Declaração Doutrinal de Fé


«Pelo que não deixarei de exortar-vos, sempre, acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade» (2 Pedro 1.12).

1. Cremos na Bíblia como inerrante Palavra de Deus inspirada - plena e verbalmente - e infalível; e por essa razão têmo-la como nossa única regra de fé e de conduta, e como autoridade suprema e final.

   a. Inspiração da Bíblia - (Êxo. 32.16; Isa.34.16; 59.21; Zac. 7.12; Mat. 22.31; Luc. 1.68-70; Act. 1.16; 28.25; Rom. 3.1,2; I Cor. 2.13; 7.10; 14.37; I Tes. 2.13; 4.1-3; 2 Tim. 3.16; Heb. 3.7; I Ped. 1.11,12; 2 Ped. 1. 22.6-8; João 17.8).

   b. Inspiração verbal da Bíblia nos seus escritos originais - (Êxo. 20.1; 24.4; Jer. 30.2; Mat. 24.35; Mar. 13.31; Luc. 21.33).

   c. Inspiração plenária da Bíblia - (2 Tim. 3.16).

   d. Inerrância da Bíblia - A Bíblia não contém erros, nos seus escritos originais (Sal. 12.6; João 17.7; Sal. 119.160).

   e. Infalibilidade da Bíblia - (Mat. 5.18; 24.35).

   f. Autoridade suprema e final da Bíblia - (Apo. 22.18; Gál. 1.8,9; I Cor. 4.6; Isa.8.20; João 17.17).

2. Cremos na tri-unidade eterna de Deus (I João. 5.7): um só Deus (Deu. 4.35; 6.4; Isa. 44.6; 45.5; I Tim. 2.5) existindo em três Pessoas distintas - Pai, Filho e Espírito Santo (Gén. 1.26; 3.22; 11.7; Isa. 6.8; Mat. 28.19; 2 Cor. 13.13), e possuindo cada uma delas atributos igualmente infinitos.

3. Cremos em Deus Pai (I Tes. 1.1; 2 Ped. 1.17; Efé.4.6; Rom.1.7); Eterno (Gén. 21.33; Isa. 40.28; Sal. 90.2,4); Imutável (Mal. 3.6; Tia. 1.17); Omnipresente (Sal. 139.7-12; Jer. 23.23,24; Amós 9.2; Act. 17.24-28); Omnipotente (Gén. 17.1; Job 42.1,2; Gén. 18.14; Mat. 19.26; Apo. 21.22); Omnisciente (I João 3.20; Job 37.16; Sal. 147.4,5; Heb. 4.13; Isa. 46.10; Act. 2.23); e Criador do universo (Gén. 1.1; Sal. 19.1; Isa. 40.26).

4. Cremos no nascimento virginal do Senhor Jesus Cristo (Mat. 1.18,20; Isa. 7.14; Luc. 1.34,35; Luc. 2.48,49; João 8.41,42; Jer. 22.30 cf. 23.5,6; 31.22); na Sua Humanidade (I Tim.2.5; Heb. 2.14,17; 10.5; Fil. 2.7); na Sua Humanidade imaculada - não pecou nem podia pecar - (Heb. 7.26,27; João 14.30; Mat. 1.20 cf. I João 3.8,9); na Sua morte vicarial expiatória (Rom. 5.6,8; 2 Cor. 5.14,15; Gál. 2.20; I Tes. 5.9,10; Tito 2.14) como sendo única (Heb. 7.27; 9.28; 10.10,12,14) e suficiente (I João 2.2; Heb. 10.14; Rom. 3.24; 4.5; Heb. 7.24,25) para nos proporcionar o perdão dos pecados (Act. 10.43; 13.38; 26.18; Efé. 1.6,7; Col. 1.14) e a entrada no céu (Heb. 2.9,10; I Tes. 5.10); na Sua ressurreição corporal (Luc. 24.36-39; Mat. 12.40; João 2.19,21,22; 20.27; I Cor. 15.4,8,17); na Sua actual presença junto do Pai como nosso Advogado, Sumo-sacerdote e Cabeça do Corpo (I João 2.1; Heb. 4.14; Col. 1.18); na Sua segunda vinda aos ares, imediatamente antes do início da Grande Tribulação, para arrebatar a Igreja (I Tes. 4.13-18; I Cor. 15.51-53; Fil. 3.20,21; I Tes. 1.10), e à terra, no fim desse juízo apocalíptico, para estabelecer o Seu reino milenial e restaurar as promessas ao Seu povo terreno (Mat. 25.31; Zac. 14.4,9; Act. 1.10,11; Apo. 19.11-16; 20.4-6); na Sua eterna Divindade (Isa. 9.6; Mat. 1.23; João 1.1,14; 5.17,18; 10.30; 14.9; Act. 20.28; Rom. 9.5; Col. 2.9; Heb. 1.8; I João 5.20) - que é Eterno (Isa. 9.6; Miq. 5.2; Col. 1.17; Pro. 8.23; Apo. 21.6; 22.13); Imutável (Heb. 13.8; 1.8,12); Omnipotente (Mat.28.18); Omnisciente (Luc. 5.22; João 2.24,25; 6.64; 1.48; 13.1); Omnipresente (Mat. 18.20; 28.20; João 3.13).

5. Cremos no Senhor Jesus Cristo como único Salvador e único Mediador entre Deus e os homens (Act. 4.12; João 14.6,13,16,26; Rom. 5.1,2; Efé. 2.13,18; Heb. 7.25; 9.15; 12.24; I João 2.1; I Tim. 2.5) e que é Ele a pedra sobre que é edificada a Igreja (I Cor. 3.11; Efé. 2.20; I Ped. 2.4-6).

6. Cremos na Divindade (Act. 5.3,4; 2 Cor. 3.17) e Personalidade (Act. 8.29; 13.2; 15.28; Efé. 4.30; Gál. 4.6; Apo. 2.7; João 14.26; Gál. 5.18; 15.30; I Cor. 2.9-11; 6.11; I Tim. 4.1; Heb. 3.7; ) do Espírito Santo; que é eterno (Heb. 9.14), omnisciente (João 14.26; 2 Cor. 2.9,10), omnipotente (Luc. 1.35-37; Sal. 104.30), omnipresente (Sal. 139.7,10).

