O espiritismo e seus erros

O espiritismo é condenado nas Escrituras

 

Os espíritas consultam os mortos.

     Deus abomina qualquer pessoa que consulta os mortos.

     “Não haja em teu meio nem adivinhador, nem agoureiro, nem magos…nem quem consulte aos mortos. O Senhor abomina aquele que faz estas coisas” (Deuteronómio 18.10-12)

     No livro de Deuteronómio 18:9-14, Deus dá ordens ao povo para não cometerem certas práticas, porque se assemelhariam aos povos vizinhos que não obedeciam a Deus.

     Umas dessas práticas era a tentativa de comunicação com os mortos. Tal ato traria consequências negativas para o povo. O grande perigo é que tentar falar com os mortos abre uma porta ao diabo. Comunicar com os mortos não é possível e o que acontece é as pessoas realmente falarem com demónios.

     No livro de 1 Samuel 28:3-25, vemos que o rei Saul desobedeceu a Deus e procurou uma mulher que invocava espíritos. Essa atitude do Rei Saul demonstrou que ele estava longe de Deus e por isso viria a sofrer pela sua desobediência.  Ver a explicação mais abaixo.

     No Antigo Testamento, Deus não só condenava a prática do espiritismo, como ainda castigava o praticante de tal ato (Levítico 19:31). Deus quer que as pessoas O busquem para obterem respostas e não recorram a outras práticas ou entidades.

 

Os mortos não voltam nem se relacionam com os vivos

     “Pois os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma. Não têm jamais recompensa mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram. Já não têm parte em coisa alguma que se faz em baixo do sol (Eclesiastes 9.5,6)

     O espiritismo afirma que quando uma pessoa morre, a sua alma e espírito permanecem na terra e pode passar por vários passos para obter o aperfeiçoamento espiritual. Por outro lado, a Bíblia ensina que depois da morte, nada pode ser feito para conseguir a salvação. O destino da alma (céu ou inferno) vai depender se a pessoa durante a vida aceitou Jesus como Senhor e Salvador.

     A Bíblia afirma em Hebreus 9:27 que cada pessoa vive uma só vez e depois de morrer enfrenta o julgamento. Assim, não há nenhuma indicação que o seu espírito permanece na terra ou fica contactável. A doutrina da reencarnação defendida pelo espiritismo é anti-bíblica,

     Milhares têm sido enganados e escravizados pelo diabo, através dessas experiências.

“É não é de admirar, pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Coríntios 11,14).

 

A Bíblia adverte-nos contra ensinos e práticas enganosas

     ”Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé dando ouvidos a espíritos enganadores e ensinos de demónios” (1 Timóteo 4.1)

     A verdade não vem através dos mortos, mas através da Palavra de Deus

     “Porém Abraão lhe disse: Se eles não dão ouvido a Moisés e aos Profetas (a Palavra de Deus), tão pouco eles acreditarão, ainda que algum dos mortos volte a vida” (Lucas 16.31)

 

A reencarnação é um engano

     “Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hebreus 9.27)

     O caso de Saul e a feiticeira de En-Dor

     Não foi Samuel quem apareceu a Saul e, sim, houve ali uma manifestação de outro espírito ou fraude. A seguir analisaremos o caso.

 

Antes do encontro

     O motivo que levou esse rei a recorrer à “médium”, pessoa que consultava os mortos para resolver o seu problema, é o mesmo motivo que leva hoje milhões a buscarem uma solução para os seus problemas no Espiritismo, apesar de Saul saber que Deus não admitia esse procedimento.

     Foi o desespero a causa principal, pois os inimigos de Israel, os filisteus, estavam prestes a atacar os israelitas, e quando viu o acampamento dos seus inimigos, com seu aparato militar, “foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (versículo 5). Após ter-lhe sido recusada a resposta divina foi que ele então procurou a médium.

     Saul estava desesperado, perturbado espiritualmente, porque Deus não lhe respondia de forma alguma, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. Por outras palavras, O Senhor não lhe respondeu nem pessoalmente (por sonhos), nem por através dos sacerdotes (Urim) – os responsáveis pela intercessão do povo diante de Deus – e nem pelos profetas, os instrumentos de Deus para revelar sua vontade aos homens.

     Antes da morte de Samuel, Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos, porém quando Saul procurou a “médium”, Samuel já estava morto (1 Samuel 25.1). Deus o rejeitara, pois o Espírito de Deus havia se afastado dele conforme 1 Samuel 16.14.

