O que se pode fazer pelas almas no Purgatório? (2)

ironside401

ADMINISTRAÇÃO DE OFÍCIOS DA IGREJA ROMANA

     Quando uma criança vem ao mundo, a igreja baptiza-a logo que seja possível, e se perguntar: Porque se baptiza a criança? A resposta é: «Para a purificar do pecado original e fazer dela um membro de Cristo». Mas quando o menino crescer e se perguntar: «Está este menino purificado do pecado original, e será ele membro de Cristo?» Respondem: «Não sabemos».

     Quando tiver cerca de doze anos, é instruído e confirmado e toma a primeira comunhão e supõe-se que na Eucaristia recebe realmente o corpo, sangue, alma e divindade do Senhor Jesus dentro do seu próprio ser. E quando vem embora com um brilho alegre no rosto, se perguntar aos pais: «Está agora salvo o menino? Se morresse agora iria para o céu»? Diriam: «Não sabemos». 
     
     Continua pela vida adiante fazendo confissão após confissão e fazendo penitências repetidas vezes, e finalmente chega a hora da morte. Jazendo ali sobre a cama de moribundo, chama-se o Padre e ele dá-lhe a comunhão pela última vez, e o sacramento da extrema-unção, ungindo-o para sua morte. Ele morre, e deitado ali com o crucifixo sobre o peito, olha-se para ele e diz-se aos seus amigos: «Estará ele já salvo? Estará com Cristo?» Respondem: «Não sabemos». Os seus amigos arranjam para mandar dizer missas pela sua alma, porque supõem que está no purgatório. Dizem-se e pagam-se missas durante anos e no fim de muitas dezenas de tais serviços vai-se ao padre e pergunta-se: «Bem, o nosso amigo já saiu do purgatório, está ele no céu com Cristo»? E ele responde: «Não sabemos». 

     Meus caros amigos, como é estranha toda aquela incerteza em contraste com a bendita certeza da Palavra de Deus: «Porque sei em quem pus a minha confiança, e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia» (II Tim. 1:12). Ele nada sabia acerca de almas no purgatório. Ele diz-nos que no momento em que um pobre pecador põe a sua confiança no Senhor Jesus Cristo, é aperfeiçoado para sempre perante o trono de Deus pelo sacrifício do Calvário.

     A Epístola aos Hebreus (capítulo 10) traz diante de nós, duma maneira maravilhosa, a obra expiatória de nosso Senhor Jesus, e põe em contraste aquele único sacrifício no Calvário com os muitos sacrifícios oferecidos sob a lei. Leiamos na tradução do Padre Matos Soares: «Efectivamente a lei, tendo a sombra dos bens futuros, não a mesma imagem (ou realidade) das coisas, nunca pode, com aquelas mesmas vítimas que se oferecem incessantemente cada ano, tornar perfeitos os que se aproximam (do altar)» (v. 1). Em que haverá diferença entre aqueles que dependem dos sacrifícios da missa, semana após semana e ano após ano, e nada sabem acerca de serem feitos perfeitos? «Doutra sorte teriam cessado de as oferecer; porque os sacrificadores, uma vez purificados, não mais teriam tido consciência do pecado» (v2). Uma vez que a consciência é purificada perante Deus, nunca mais fica em pé perante o trono um pecador convicto. O adorador, uma vez purificado, não devia ter mais consciência do pecado. Continuemos a leitura (v.3). «Mas nestes sacrifícios faz-se memória dos pecados todos os anos, porque é impossível que, com o sangue dos touros e dos bodes se tirem os pecados. Por isso, (Jesus Cristo), entrando no mundo, diz: Não quiseste hóstia, nem oblação, mas me formaste um corpo; os holocaustos pelo pecado não te agradaram. Então eu disse: Eis-me que venho (segundo) está escrito de Mim na testada do livro, para fazer, ó Deus, a Tua vontade. Tenho dito acima: Não quiseste as hóstias e as oblações e os holocaustos pelo pecado, nem Te são agradáveis as coisas que se oferecem, segundo a lei. Então Eu disse: Eis-me que venho para fazer a Tua vontade, ó Deus; tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Por esta vontade somos santificados mediante a oblação do corpo de Jesus Cristo (feita) uma vez».

     À luz desta passagem, como se atreverá qualquer homem a dizer que há necessidade de um sacrifício contínuo pelos pecados dos vivos e dos mortos. «Antes à lei e ao testemunho (é que se deve recorrer). Porém, se eles não falarem segundo esta linguagem, não raiará para eles a luz da manhã.» Continuando a leitura, encontramos nos versículos 11 e 12: «E, enquanto que todo o sacerdote se apresenta cada dia a exercer o seu ministério e a oferecer muitas vezes as mesmas hóstias, que nunca pode tirar os pecados, este, ao contrário, tendo oferecido uma só hóstia pelos pecados, está sentado para sempre à direita de Deus». Este Cristo levantado dos mortos e subido, não desce da dextra de Deus para se colocar na mão dum sacerdote. Ele fica lá sentado e exaltado, um Homem glorificado à dextra de Deus, tendo feito plena e completa expiação pelo pecado.

     Ser santificado é ser santo. O Padre Faber, fala num artigo de santas almas no purgatório. Mas as Santas Escrituras dizem-nos que por um único sacrifício de Jesus Cristo que «Ele aperfeiçoou para sempre os que foram santificados». Nem nos altares Católicos Romanos, nem nos altares Judaicos jamais haverá uma oblação pelo pecado que Deus reconheça, porque aquela única oferta feita por Cristo na cruz é toda-sufíciente, e resolve a questão do pecado à satisfação divina. Portanto, todos os que crêem n'Ele são aperfeiçoados para sempre, de maneira que não há nenhumas almas no purgatório!
 
- H. A. Ironside
(Continua)
 
Outros:
 
Utiliza a PESQUISA (Frase exata) - lupa no canto superior direito do portal - escrevendo "O que se pode fazer pelas almas no Purgatório?" para acederes às outras publicações sobre o mesmo assunto. 

Sermões e Estudos

Fernando Quental
Como o Senhor transforma

Sermão proferido por Fernando Quental em 08 de dezembro de 2019

José Carvalho
Clamei a Deus

Sermão proferido por José Carvalho em 01 de dezembro de 2019

Dário Botas
Moisés e Paulo

Sermão proferido por Dário Botas em 24 de novembro de 2019

Estudo Bíblico
Estudo Bíblico

Sobre a Epístola aos Colossenses 3:1 em 11 de dezembro de 2019

 
ver mais
 
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • 966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • QUINTA DO CONDE
    Clique aqui para ver horário