7. Cremos que o homem foi criado directamente por Deus (Gén. 1.26,27; Sal. 95.6; Ecl. 12.1), não sendo produto dum processo evolutivo.

8. Cremos que o pecado - saber o que é certo e não fazer (Tia. 4.17) - é um facto, e não um mito.

9. Cremos que o pecado entrou no mundo pela transgressão de Adão, foi transmitido a toda a posteridade (Gén. 2.16,17; 3.6; Rom. 5.12,19), e como consequência disso o homem incorreu não só na morte física mas também na morte espiritual, que consiste na separação de Deus (Gén. 2.17; 3.23,24; Efé. 2.1).

10. Cremos que o homem é pecador por natureza (Sal. 51.5) e por prática (Rom. 3.10-12,23).

11. Cremos na depravação total do homem (Isa. 1.6; 64.6), isto é, que o pecado afectou de tal modo o ser humano que embora ele possa no ter cometido todos os pecados, tem, contudo, capacidade para tal (Jer. 17.9; Rom. 3.9-18; 7.18; Efé. 2.1-3).

12. Cremos na culpabilidade de todo o ser humano (Rom. 3.10-12,23) e na possibilidade de todos se salvarem (Rom. 10.12; João 3.16,22; Rom. 5.18;2 Cor. 5.14,15; I Tim. 2.4-6; 4.10; Heb. 2.9; 2 Ped. 3.9; I João 2.2).

13. Cremos que sem o derramamento do sangue do Senhor Jesus Cristo no haveria remissão de pecados (Heb. 9.22; Efé. 1.7; Col. 1.14).

14. Cremos que a confissão dos pecados para a obtenção de perdão deve ser feita a Deus e não a qualquer homem, pois só Deus tem o poder de perdoar pecados (Sal. 32.5; 51.1,3,4-12; Isa. 43.25; Dan. 9.20; Mat.6.6,9,12; Act. 8.22; I João 1.9; Luc. 5.21). Exceptua-se, claro, eventuais ofensas dirigidas a determinada pessoa, a quem também se deve pedir perdão (Tia. 5.16; Mat. 6.12; 18.21,22; Efé. 4.32; Col. 3.13).

15. Cremos que o crente no Senhor Jesus tem pleno perdão dos seus pecados (Efé. 1.7; Col. 2.13; Tito 2.14).

16. Cremos que os homens são todos criaturas de Deus (Mar. 16.15; Rom. 9.8; Col. 1.23), mas só os que crêem no Senhor Jesus Cristo se tornam filhos de Deus (João 1.12,13) - criaturas por nascimento natural; filhos por novo nascimento (Gál. 3.26). A Bíblia revela que alguns se podem tornar mesmo filhos do diabo (João 8.44; Act. 13.10).

17. Cremos na verdade do novo nascimento (João 3.3-8; Tito 3.5; Tia. 1.18; I Ped. 1.23; 2.2; João 1.12) - que é tão literal como o nascimento físico. Tem o mesmo significado quando se refere à vida espiritual, como quando à vida humana. Nascimento significa "trazer à existência uma nova vida que tenha a natureza dos pais". Quando uma criança nasce no mundo, nasce uma nova vida. Uma vida humana vem à existência. Sendo humana, esta vida é pecaminosa. Sendo pecaminosa, não pode entrar no céu. Por isso precisa de nascer de novo. Para haver um novo nascimento é preciso ir Àquele que é a fonte de toda a vida - Jesus. A Bíblia diz que "quem tem o Filho tem a vida" (I João 5.12). Ver 2 Cor. 5.17 e Col. 1.27. Cristo é a vida (João 14.6). O novo nascimento depende de se ter Cristo. Nasce-se de novo por se receber Jesus; e recebe-se Jesus crendo n'Ele (João 1.12). Assim nascendo de Deus, tornamo-nos filhos de Deus. No futuro a nação de Israel também nascerá de novo - da água (baptismo) e do Espírito (Mat. 19.28; João 3.1-12; Eze. 36.24-28; cf. Act. 2.37,38).

18. Cremos que uma pessoa recebe o Espírito Santo no momento exacto que crê (Efé.1.13) e que quem não tem o Espírito Santo não é de Deus (Rom. 8.9).

19. Cremos que o Espírito Santo nunca mais abandona o crente até à sua chegada ao céu (Efé. 1.13,14; 4.30; 2 Cor. 1.22).

20. Cremos que o crente precisa de se encher do Espírito a fim de glorificar a Deus e ter um ministério frutuoso (Efé. 5.18). Só assim andará no Espírito e será guiado por Ele (Gál. 5.16,18); revelará o Seu fruto (Gál. 5.22,23); viverá em suma n'Ele, não cumprindo os desejos da carne (Gál. 5.25). Deve ter cuidado para O não entristecer (Efé. 4.30) e impedir a Sua acção na sua vida (I Tes. 5.19).

21. Cremos que o crente não pode erradicar a sua natureza pecaminosa (I João 1.8; João 3.6; Jer. 13.23). Todavia a vitória sobre o pecado pode aumentar em relação directa à assimilação da Palavra de Deus (Rom. 6.1-19; 12.1,2; Gál. 2.20; 5.16-25; Col. 3.16).

22. Cremos na personalidade de Satanás (Mat. 13.19,39; Act. 26.18; João 13.2; I Ped. 5.8; Tia. 4.7; I João 3.8; João 8.44; II Cor. 11.13,14; Tia. 4.7; Mat. 4.1), que é um querubim rebelde (Isa. 14.12-15; Eze. 28.2,13-17), e arqui-inimigo de Deus e dos homens (Heb. 2.14,15; Apo. 12.9); e na realidade dos demónios - anjos rebeldes que se associaram a ele (Apo. 12.9; Mat. 8.28-31; 25.41; Apo. 12.9; Mat. 25.41; Lev.17.7; Sal. 106.37; Luc. 8.26-33; 4.33; Apo. 16.13,14; Efé. 2.2; 6.12).

