31-03-10 - Pragas bíblicas realmente aconteceram, dizem cientistas
Pesquisadores acreditam ter encontrado evidências do que eles classificam terem sido verdadeiros desastres naturais que coincidem com as dez pragas do Egipto que levaram Moisés a libertar os israelitas da escravidão, como relata o livro do Êxodo na Bíblia.Os cientistas afirmam que as pragas podem ser atribuídas a uma cadeia de fenómenos naturais provocados por mudanças no clima que geraram catástrofes ambientais. É claro que nós sabemos que Deus, regente do universo, tem poder sobre as forças da natureza e pode muito bem ter sido no uso dessa Sua capacidade que fez acontecer as pragas no Egipto.
Eles compilaram evidências convincentes que oferecem novas explicações para as pragas bíblicas, que serão apresentadas numa nova série a ser transmitida, no Canal televisivo National Geographical, no domingo de Páscoa.
A cidade parece ter sido abandonada por volta de há 3.000 anos atrás, e os cientistas afirmam que as pragas podem ser a explicação para tal.
Climatologistas, ao estudarem o clima antigo da época descobriram uma mudança climática drástica no clima da região ocorrida no final do reinado de Ramsés II.
Ao estudarem estalagmites em cavernas egípcias foram capazes de reconstruir um registo de padrões de tempo usando os traços de elementos radioactivos contidos nas rochas.
Eles descobriram que o reinado de Ramsés coincidiu com um clima quente e húmido, mas depois o clima mudou para um período de seca.
O Professor Augusto Magini, um paleoclimatologista no instituto da Universidade de Heidelberg para a física do ambiente, disse: "O Faraó Ramsés II reinou durante um período climático muito favorável.
"Houve muita chuva e o seu país floresceu. No entanto, este período húmido durou apenas algumas décadas. Após o reinado de Ramsés, a curva climática desceu acentuadamente.
"Houve um período de seca, que certamente terá tido consequências graves".
Os cientistas acreditam que essa opção no clima foi o gatilho para a primeira das pragas.
O aumento das temperaturas poderá ter causado o rio Nilo secar, transformando o rio que corria rápido e que foi salva-vidas do Egipto, num movimento lento de curso de água lamacenta.
Estas condições terão sido perfeitas para a chegada da primeira praga, que na Bíblia é descrita como o Nilo ser transformado em sangue.
O Dr. Stephan Pflugmacher, um biólogo do Instituto Leibniz de Água Ecológica e Pesca Interior, em Berlim, acredita que esta descrição poderá ter sido o resultado de uma alga tóxica de água doce.
Ele disse que a bactéria, conhecida como alga Sangue Burgundy ou Oscillatoria rubescens, é conhecida por existir há 3.000 anos e ainda hoje provocar efeitos semelhantes.
Ele disse: "Ela multiplica-se maciçamente em movimento lento de águas quentes, com altos níveis de nutrição. E quando morre, tinge a água de vermelho."
Os cientistas também afirmam que a chegada destas algas colocou em movimento os acontecimentos que levaram às segunda, terceira e quarta pragas - rãs, piolhos e moscas.
O desenvolvimento de rãs a partir de girinos em adultos plenamente formados é regulado por harmonas que podem acelerar o seu desenvolvimento em tempos de stress.
A chegada das algas tóxicas teria desencadeado a tal transformação e forçado as rãs a deixar a água onde viviam.
Mas, como as rãs morreram, isso teria significado que mosquitos, moscas e outros insectos terão florescido sem predadores para manterem os seus números sob controlo.
Isto, de acordo com os cientistas, poderia ter conduzido, por sua vez, à quinta e sexta pragas - gado doente e furúnculos.
O Professor Werner Kloas, um biólogo do Instituto Leibniz, disse: "Nós sabemos que muitas vezes os insectos são portadores de doenças como a malária, portanto o próximo passo da reacção em cadeia foi o surto de epidemias, fazendo com que a população adoecesse".
Uma outra grande catástrofe natural a mais de 400 quilómetros de distância também se pensa ter sido responsável pelo desencadear das sétima, oitava e nona pragas que trouxeram o granizo, os gafanhotos e as trevas ao Egipto.
Uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade ocorreu quando Thera, um vulcão que fazia parte do arquipélago mediterrâneo de Santorini, a norte da ilha de Creta, explodiu há cerca de 3.500 anos atrás, vomitando milhões de toneladas de cinzas vulcânicas na atmosfera.
Nadine von Blohm, do Instituto de Física Atmosférica da Alemanha, tem feito experiências sobre como se formam as tempestades de granizo e acredita que as cinzas vulcânicas podem ter entrado em conflito com trovoadas sobre o Egipto que produziram tempestades de granizo dramáticas.
O Dr. Siro Trevisanato, um biólogo Canadiano que escreveu um livro sobre as pragas, disse que os gafanhotos também poderiam ser explicados pela queda vulcânica das cinzas.
Ele disse: "A queda de cinzas causou anomalias climáticas, que se traduziu em precipitações mais elevadas, maior humidade. E é exactamente isso que favorece a presença dos gafanhotos".
As cinzas vulcânicas também poderão ter bloqueado a luz do sol, o que explica a praga das trevas.
Os cientistas encontraram pedra-pomes, a pedra feita de arrefecimento de lava vulcânica, durante as escavações das ruínas do Egipto, apesar de não haver qualquer vulcão no Egipto.
Análise das rochas mostram que elas vieram do vulcão de Santorini, fornecendo evidências físicas de que a precipitação de cinzas da erupção em Santorini atingiu a costa egípcia.
O povo de Israel saiu do Egipto pela mão de Deus e não por causas naturais, mas sabemos que Deus pode ter usado causas naturais para os tirar de lá.
Não sabemos se como as coisas aconteceram foi exactamente assim como dizem os cientistas, mas uma coisa pelo menos é certa: o que a Bíblia diz, no mínimo, faz todo o sentido científico, não se tratando, afinal, de um livro de histórias fantasiosas, como alguns incrédulos têm querido fazer passar.
Bem disse Jesus “… a Tua Palavra é a verdade!”




