A “santidade” de madre Teresa de Calcutá

Carlos M. Oliveira

     Madre Teresa de Calcutá terá valido pelo bem que efetuou a milhares de pobres, ainda assim, algo que tem sido sujeito a inúmeras críticas, devido ao dinheiro, em milhões, que lhe chegava às mãos e não era traduzido em apoio efetivo aos necessitados, à forma negligente e mesmo desumana com que muitos moribundos eram tratados, e ao seu relacionamento de amizade tenebrosa com ditadores, como Jean Claude Duvalier, ou Baby Doc, ditador do Haiti, que desviou 100 milhões de dólares em obras sociais no Haiti.


    Sobre isso, escritores seculares se têm pronunciado com abundância, como noticiou o jornal espanhol El País. Contudo, a parte espiritual da questão em apreço, desconhecida dos jornalistas seculares, merece aqui ser analisada, ainda que sumariamente.

    Para além de madre Teresa de Calcutá ter escrito trechos amplamente divulgados pela comunicação social, que revelam a sua profunda incredulidade – duvidou da existência de Deus -, há na sua história uma série de episódios que revelam nela, tudo menos santidade.

    "Silêncio", "escuridão", "solidão"... Era assim a relação de Teresa de Calcutá com Deus. Durante 50 anos a fundadora das Missionárias da Caridade não sentiu a presença divina, revelam as cartas que escreveu. As dúvidas de Teresa de Calcutá sobre Deus são chocantes. Em 2007 foram publicadas 40 cartas em que ela descrevia as suas crises de fé. “Mesmo lá no fundo, não há nada, a não ser o vazio. Chamo, devoto-me, quero, mas ninguém responde, ninguém a quem me agarrar, não, ninguém. Sozinha, onde está minha fé? Tenho dentro de mim tantas perguntas sem resposta, mas não as revelo por medo de blasfémia. Se Deus existe, por favor, me perdoe”.

    Em um desses episódios Madre Teresa recebeu 1 milhão de dólares do americano Charles Keating, que foi condenado por montar um esquema fraudulento para se apropriar do dinheiro de pequenos investidores nos Estados Unidos. No seu julgamento, Madre Teresa enviou uma carta ao juiz pedindo clemência. O promotor enviou por sua vez a Madre Teresa uma carta solicitando que ela devolvesse o dinheiro das doações, pois esse tinha sido obtido de forma fraudulenta. Porém, nunca recebeu resposta dela.

    Todo o esquema de vida de “fé” em que assentava Madre Teresa, era estranho à verdade das Escrituras.

    A madre admitiu que havia “convertido” mais de 29.000 pessoas que morreram na sua instituição. Num vídeo, a religiosa explica que os batizou “para que São Pedro os deixe entrar no céu”. O Senhor Jesus Cristo, todavia, foi claro dizendo que ninguém vem ao Pai senão por Ele, sendo Ele o único caminho (João 14:6). Não há nenhum texto bíblico que suporte a ideia de Pedro deixar, ou não, alguém entrar no Céu. É lamentável que ainda haja, por ignorância, quem confunda as chaves do Reino DOS Céus que Pedro recebeu do Senhor Jesus Cristo (Mateus 16:19), reino que será estabelecido na Terra, com as chaves do reino NO Céu, de que as Escrituras nunca falam. Ou seja, Pedro recebeu as chaves do reino DOS Céus, não do reino NO Céu. Mas para além disto, o que Pedro tem a dizer a este respeito é de suma importância, para não ser aqui destacado. O que disse ele? Referindo-se ao Senhor Jesus Cristo, afirmou na sua pregação registada em Atos dos Apóstolos:

    “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).

    Na Bíblia os santos são reconhecidos pela sua identificação com Cristo, e não pelos seus méritos, como a igreja católica está a fazer com ela.

    “ … aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos …” (1 Coríntios 1:2, cf. Ver. 30).

     Mais, na Bíblia os santos são constituídos por Deus – não pelos homens, não pela igreja, como se vê ter acontecido com ela. Quem atribui o estatuto de santo a alguém não é a Igreja, mas Deus.

     “E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6:11).

     É o Senhor Jesus Cristo que santifica – não os homens.

     “E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo Seu próprio sangue, padeceu ...” (Hebreus 13:12).

     Na Bíblia os santos são reconhecidos em vida – não depois da morte, como fazem com ela.

     “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos …” (1 Coríntios 1:2).

     Os crentes na cidade de Corinto estavam santificados e eram chamados santos.

     A “santidade” de madre Teresa, biblicamente, é simplesmente um flop.

     E a tua?

     Na cruz do Calvário Cristo foi feito santificação também para ti. Reconhece que na cruz Ele levou toda a tua pecaminosidade, para que agora tu leves toda a Sua santidade.

     “Mas vós sois d’Ele [Deus], em JESUS CRISTO, O QUAL PARA NÓS FOI FEITO POR DEUS sabedoria, e justiça, e SANTIFICAÇÃO, e redenção” (1 Coríntios 1:30).

     A verdadeira e genuína santificação obtém-se pelos méritos de Cristo; não pelos nossos próprios méritos.

     Confia n'Ele. 

- C.M.O.

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