23. Cremos na realidade do inferno (Mat. 5.29,30; 13.42; 25.41; Luc. 16.23; Sal. 9.17; 2 Ped. 2.4), do lago de fogo (Apo. 20.10-15) e do castigo eterno consciente (2 Tes. 1.9; Mat. 25.41,46; Isa. 33.14; Dan. 12.2; Mar. 9.24-48; Apo. 14.10,11; Apo. 20.10) para todos os que não crêem no testemunho de Deus, e para o diabo e seus anjos. Não há qualquer lugar intermediário (tipo chamado Purgatório) de purificação. O único purgatório existente é o sangue do Senhor Jesus, que nos purifica de todo o pecado (I João 1.7; Luc. 23.42,43; João 5.28,29; 2 Cor. 6.2; Heb. 9.27; 1.3; Sal. 49.7).

24. Cremos que Deus não quer que alguém se perca, mas que todos se salvem (2 Ped. 2.9; João 3.16; I João 2.2; I Tim. 2.1-4).

25. Cremos que a salvação que Deus oferece é uma dádiva gratuita mediante fé em nosso Senhor Jesus Cristo e na Sua obra expiatória, sem quaisquer obras meritórias da nossa parte (Efé. 2.8-9; Rom. 4.4,5; Tit. 3.5; Gál. 2.16; Rom. 3.19-28; Rom. 11.6). As boas obras são o fruto, resultado e evidência natural da fé e salvação (Efé. 2.10).

26. Cremos que o crente no Senhor Jesus tem a certeza da salvação (I João 5.13; 2 Tim. 1.12; Tito 1.2; Núm. 23.19; João 5.24).

27. Cremos na segurança absoluta e eterna do crente (João 10.27,28; Rom. 11.29; Heb. 10.39; Heb. 13.5; João 5.24; Rom. 8.1,29-34,38,39; Efé. 1.13,14; Fil. 1.6; Col. 2.9,10; 3.1-4; I Ped. 1.23; Jud. 24; Heb. 7.25; I Cor. 10.13; 2 Tim. 2.13).

28. Cremos que, embora Deus seja o mesmo ontem, hoje e eternamente (Heb. 13.8), o Seu modo de actuar com os homens tem mudado ao longo dos séculos (Comparar a título de exemplo Gén. 1.29, com Gén. 9.3, com Lev. 11 e I Tim. 4.3-5). Às diferentes formas como Deus tem governado o homem Ele deu o nome de dispensações (Exemplo: Efé. 1.10; 3.2). A presente forma de governo é chamada por Deus de "dispensação da graça de Deus", ou "dispensação do mistério" (Efé. 3.2,9) - por um lado devido ao carácter único de manifestação de graça para com a humanidade que Deus está a revelar, quando esta merecia, há muito, ter sido condenada; por outro lado, devido ao facto deste propósito de Deus nunca ter sido revelado a alguém antes do apóstolo Paulo, constituindo por isso, até então, um mistério ou segredo.

29. Cremos que a dispensação da graça de Deus, isto é, a declaração de princípios que governa a presente dispensação, foi dada a Paulo (Efé. 3.1,2), pelo que é nas suas epístolas apenas, que encontramos o programa doutrinário que Deus quer que o Seu povo leve a cabo presentemente (Ver também 2 Tim. 3.10; I Tim. 1.10,11; 6.2c,3; Col. 1.24-29). É nelas, e apenas nelas, que encontramos a doutrina, posição, andar, e destino da Igreja. A Bíblia é a verdade (João 17.17), mas Deus revela nela que a verdade se subdivide em verdades passadas, presentes e futuras (2 Ped. 1.12). Pedro, depois de conhecer de Paulo a dispensação da graça de Deus, diz que devemos estar confirmados na presente verdade, e que esta é o conteúdo das epístolas de Paulo (2 Ped. 3.15,16). A presente verdade é a doutrina de Paulo (I Tim. 1.10,11; 2 Tim. 3.10).

30. Cremos que toda a Palavra de Deus é proveitosa para nos ensinar, corrigir, redarguir, instruir em justiça (2 Tim. 3.16; Rom. 15.4), e não apenas as epístolas de Paulo, uma vez que toda ela é divinamente inspirada; porém é nas epístolas de Paulo e somente nelas que encontramos a doutrina, posição, andar e destino da Igreja.

31. Cremos que o apóstolo Paulo é o apóstolo dos Gentios (Rom. 11.13) e que o seu apostolado é distinto e separado do dos Doze apóstolos, que são apóstolos da circuncisão, isto é, das doze tribos de Israel (Mat. 19.28; Gál. 2.2-9). Os Doze são representantes da nação de Israel - 12 tribos, 12 homens, 12 tronos (Mat. 19.28). Paulo é representante do Corpo de Cristo - um homem, Hebreu/Romano, reconciliado (Efé. 2.16). Os Doze foram chamados por Cristo na terra (Luc. 6.13). Paulo foi chamado por Cristo no céu (Act. 9.3-5). Os Doze conheciam Cristo apenas na terra (Act. 1.9). Paulo conhecia Cristo apenas no céu (Act. 9.3-5). Os Doze foram enviados a Israel e ás nações, por esta ordem (Mat.10.5,6; Luc. 24.47,48). Paulo foi enviado indistintamente a todos, em toda a parte (Rom. 10.12; 11.32). Os Doze foram enviados a baptizar (Mat. 28.19,20). Paulo não foi enviado a baptizar (I Cor. 1.17). Os Doze foram enviados a proclamar a profecia (Act. 3.24-26). Paulo foi enviado a anunciar o mistério (Efé. 3.1-11).

