Dia do Corpo de Deus

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     Sessenta dias depois da Páscoa, a Igreja Católica celebra a solenidade do Corpo de Deus. Ocorre a uma quinta-feira, para lembrar a Última Ceia que teria ocorrido na chamada Quinta-Feira Santa.

     Por todo o mundo, os Católicos participam na Eucaristia, na procissão do Corpo de Deus e fazem adoração do Santíssimo. Estes rituais acontecem há mais de 700 anos. Esta celebração iniciou por causa das supostas visões de uma freira a quem Deus terá aparecido e demonstrado o desejo de comemoração da Eucaristia. A partir daí, a data foi oficialmente instituída pelo Papa Urbano IV em 1264. Aos poucos, outras cidades europeias adotaram a celebração.

      Ordenada por dom Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de dom Afonso III, seu atecessor. Em Portugal, a festa de longa tradição era antigamente celebrada com danças, folias, e procissões em que o sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe, a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos, desfilavam pelas ruas. Das danças dos ofícios, em Penafiel, ainda se celebram o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.

     O Corpo de Deus é, pois, uma celebração católica que tem como fim celebrar os chamados mistério da Eucaristia, sacramento do corpo e sangue de Jesus Cristo.

     De facto eles referem-se ao Corpo de Cristo, que vem do latim Corpus Christi, e chamam-lhe incorretamente Corpo de Deus. Cristo tem corpo, mas Deus é Espírito, e por isso não tem corpo. Esclareça-se, pois, que chamar a um dia “Dia do Corpo de Deus” quando Deus não tem corpo, não é correto.

     Esta solenidade afirma e celebra a presença real de Jesus Cristo na hóstia e no vinho consagrados pelo Espírito Santo, quando o sacerdote repete as palavras de Jesus Cristo na Última Ceia «Isto é o meu corpo […] Este cálice é a nova Aliança no meu sangue».

     A (suposta) transformação do pão e vinho no corpo e sangue de Cristo é chamada Transubstanciação; a transformação da substância.

     Quando, depois da consagração pelo sacerdote, observamos o pão e o vinho, dizemos, “Isto é pão e vinho”. Cheiramo-los; cheira a pão e a vinho. Provamo-los e apenas podemos concluir que é pão e vinho. Analisamo-los quimicamente e o veredicto é: “Pão e vinho". Não será então um atentado à razão que Deus nos deu, afirmar que aquilo que se apresenta aos nossos olhos, cheira, sabe, e no laboratório é provado como sendo pão e vinho, seja realmente a carne e o sangue de Cristo?

     Ao procurarem explicar a transubstanciação, os maiores teólogos da Igreja Católica Romana têm ficado sempre embaraçados.

     É evidente que os doze discípulos interpretaram as palavras de Jesus simbolicamente pois, com as suas mentes cheias de muitas questões alusivas à Sua morte, como é que eles poderiam estar prontos a crer em algo tão grotesco, como o de Cristo sentado à mesa diante dos seus olhos e ainda assim oferecendo-lhes o Seu próprio corpo e sangue para comer e beber? Na realidade, por terem comido e bebido sem a mínima hesitação eles testificaram que compreenderam as palavras de Cristo. Isto é, que o pão e o vinho representavam o Seu corpo e o Seu sangue, que bem cedo seriam oferecidos a favor deles na Sua morte. E, notemos bem, eles apenas comeram e beberam; não adoraram os elementos, como a Igreja Romana ensina os seus devotos a fazer.

     «Orarei com o espírito, mas TAMBÉM ORAREI COM O ENTENDIMENTO ...» (I Cor. 14.15).

     Na catequese, usa-se a palavra "hóstia" para referir o pão que é consagrado e comungado na missa. Este vocábulo deriva do latim "hostia", que significa “vítima”. Os Católicos adotaram a palavra “hóstia” para referir o Cordeiro imolado (vitimado).

     Em 1551, A.D., o Concílio de Trento decretou que o Sacrifício da Missa é “... o sacrifício do corpo e sangue de Cristo sob a aparência de pão e vinho . . . É um sacrifício propiciatório, expiação pelos nossos pecados, e os pecados dos vivos e mortos em Cristo, por quem é oferecido”. (Sess. 22, Caps 1,3; Can. 1,3).  

     Do acima exposto é evidente que a Igreja Romana desconhece o poder da redenção consumada de Cristo, toda-suficiente, e a entrada no descanso que esta bendita verdade proporciona (Heb. 4.10). Pois de acordo com a doutrina Católica Romana, Cristo morre pelo pecado repetidamente, quase continuamente, ao ser “imolado” (morto) pelos seus sacerdotes nos seus “altares”, e o Seu corpo e sangue são reais ao serem oferecidos no Sacrifício da Missa.  

     0 “Sacrifício Perpétuo”, como a Igreja Católica chama à Missa, explica em grande parte a presença de crucifixos por todo o mundo, onde quer que a Igreja de Roma exerça influência. Cristo deve ser visto a morrer a toda a hora. Também explica o “sagrado coração”, e o facto da “via-sacra” terminar em tudo menos em triunfo, pois o último quadro retrata a sepultura do Senhor.  

     A Igreja Católica não nega a ressurreição de Cristo, ou a Sua ascensão à mão direita do Pai. Como é que poderia? As suas próprias versões da Bíblia contêm tais verdades. Porém ela ensombra estas factos benditos ao colocar continuamente diante dos seus devotos um Salvador moribundo e ao reclamar estar a oferecer o Seu corpo e sangue num sacrifício perpétuo.

     Não será isto uma afronta ao nosso bendito Senhor, que se encontra agora exaltado no céu, oferecendo uma salvação plena e gratuita a todos os pecadores por meio dos merecimentos ganhos no Calvário? E não lembrará aos crentes, atentos à Palavra de Deus, da Sua condenação pelos que «de novo crucificam o Filho de Deus, e O expõem ao vitupério» (Heb. 6.6)?

     Um dos tristes resultados da doutrina da Igreja Católica a respeito do “Sacrifício Perpétuo” é o facto de ela não poder oferecer aos seus seguidores nem paz para o presente, nem certeza para o futuro. Ela somente pode oferecer oração, uma medida de ténue esperança, e muita ansiedade e temor, pois a Igreja Católica ensina que ninguém pode morrer com todos os seus pecados perdoados e esquecidos. De acordo com a sua doutrina, mesmo a pessoa mais devota, tem de passar pelas chamas do Purgatório antes de poder ser aceite por Deus. Assim devem ser “ditas” missas por ela (a um certo preço), não somente ao longo da vida, mas também depois da morte, e por anos sem fim.  

     Uma vez que os Católicos Romanos são ensinados que mesmo na morte os seus pecados ainda não se encontram completamente expiados, a Igreja Romana deixa-os na mesma condição mental das almas perdidas referidas em Heb. 2.15, «que, com medo da morte, (estão) por toda a vida sujeitos à escravidão». E depois de terem partido os seus entes queridos ainda pagam para se dizerem Missas, cantadas ou rezadas, consoante as suas possibilidades, ou desejos, através das quais se espera que os sofrimentos dos seus entes que partiram possam ser minorados no Purgatório.  

     «E assim todo o sacerdote (Velho Testamento) aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas Este (Jesus Cristo), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados para sempre, está assentado à dextra de Deus… Porque com uma só oblação (oferta) aperfeiçoou para sempre os que são santificados» (Heb. 10.11,12,14).  

     «Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará» João 8.32

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