O Engano da Tradição (III)
O perigo da tradição é bem ilustrado na história que é contada sobre cinco macacos que foram colocados numa jaula, onde havia uma banana pendurada no teto e uma escada posicionada por baixo dela. Entretanto, quando um macaco subia a escada para pegar a banana, todos eles imediatamente levavam um banho de água, tratamento que não eram bem recebido pelos primatas! Este castigo foi repetido tão frequentemente e tão prontamente que em pouco tempo se um macaco tentava subir a escada, os outros começavam a bater nele. O grupo acabou por tomar as devidas providências contra um ofensor mesmo sem levar um banho de água.
Neste ponto um dos macacos foi substituído e o recém-chegado, logicamente, foi directo à banana. Ele também apanhou e em pouco tempo aprendeu que tentar pegar a banana era um comportamento inaceitável. Depois outro macaco foi substituído e quando este também tentou pegar a banana, os outros bateram nele, incluindo o primeiro substituto. Os macacos acabaram por ser todos substituídos e todos batiam em qualquer macaco que ousasse ofender as regras, mesmo apesar de nenhum deles ter levado um banho! Agiram simplesmente em obediência a uma tradição profundamente enraizada, passada pelos macacos que vieram antes deles, sem saber a razão da aplicação da mesma.
Que exemplo marcante dos perigos da tradição religiosa! E como esta história sugere que muitos que seguem tais tradições o fazem cegamente, sem perceber a origem ou propósito de tais tradições. Sabemos, por exemplo, que a proibição da igreja católica de comer carne na sexta-feira originou-se com um papa que tinha parentes na indústria da pesca!
O que dizer, então, daqueles versículos que Paulo escreveu que parecem autenticar a autoridade da tradição oral? A chave é observar que apesar de Timóteo ter, de facto, sido ordenado para continuar nas coisas que tinha aprendido, Paulo acrescenta: "sabendo de quem o tens aprendido" (II Tm.3:14). As tradições orais que Timóteo aprendeu tinham sido aprendidas do Apóstolo Paulo, inspirado por Deus, enquanto que as tradições religiosas modernas não o são! As únicas tradições que nós devemos observar são as tradições paulinas que foram fielmente preservadas nas páginas das Sagradas Escrituras (cf. II Ts. 2:15; 3:6).
(Continua)