32. Cremos que a divisão mais importante da Bíblia é a profecia (2 Ped. 1.16-19; Luc. 1.68-70; Act. 3.21-24) e o mistério (Efé. 2.2-10; 3.1-4; Rom. 16.25; I Cor. 2.7; Efé. 3.5; Col. 1.26). O conceito corrente de dividir a Bíblia em Novo Testamento e Velho Testamento não é o mais correcto, pois o livro de Génesis e os primeiros 19 capítulos do livro de Êxodo estão fora do velho testamento que, como sabemos, foi feito em Êxo. 20 no monte Sinai (Rom. 5.13,14; João 1.17); assim como a maioria dos capítulos de Mateus, Marcos, Lucas e João, encerram a narração de factos ocorridos no período do Velho Testamento, antes da sua revogação pela realização do Novo Testamento, que como igualmente sabemos foi só efectuado no Calvário (Luc. 22.20; Heb. 9.15). Em 2 Ped. 3.15,16 Pedro divide a Bíblia assim: - "epístolas de Paulo", que se ocupam da verdade do mistério, e "outras Escrituras", cujo tema é a profecia.

33. Cremos que o tema da profecia é o reino na terra (Sal. 2.8; Jer. 23.5; 42.4; Mat. 5.5; 6.10; Zac. 14.9; 14.16; Isa. 24.23; Miq. 5.2; Dan. 7.14; Zac. 8.22; Isa. 40.2; 61.3; 35.10; 60.3; Zac. 8.13,23; Gén. 22.17,18; Isa. 9.6; Isa. 2.4; 35.5,6; 65.20; 35.1,2,6,7) e o tema do mistério é o Corpo de Cristo e o seu destino celestial (Efé. 3.6; 2.6; 4.4; I Cor. 12.13,27; Gál. 3.27,28; Efé. 2.6; 1.3; Fil. 3.20; Col. 3.1-3).

34. Cremos que a revelação da profecia foi feita por intermédio de muitos servos de Deus (Luc. 1.70; Act. 3.21-24; 2 Ped. 1.21) e que a revelação do mistério foi efectuada por um único servo de Deus - Paulo (Gál. 1.1,11,12; 2.2,7,9; Efé. 3.2,3). Os "apóstolos e profetas" de Efé. 3.5 receberam a revelação do mistério "pelo Espírito", isto é, quando Paulo lhes deu a conhecer essa verdade (Gál. 2.2-10), o Espírito fez-lhes luz na mente para a compreenderem. Todavia, Paulo recebeu a revelação do mistério directamente do Senhor glorificado (2 Cor. 12.1; 13.3; Act. 26.16; I Tes. 4.15; Gál. 1.12).

35. Cremos que na profecia Cristo é Rei na terra (Jer. 23.5; Isa. 9.6,7) e no mistério é Cabeça do Corpo (Efé. 1.19-23; Col. 1.18).

36. Cremos que na profecia Israel tem a supremacia entre as nações (Isa. 60.10-12; 61.6) e que no mistério Judeus e Gentios estão ao mesmo nível perante Deus (Rom. 10.12; 11.32; Efé. 2.16,17).

37. Cremos que na profecia os Gentios são abençoados por meio da instrumentalidade e exaltação de Israel (Gén. 22.17,18; Zac. 8.13,22,23; Sal. 60.1-3; Isa. 11.1-10; 60.3; Rom. 11.12,15; 15.8,9) e que no mistério são abençoados pela obstinação e queda de Israel (Act. 13.44-46; Rom. 11.28-32; Act. 28.27,28; Rom. 11.11,12,15).

38. Cremos que a profecia diz respeito às nações (Isa. 2.4; Eze. 37.21,22) e que o mistério diz respeito a indivíduos (Rom. 10.12,13; 2 Cor. 5.14,17).

39. Cremos que a profecia diz respeito a bênçãos na terra (Isa. 2.3,4; 11.1-9) e que o mistério diz respeito a bênçãos nos céus (Efé. 1.3; Col. 3.1-3).

40. Cremos que a profecia diz respeito à vinda de Cristo à terra (Isa. 59.20; Zac. 14.4) e que o mistério atesta a ausência de Cristo da terra (Efé. 1.20-23; Col. 3.1-3).

41. Cremos que a vinda de Cristo aos ares para arrebatar a Igreja é iminente, e por isso nada tem que acontecer para que se realize. Não há sinais indicativos que tenham que se cumprir previamente, pois o apóstolo Paulo e os crentes seus contemporâneos esperavam que o Senhor viesse nos seus dias. (I Tes. 4.15; I Cor. 15.52; I Tes. 1.10; Fil. 3.20; Tito 2.13).

42. Cremos que Israel é o povo terreno de Deus (Gén. 13.15-17; 15.18-21; 17.1-11; Sal. 2.8; Mat. 5.5); que a sua vocação, esperança e bênçãos são terrenas; e que Deus cumprirá no futuro reino terreno todas as promessas incondicionais que lhe fez (Rom. 11.29).

43. Cremos que a Igreja - o corpo de Cristo - é o povo celestial de Deus; que a sua vocação, esperança, bênçãos e inimigos, são celestiais; e que entrará na posse e gozo pleno de todas as bênçãos quando Cristo vier aos ares a fim de a arrebatar para o céu (Fil. 3.20; 2 Cor. 5.1,2; Efé. 1.3; 2.6; 6.12; Col. 1.5; 3.1-3).

44. Cremos que o programa de Deus para o Seu povo terreno está presentemente suspenso (Rom. 11.25), aguardando cumprimento futuro (Rom. 11.26). Como nação, Deus pôs Israel temporariamente de parte.

45. Cremos que o conjunto de pessoas que Deus está presentemente a salvar constitui a Igreja, que é o Seu corpo (I Cor. 12.13; Efé. 2.11-22; Col. 1.24).

46. Cremos na única Igreja verdadeira, que é o Corpo de Cristo (I Cor. 12.27; Col. 1.24), que é constituída por todos os crentes no Senhor Jesus, por todos os verdadeiramente convertidos (I Cor. 14.33; Act. 20.28); na unidade essencial dos seus membros, expressa na ceia do Senhor (I Cor. 10.16); e na sua reunião regular e periódica (I Cor. 11.17,18; 14.23,26; Heb. 10.25).

