha nesta administração e mude os corações do nosso presidente e dos seus conselheiros", insiste ele.
No domingo, Graham juntou o seu pai, Billy Graham, com 91 anos de idade, e o presidente Obama num curto encontro na casa do ancião Graham. Relativamente ao convite que foi desfeito, Franklin Graham disse à Associated Press que ele disse ao presidente que os activistas estavam a tentar remover a religião do serviço militar, e ele disse que Obama se comprometeu a dar atenção a isso.
Obama procura agradar ao mundo islâmico?
Enquanto isso, um estratega sénior do Exército e conselheiro do Pentágono pensa que Graham não teria sido desconvidado para falar no evento de oração em Washington, DC, se George W. Bush ainda estivesse na Casa Branca.
O Tenente-Coronel Bob Maginnis trabalha no Pentágono e partilha das preocupações de outros relativamente à direcção que a administração Obama está a tomar ao lidar com o Islão. Ele ressalta que esta não é a primeira vez que os muçulmanos se têm queixado de Franklin Graham aparecer num evento de oração militar.
"Eles também reclamaram quando Franklin Graham esteve no Pentágono em 2003, - mas eu realmente acho que o que está por trás disto é a mudança de administração", diz ele.
"Eu acho que isto não teria acontecido durante a administração Bush", explica Maginnis. "É só por causa do presidente Obama, suponho eu, desejar agradar ao mundo islâmico que começamos a ver referências ao Islão removidas dos nossos documentos estratégicos."
Maginnis admite que ele acha esta situação particular "muito, muito preocupante".




