06-02-10 - Zapatero lê (verdadeiramente) a Bíblia para americano ver
José Luis Zapatero a citar a Bíblia é algo a que poucos espanhóis terão tido já a oportunidade de assistir. Mas anteontem, em Washington, o primeiro-ministro socialista, agnóstico confesso, deu aos americanos esse privilégio. Esta participação não esteve livre de críticas, uma vez que o governante do país que actualmente está na presidência da UE é um secularista e responsável por medidas como a legalização do casamento homossexual e o alargamento de prazos do aborto.
"Não oprimirás o jornaleiro pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que estão, na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe darás o seu jornal, e o sol se não porá sobre isso: porquanto pobre é, e sua alma se atém a isso: para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado" (Deuteronómio 24:14,15), leu na Bíblia o chefe do Governo espanhol, que foi aos Estados Unidos participar no National Prayer Breakfast (Pequeno-almoço Nacional de Oração).
A intervenção de Zapatero, o convidado especial deste ano, foi perante 3500 pessoas presentes no evento organizado por um influente grupo de cristãos. Alguns espanhóis já sugerem com ironia que ele leia a Bíblia com Rouco Varela, o arcebispo de Madrid, assim que regressar a Espanha.
A tradição do National Prayer Breakfast tem quase um século. Remonta à Grande Depressão, nos anos 30, quando a sociedade americana foi fortemente abalada pela crise económica. Surgiu em Seattle, pela mão de Abraham Vereide. A oração foi-se alargando e, em 1942, chegou à Fellowship Foundation, conhecida como A Família. O National Prayer Breakfast realiza-se anualmente, na primeira quinta-feira do mês de Fevereiro. A iniciativa é do Congresso norte-americano e organizada pela Fellowship Foundation, que é liderada, desde 1969, por Douglas Coe.
Em 1953, A Família conseguiu que Eisenhower assistisse à oração anual. Desde então, todos os presidentes dos EUA são "obrigados" a ir lá.
O evento em que o líder espanhol participou foi criticado por grupos ateus que, este ano, desafiaram vários membros da Câmara dos Representantes e o próprio Presidente Obama a fazerem gazeta e a não comparecerem na reunião.
Tim Tebow fez a oração de encerramento do evento.