47. Cremos que a Igreja é um organismo - o Corpo de Cristo - e não uma organização (Col. 1.24; I Cor. 12.27). Assim como é a vida física que une os membros do corpo humano uns aos outros, é a vida eterna que une os membros do Corpo de Cristo, pelo que não nos diz nada o apelo da Cristandade através do seu denominado movimento ecuménico para que nos unamos a quem não tem a vida eterna.

48. Cremos na autonomia da igreja perante outras igrejas locais (I Ped. 5.2; Apo. 1.11-13). Ela não tem que prestar contas ou responder a qualquer homem ou igreja, ou organização, mas tão somente a Cristo, que é o Cabeça do Corpo (Efé. 1.22; Heb. 3.6; Col. 1.18; Mat. 23.8-10).

49. Cremos na comunhão e cooperação com outras igrejas biblicamente sãs (Rom. 16.23; I Cor. 16.19; 2 Cor. 8.17-19,24; 9.2,4; Col. 4.16; I Tes. 2.14).

50. Cremos que Paulo foi o primeiro membro do Corpo de Cristo, se exceptuarmos o Senhor que é o Cabeça do Corpo (I Tim. 1.15,16; Cf. Efé. 3.2; I Cor. 3.10), pelo que antes da sua conversão a igreja que existia não era a igreja que é o Seu corpo, mas a Igreja Messiânica, cuja esperança é terrena, a igreja que cria em Cristo como o Messias (Mat. 16.16-19) - "Tu és o Cristo (o Messias)"; "... sobre esta Pedra (que confessaste ser o Messias) edificarei a Minha Igreja (Messiânica). Sobre a igreja Messiânica "as portas do inferno não prevalecerão", pois o diabo estará amarrado, quando ela for edificada no reino milenial (Mat. 16.18; Apo. 20.1-4). A igreja que é o Seu corpo crê n'Ele como o Cabeça do Corpo (Efé. 1.22,23; Col. 1.18). Se a dispensação da graça de Deus lhe foi dada a ele, então antes dele não havia dispensação da graça, e por conseguinte, Igreja - corpo de Cristo. (Efé. 3.1,2; Tito 1.2,3).

51. Cremos que, à semelhança do que sucedia com as igrejas locais dos tempos bíblicos, as igrejas locais hoje devem ser conhecidas pela localidade onde estão, e não por nenhum rótulo ou título denominacional (I Tes. 1.1; Gál. 1.2,22; I Cor. 1.2; 16.19 cf. Apo. 1.11; 2 Cor. 8.1; Act. 9.31; 15.41), como se de uma organização conjunta se tratasse, pois são autónomas. Nenhum nome próprio é dado à Igreja. A ter que se lhe atribuir um rótulo ter-se-ia que se lhe dar um título que incluísse todos os nomes por que é conhecida na Bíblia. Seria qualquer coisa como, "Igreja de Deus, de Cristo, dos santos, dos primogénitos, do Deus vivo ...". Ora isso seria caricato. Estar a escolher um deles entre todos seria incorrecto pela omissão da verdade expressa nos outros termos. Ser conhecida pelo lugar onde está é seguir o trilho da igreja primitiva. O denominacionalismo é divisivo; e é condenado pelas Escrituras (I Cor. 3.4).

52. Cremos que a responsabilidade do governo e ensino da igreja local é dos anciãos (ou, bispos, ou presbíteros, ou pastores) que terão que prestar contas ao Senhor pelas almas de todos os crentes (Heb. 13.17). Devem reunir os requisitos que encontramos em I Tim. 3.1-7 e Tito 1.5-9; Act. 20.17,28; I Ped. 5.1-4). Cada igreja local tem normalmente mais do que um (Fil. 1.1; Act. 20.17; I Ped. 5.1,2; Act. 14.23; Tito 1.5).

53. Cremos que os anciãos não têm o direito de ter um tratamento diferente do resto do povo de Deus, o que a acontecer torná-los-ia clericais ou Nicolaitistas, que o Senhor aborrece (Apo. 2.15). Cada crente deve ser tratado pelo seu próprio nome (2 Ped. 3.15; Job 32.21,22).

54. Cremos que os anciãos são eleitos pelo Espírito Santo (Act. 20.28), e não pelos crentes, e que estes os devem reconhecer, estimar, amar, obedecer e por eles orar (Act. 20.28; I Tes. 5.12; Heb. 13.7,17,18,24).

55. Cremos que os diáconos (Fil. 1.1) são os que servem a igreja em assuntos práticos de ordem material e que devem reunir as condições que encontramos em I Tim. 3.8-13.

56. Cremos nos dons de evangelista, pastor e ensinador, como sendo os únicos necessários para a edificação do Corpo de Cristo (Efé. 4.7-16). Hoje não há apóstolos e profetas, no sentido Escriturístico do termo, uma vez que estes dons só foram necessários enquanto o fundamento estava a ser colocado (Efé. 2.20); no entanto temos o seu ministério nas Sagradas Escrituras.

57. Cremos que todos os crentes devem ter oportunidade de desenvolver e usar os seus dons espirituais, pois todos têm-nos recebido (I Cor. 12.7,11; I Ped. 4.10,11), a fim de se servirem uns aos outros, para proveito mútuo, e para a glória de Deus.

58. Cremos que parte dos dons descritos em I Cor. 12 e 14 (como por exemplo, de profecia, de ciência, de curar, de operar maravilhas, de falar línguas) eram transitórios, tendo apenas existido até ao fim do período de transição do programa do reino para o programa da graça (I Cor. 13.8-13), pelo que actualmente não existem. Faziam sentido apenas enquadrados no programa do reino. No programa da graça no têm razão de ser.

59. Cremos que Deus hoje pode operar milagres como resposta à oração (Efé. 3.20). Hoje não há crentes com o dom dado por Deus para operar milagres, como aconteceu nos dias apostólicos. Por exemplo, hoje, a sombra de nenhum crente pode curar como a de Pedro nos seus dias (Act. 5.15). Paulo, que inicialmente, teve o dom de curar, acabou por deixar de o ter, pois deixou Trófimo doente em Mileto (2Tim. 4.20), aconselhou Timóteo a beber um pouco de vinho devido às suas frequentes enfermidades (I Tim. 5.23), e ele próprio teve de se conformar com a suficiência da graça de Deus na sua enfermidade (2 Cor. 12.7-10).