 

O encontro com a feiticeira

     O capítulo 28 trata da suposta sessão espírita, em que o rei estava desesperado, atormentado, com urgência, porque os filisteus estavam próximos e o rei Saul sabia que era pecado, desobediência a Deus, consultar pessoas envolvidas com feitiçaria, espiritismo e consulta aos mortos, (Êxodo 22.18, 1 Samuel 28.3). Foi como se Saul dissesse: “Se Deus não me responde, então o diabo vai me responder”. E ele fez isso. O texto de 1 Samuel 28.7-25, que narra detalhadamente a sessão espírita, foi escrita por uma testemunha ocular, alguém que viu o que se passou (versículos 7,8). Provavelmente, tenha sido um servo de Saul, que o levou lá e acreditava no poder da médium e sabia muito bem onde ela poderia ser encontrada. Portanto provavelmente os factos da sessão espírita foram registados por alguém que não era temente a Deus. Assim Saul apelou à médium de En-Dor como o último recurso de um desesperado, em flagrante violação de uma lei divina que ele mesmo anteriormente procurara cumprir.

     A própria médium sentiu-se receosa quando descobriu a identidade de Saul, que se apresentara a ela disfarçado. Depois de o rei ter-lhe assegurado que nenhum mal lhe aconteceria, a mulher deu início à sessão, evocando a presença de Samuel a pedido de Saul. É necessário notar que o rei não viu o pretenso Samuel que se manifestou na ocasião (versículo13).

 

Descrição da sessão

     Durante a sessão espírita, em momento algum, a Bíblia diz que o rei Saul viu com os seus próprios olhos, o “profeta Samuel”, como afirma a Bíblia: “Entendendo Saul que era Samuel…” Quando ele perguntou à mulher: “Que vês?”, ela respondeu: “Vejo um deus que sobe da terra” (versículo 13). Insatisfeito com a resposta, ele inquiriu novamente: “Como é a sua figura?”, ao que ela respondeu: “vem subindo um ancião, e está envolto numa capa”. A narrativa bíblica diz então que “entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou” (versículo 14) [Ênfase acrescentada] Saul deduziu que o vulto que subia da terra, ao qual ele não via, era o profeta Samuel.

     Assim como acontece numa sessão espírita, o médium fala como se fosse a própria pessoa falecida, as pessoas não conseguem ver, mas somente ouvir a voz do espírito que fala por intermédio do médium.

 

Analisando as profecias de “Samuel”

     A profecia do falso Samuel, isto é, o que iria acontecer na vida de Saul foi clara, como se vê no versículo 19:

     “O SENHOR entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus”.

     Essa profecia não se cumpriu na íntegra, conforme passaremos a observar: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus; ele se suicidou (1 Samuel 31:4) e o seu corpo foi recolhido do campo de batalha pelos moradores de Jabes-Gileade (1 Samuel 31:11-13).

     Também não morreram todos os filhos de Saul – este tinha seis filhos e três deles sobreviveram. Morreram na batalha Jónatas, Abinadabe e Malquisua (2 Samuel 31:8-10; 21:8). Esses factos tornam essa profecia uma flagrante contradição com o testemunho divino a respeito de Samuel, pois está escrito que “o Senhor era com ele, e nenhuma das sua palavras deixou cair em terra” (1 Samuel 3:19).

     É claro, portanto, que não foi Samuel quem se manifestou em En-Dor. Tudo não passou de uma fraude ou de artimanha de um espírito maligno.

 

Saul e Samuel no mesmo lugar?

     O suposto Samuel disse a Saul, “… amanhã tu e teus filhos estareis comigo” (1 Samuel 28.19). Saul ao morrer, não foi para o mesmo lugar onde estava o verdadeiro Samuel, pois este se encontrava no paraíso no Sheol, conforme prometido por Deus em sua Palavra àqueles que o temem (conforme Lucas 16.19-31). Sobre o rei Saul, entretanto, foi pronunciado o juízo divino: na Bíblia encontra-se explicitada a causa de sua morte.

     “Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante”. 1 Crónicas 10.13.

 

Conclusão

     Admitir-se que o profeta Samuel apareceu naquela sessão espírita e conversou com o rei Saul é negar a moral de Deus. Se o Espírito do Senhor se afastara do rei Saul, se Deus não lhe respondera mais, ou seja, Deus não lhe respondia pelos meios legais, e se o profeta Samuel nunca mais o procurou até o dia em que faleceu, (1 Samuel 15:35), será que o nosso Deus permitiria que Samuel falasse com Saul numa sessão espírita proibida por Ele, e através de uma feiticeira, uma “médium”?

     A desobediência sempre traz o juízo divino. A consulta aos mortos é proibida por Deus (Dt. 18. 9-12) e qualquer tentativa de se estabelecer contato com eles é desobediência aos preceitos de Deus, e suas trágicas consequências não se farão esperar.

     Isaías adverte: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva!” (Isaías 8.19,20)

 

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