60. Cremos que a operação de milagres em massa, que encontramos descrita nos chamados Evangelhos e no livro dos Actos, deve-se à manifestação de Cristo a Israel, à oferta do Rei e do reino. Lembremo-nos que as Escrituras dizem que os Judeus pedem milagres (I Cor. 1.22; Mat. 12.38; Mat. 15.24; 10.5-7). Convém lembrar que esses sinais visavam por um lado estabelecer o facto e evidência que Jesus era o Messias e por outro evidenciar que o reino estava próximo, pois nele não haverá guerras, enfermos, os desertos florirão, a natureza dos animais ferozes será amansada, o mar morto terá vida, Satanás estará amarrado (Mat. 11.3-6; Isa. 2.4; 9.6; 33.24; Isa. 11.6-9; 35.1-7; Apo. 20.1,2; etc.). A operação de milagres visava também convencer os Gentios (Rom. 15.18,19), provar a genuinidade do apostolado de Paulo (2 Cor. 12.12) e confirmar a mensagem da salvação (Mar. 16.20; Heb. 2.3,4).

61. Cremos que hoje Deus guia o Seu povo única e exclusivamente pela Sua Palavra, ainda que no passado tivesse guiado os Seus por meio de revelações, visões e sonhos - quando a Palavra de Deus ainda não estava completa (Col. 1.24,25; I Cor. 13.10; Gál. 1.8; I Cor. 4.6; Apo. 22.18).

62. Cremos que toda a Palavra de Deus é proveitosa (2 Tim. 3.16), mas tem de ser bem manejada (2 Tim. 2.15) se se quiser adquirir dela uma compreensão inteligente. Doutro modo cair-se-á inevitavelmente em grande confusão no que respeita à compreensão da vontade de Deus, na sua prática e na sua mensagem actual.

63. Cremos que o evangelho do reino é diferente do evangelho da graça. O primeiro, tal como o nome indica, é a boa notícia de que o reino vem - isso tem a ver com o programa terreno. O segundo, tem a ver com a boa notícia de que Deus está a salvar para o céu sem que alguém mereça - por graça; isto tem a ver com o programa celestial. Associada à expresso "evangelho do reino", na Bíblia, há sempre manifestações miraculosas (Mat. 4.23,24; 9.35; 10.7,8); nunca, porém tal sucede associada à expresso "evangelho da graça" (Act. 20.24; Tito 2.11-15; Gál. 1.7; Rom. 1.16). O evangelho da graça já foi pregado "em todo o mundo"; "a toda a criatura que há debaixo do céu" (Col. 1.5,6,23). O evangelho do reino ainda não foi pregado "em todo o mundo"; "a toda a criatura" (Mat. 24.14; Mar. 16.15).

64. Cremos que o teor do evangelho da graça se resume em cinco palavras, "Cristo morreu pelos nossos pecados" (I Cor. 15.3). Esta é a boa notícia que Deus está presentemente a dar ao mundo. Paulo foi o primeiro a pregá-la (Efé. 3.1-3). Antes dele, Pedro e os demais apóstolos do grupo dos Doze pregaram "o evangelho" durante cerca de três anos e não podiam entender que o Senhor iria morrer (Luc. 18.31-34; Mat. 16.21,22), o que se deduz facilmente que o evangelho que eles pregavam era diferente, a saber, o evangelho do reino, cujo teor se resume nestas palavras, "É chegado o reino dos céus" (Mat. 10.7), e não, "Cristo morreu, ou morrerá, por nossos pecados".

65. Cremos em um baptismo único (Efé. 4.5; I Cor. 12.13) - na operação do Espírito Santo pela qual todos os que verdadeiramente crêem são tornados membros do corpo de Cristo, sendo identificados com Ele na Sua morte, sepultura e ressurreição. À luz de I Cor. 1.17, Efé. 4.5, Col. 2.12, Heb. 6.1,2; 9.1,10; e João 1.31, o baptismo na água não tem lugar no programa espiritual para o corpo de Cristo. O baptismo actualmente em vigor - baptismo pelo Espírito - consiste em o Espírito colocar no corpo de Cristo, tornando-o membro integrante dele, todo o crente no momento exacto em que este crê para a salvação (I Cor. 12.13). Este baptismo é diferente do baptismo do Espírito (Mat. 3.11; Act. 1.8; Luc. 24.49; Act. 2.1,4), que consistia em Cristo enviar o Espírito Santo sobre os crentes, na dispensação anterior, para lhes dar poder para testemunhar e tornar imunes a circunstâncias excepcionalmente hostis.

66. Cremos na santidade da vida cristã (I Tes. 4.3-7,17-32; 5.15; Tito. 2.11-13; Rom. 12.1-3) e no privilégio e dever de todos os crentes andarem como filhos da luz (Efé. 5.8).

67. Cremos na disciplina bíblica do crente que publicamente peque, e permaneça em pecado moral ou doutrinal, depois de devidamente admoestado. Esta consiste em privá-lo da participação dos elementos da ceia do Senhor e cessação de toda a actividade que exercia na assembleia, até que se arrependa e disso dê provas (I Cor. 5.1-13; I Tes. 5.14; 2 Tes. 3.6,14-16; I Tim. 1.19,20; Mat. 18.15-17; Gál. 6.1; 2 Cor. 2.4,6,8; Apo. 2.5).

68. Cremos que só deve ser recebido na igreja, em comunhão, quem faz profissão de fé no Senhor Jesus Cristo, segundo as Escrituras - são na doutrina (2 João 10) - tem um modo de vida recomendável desde a sua conversão professa (I Cor. 10.21; 5.11), testemunha publicamente do Senhor, e anda com os crentes, "entrando e saindo" (Act. 9.26-29). Deve ser recebido quem o Senhor recebeu (Rom. 15.7).

69. Cremos na existência de um "Tribunal de Cristo" (2 Cor. 5.10; Rom. 14.10-12; I Cor. 3.10-15) e um "Trono Branco" (Apo. 20.11,12). Somente os crentes estarão no primeiro, e será para receberem, ou não, recompensas pela sua fidelidade ao Senhor. Só os perdidos estarão no último, e apenas para serem condenados pela sua incredulidade.

70. Cremos na realização periódica e regular da ceia do Senhor (Act. 20.7) até que Ele venha. Ao contrário do baptismo ela faz parte da revelação do programa que o Senhor concedeu a Paulo para esta dispensação (I Cor. 11.23-34). Os elementos da ceia do Senhor - o pão e o cálice de vinho - são simplesmente figuras, respectivamente, do corpo físico e místico do Senhor Jesus Cristo, e do Seu sangue (Cf. I Cor. 10.4; Gén. 41.26; João 6.35; 10.9; 14.6; 15.1; etc.). Só os crentes no Senhor Jesus podem e devem participar na ceia do Senhor. O acesso à participação na ceia do Senhor não deve ser facultado aos descrentes (Cf. I Cor. 11.27-29). Porque a ceia é do Senhor, e não da assembleia, qualquer crente no Senhor Jesus que esteja em comunhão com uma igreja local, pode e deve ser recebido na mesma.

71. Cremos no carácter livre deste culto, sob a guia do Espírito Santo (João 16.13,14; 4.23). Ninguém preside a ele, mas tão somente o próprio Senhor - a ceia é do Senhor (I Cor. 11.20). Todos os irmãos têm liberdade para O adorar, exercendo o exercício sacerdotal, que é de todos os santos (I Ped. 2.5; Rom. 12.1; Heb. 13.15).

72. Cremos que as ofertas financeiras dos crentes fazem parte da adoração, pelo que é neste culto que são normalmente feitas (Heb. 13.15,16; Mat. 2.11; I Cor. 16.1,2 cf. Act. 20.7).

73. Cremos na graça de dar (Act. 20.35) como expressão de gratidão. Não se pode ter no coração gratidão real para com o Senhor, e não dar. É natural que se invista duma forma material num ministério que proporcione bênçãos espirituais (Rom. 15.27; I Cor. 9.11). Os crentes, hoje, podem e devem prover para si mesmos, e principalmente para os da sua família (I Tim. 5.8; 2 Cor. 12.14), ainda que sejam avisados que os que querem ser ricos caem em tentação e laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína, pois o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males (I Tim. 6.9,10). Na dispensação anterior é que os crentes tinham de vender tudo, ter tudo em comum, e confiar exclusivamente no Senhor para o provimento das suas necessidades (Mar. 10.21; Act. 2.44,45; 4.32-34; Luc. 12.22-34).

74. Cremos que as ofertas dos crentes devem ser voluntárias, sistemáticas, sacrificiais e com alegria (2 Cor. 8 e 9, I Cor. 16.1,2).

75. Cremos que as irmãs devem estar em silêncio quando a igreja se reúne, no sentido de não liderarem a congregação (I Cor. 14.34,35; I Tim. 2.11-14), e devem cobrir as suas cabeças (I Cor. 11.2-16). Têm, no entanto, um insubstituível e valorosíssimo papel em áreas variadíssimas no serviço para o Senhor e os santos, como atestam, por exemplo, os seguintes textos da Bíblia - Rom. 16.1-4,6,12; 2 Tim. 4.19; Fil. 4.3; Luc. 21.2; I Tim. 5.2-16; Tito 2.3-5.

76. Cremos na necessidade e privilégio da oração; não de rezas. Dizermos a Deus o que sentimos e não, tentarmos sentir o que Lhe dizemos. (Mat. 6.5-8; Luc. 18.1; I Tes. 5.17; Rom. 12.12; Efé. 6.18; I Tim. 2.1-4; Tia. 5.16-18). Fil. 4.6,7 estabelece a regra magna da oração na presente dispensação da graça.

77. Cremos na necessidade, obrigação e privilégio da evangelização - confissão pública do Senhor Jesus e da sua salvação em forma de testemunho ou pregação (I Cor. 1.23,24; 9.16; Fil. 1.18; Rom. 1.15,16; 2 Cor. 5.17-20; I Tim. 2.5-7); todavia tendo o cuidado de pregar Jesus Cristo "segundo a revelação do mistério que desde os tempos esteve oculto" (Rom. 16.25).

78. Cremos que "a grande comissão" da igreja é proclamar a mensagem, ou evangelho, da reconciliação - sinónimo de evangelho da graça (2 Cor. 5.14-21).

79. Cremos que a igreja tem uma enorme responsabilidade e privilégio para com a verdade do mistério conforme nos revelam as Escrituras em Col. 1.26,27; Efé. 3.3,5; Efé. 1.9,18; 3.9; 6.18-20; Col. 4.3,4; 2.2; Rom. 16.25.26).

80. Cremos que o casamento é uma instituição divina, e indissolúvel até que a morte separe marido e mulher, incorrendo em pecado de adultério quem casar de novo estando o cônjuge ainda vivo (Gén. 1.18-25; Mat. 19.4-6; Rom. 7.1-3; I Cor. 7.10,11,39; Heb. 13.4). Todos os homens são livres para casar, inclusive os evangelistas, pastores e doutores (Mat. 8.14; I Cor. 9.5; I Tim. 3.1-4; 4.1-3; Tito 1.5-9).

81. Cremos que as autoridades são instituídas por Deus e que a igreja lhes deve obediência e sujeição, mas só enquanto estas não colidirem com o relacionamento do crente com Deus (Rom. 13.1-7; I Ped. 2.11-17; Act. 4.17-19; 5.27-29).

82. Cremos que os que anunciam o evangelho têm o direito de viver do evangelho (I Cor. 9.14), ainda que não na base de um ordenado fixo; mas melhor será se for possível servir o Senhor e as almas sem sobrecarregar os irmãos (Act. 18.3,4; 20.34,35).

83. Cremos que estamos sob o princípio da graça e não sob o princípio da lei (Gál. 2.19; 3.25; 4.9,10;5.4,18; 2.21; Rom. 6.14,15; 7.1-6; 8.3,4). As regras, ritos, rituais e regulamentos do Velho Testamento não obrigam coisa alguma ao crente nesta dispensação da graça, a menos que encontremos o mesmo princípio advogado ou ordenado nas epístolas de Paulo. A Lei foi dada à nação de Israel (Êxo. 34.27,28; 20.1,2; Deu. 5.1,2; Rom. 9.4; Deu. 4.8,10; Êxo. 24.8; 19.3). Os Gentios são estranhos aos concertos, e por isso ao concerto da Lei (Efé. 2.11,12). Os Gentios não têm Lei (João 18.31; Rom. 2.14). A Lei acabou com Cristo (João 1.17; Gál. 3.19; Rom. 10.4; Gál.4.4), na cruz (Col. 2.14-17; 2 Cor. 3.3-14). Os textos, Heb. 7.12, Act. 13.39, Gál. 3.11, 2.16, e 3.23-25, revelam a razão da abolição da Lei. Na dispensação da graça os dias são todos iguais, não havendo qualquer um que seja acima de outro (Rom. 14.5,6; Gál. 4.9-11,20,21; 5.1. O sábado era um sinal entre Deus e a nação de Israel (Êxo. 31.13,17; cf. Eze. 20.20). Quadras do ano populares conhecidas, como por exemplo, Natal e Páscoa, não são para ser observadas pela igreja, ainda que esta possa e deva utilizar esses períodos como boas oportunidades para comunicar o evangelho.

84. Cremos que Deus deu a lei para mostrar às pessoas que são pecadoras, e não como um meio para se salvarem (Gál. 3.19; Rom. 5.20; 3.20). A lei só pode amaldiçoar o homem (Gál. 2.21; 3.10).

85. Cremos em somente duas classes de pessoas - salvas e perdidas (I Cor. 1.18; 2 Cor. 2.15,16).

86. Cremos na ressurreição de entre os mortos (I Cor. 15), assim subdividida:

    a. Ressurreição do mistério - ressurreição de todos os crentes que pertencem à Igreja (Corpo de   Cristo), e que tiverem morrido, antes da vinda do Senhor no arrebatamento (I Cor. 15.51-54; I Tes. 4.13-18).

   b. Primeira ressurreição ou ressurreição da vida - ressurreição de todos os restantes crentes: os que morreram antes da Igreja ser formada, e que, portanto, não ressuscitaram na ressurreição anterior (Apo. 20. 1-5; João 5.29; Dan. 12.1,2) e os que morrerem durante a Grande Tribulação (Apo. 20.4,5).

   c. Ressurreição da condenação - ressurreição de todos os perdidos de todos os tempos por ocasião do juízo final (Apo. 20.5; João 5. 29; Dan. 12.1,2).

87. Cremos que o homem é uma criatura com corpo, alma e espírito (Gén. 2.7; I Tes. 5.23; Heb. 4.12; I Cor. 15.44; Mat. 10.28; Act. 2.31; Apo. 6.9,10; Fil. 1.23; Luc. 16.22-24; Sal. 103.1; I Reis 17.21; 2 Cor. 4.16; 5.1,6,8; 12.2; III João 2; Job 14.22).

88. Cremos que na igreja não se deve fazer acepção de pessoas; que na eventualidade de um determinado crente ser rico ou ser detentor de um título honorífico, não deve ser tratado como tal, mas simplesmente como irmão, em Cristo (Tia. 2.1-4; Rom. 2.11).

89. Cremos que o crente, em termos de alimentação, pode comer de tudo - não está proibido de nada; é claro, desde que com acções de graças, e não lhe faça mal à saúde física (I Tim. 4.3-5; Mat. 15.11; Tito 1.15; Rom. 14.14; Col. 2.16).

90. Cremos que Deus proíbe o fabrico de imagens destinadas a culto, bem como a veneração das mesmas (Êxo. 20.4,5; 23.24; Lev. 26.1; Deu. 4.23,24; 5.8,9; 27.15; 2 Reis 21.7; Sal. 97.7; 115.1-8; 135.15-18; Isa. 2.18-20; 31.7; 40.18,20; 41.29; 44.10,18,19; 46.5-7; Jer. 10.3-5,14,15; 51.17; Miq. 5.13; Heb. 2.18,19; João 4.21-24; Act. 17.29,30; Rom. 1.23; I Cor. 10.14; I João 5.21).

91. Cremos que depois de morrer o homem está consciente - não dorme (Luc. 16.19-31; Luc. 23.43; João 10.17,18; 2.19-21); o que dorme é o corpo (Dan. 12.2; Mat. 27.52; Act. 13.36).

92. Cremos que o reino dos céus é reino de Deus (Mat. 4.17; Mar. 1.15 / Mat. 5.3; Luc. 6.20 / Mat. 11.11; Luc. 7.28 / Mat. 13.11; Mar. 4.11; Luc.8.10 / Mat. 13.31; Mar. 4.30,31), mas que o reino de Deus pode não ser o reino dos céus. O reino dos céus é o reino milenial que o Senhor estabelecerá na terra (Dan. 2.44). Esse reino é bebida e comida (Luc. 22.30; Mat.8.11; 6.11). Esse reino é de Deus; não de Satanás. Porém, hoje, o reino de Deus é o Corpo de Cristo, que não é comida nem bebida (Rom. 14.17; I Cor. 15.50).

93. Cremos que os próximos eventos no calendário divino são os seguintes, pela ordem apresentada:

   a. Arrebatamento da Igreja (I Tes. 4.17).

   b. Grande Tribulação (I Tes. 1.10; Mat. 24.21).

   c. Vinda de Cristo à terra, como Rei, para reinar (Mat. 24.30; Zac. 14.4,9).

   d. Reino milenial (Apo. 20.1-6).

   e. Passagem destes céus e desta terra (2 Ped. 3.7).

   f. Juízo final (Apo. 20. 10-15).

   g. Formação de novos céus e de nova terra (Apo. 21.1,5).

   h. Reino eterno (Apo. 22.5).

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