À Procura de Deus
"Valerá a pena procurar Deus? Irá alguém encontrá-Lo? Em caso afirmativo, onde e como procurar? Quais os processos de investigação que devem ser utilizados?" (Céptico).
Qualquer ser humano está suficientemente informado de que esta vida física não é para sempre e que a morte é mais certa que a vida. Curiosamente, lembro-me até de um letreiro existente numa determinada cantina que dizia: "Coma e beba enquanto está vivo, porque irá passar muito tempo morto."
Posto que a morte é o que temos mais certo, o dia da morte o mais incerto e vamos passar mais tempo mortos (fisicamente) do que vivos, convém investigar o que está para além dessa morte física. Ora, investigar o que acontecerá depois da morte física, se haverá ou não uma outra vida... passará por um conhecimento acerca do Criador, ou seja, pela obtenção de todas as informações concretas a esse respeito!
Blaise Pascal afirmou: "Só há duas espécies de pessoas razoáveis. As que servem Deus de todo o coração porque O conhecem, e aquelas que O procuram de todo o coração porque não O conhecem". Portanto, para sermos pessoas razoáveis, em cujo número eu pretendo estar incluído, teremos de situar-nos numa destas posições. Logicamente, aqueles que não conhecem Deus, não investigam, nem estão interessados em encontrá-Lo, não serão pessoas razoáveis, segundo o critério do sábio atrás mencionado.
A procura de amizades vem já desde tempos recuados; às vezes até amizades a grandes distâncias. No passado, através do correio, telefone, rádio (radioamadores) e hoje através da Internet. Procura-se a amizade de pessoas distantes e não se busca Deus que "não está longe de cada um de nós", como referiu o apóstolo Paulo no areópago de Atenas.
Em 1960 o Observatório Nacional de Rádio dos Estados Unidos levou a efeito o Projecto OZMA que consistiu em enviar mensagens de rádio na linha de 21 cm de Hidrogénio (1420 M Hz) para as estrelas CETI e ERIDANI, situadas à distância de 11 anos-luz. Se estivesse lá alguém para responder e o fizesse de imediato, teríamos a resposta em 1982. É quase garantido que não haveria lá ninguém para responder! Infelizmente, procuram-se amigos em todos os lados, mesmo em locais onde não se sabe se existe alguém. Neste aspecto, as pessoas não têm vergonha de estar a chamar por quem não existe! Agora, quanto a Deus... muitos partem do princípio que não existe e, portanto, não adianta chamar por Ele!
"Está aí alguém? Respondam! Comuniquem connosco!" Estas são algumas das perguntas que se enviam para o Espaço, seja através de rádio ou de sondas interplanetárias.
Pede-se a tantas pessoas, reais ou imaginárias, para comunicar connosco e poucas se dirigem a Deus do seguinte modo: "Ó Deus, se Tu existes revela-Te a mim!" Porquê? Porque o orgulho humano impede de nos chegarmos mais para o Senhor da Vida!
Jean Paul Sartre asseverou: "O meu ateísmo é provisório. Está ligado ao facto que Deus ainda não Se revelou a mim". Bem, há tantas atitudes provisórias que acabam por durar mais tempo do que algumas consideradas definitivas! No caso de nada se fazer... continuará tudo provisório... definitivamente provisório! Alguém disse: "Se fizeres o que sempre fizeste, terás o que sempre tiveste". E, de facto, existem inúmeros candidatos a ficarem sempre da mesma maneira, porque nada fazem para alterar as coisas.
Será que Sartre (e outros auto proclamados ateus) investigou suficientemente a existência de Deus? Terá ele investigado este assunto da mesma forma que investigou outras matérias nas quais era especialista? Teria Sartre pedido a Deus para Se revelar a si próprio?
O que sabemos é que este grande homem, a nível terreno, afirmou não ter necessidade de Deus, nem saber o que fazer com Ele! É caso para perguntar: Como é que Deus iria revelar-Se a uma pessoa que não tinha necessidade d'Ele, não estava interessado n'Ele nem saberia o que fazer com Ele? Iria Deus obrigá-lo a acreditar? Com que objectivo? Deus não quer escravos, mas pessoas livres, disponíveis e interessadas!
Já me afirmaram que Bertrand Russel, outro confesso ateu, não investigou a ressurreição de Cristo e até há quem duvide se ele algum dia leu o Novo Testamento. Tudo isso por causa do orgulho, da teimosia, do gosto... Já dizia Fiedrich Nietzsche: "É o nosso gosto que decide contra o Cristianismo; não são os nossos argumentos". Aliás o orgulho de Nietzsche está bem patente, quando declara: "Se existissem deuses, como suportaria eu não ser um deus?"
Para alguns ateus, Deus seria a hipotética conjugação de todos os valores, poderes e atributos. Seria um idealismo levado ao limite ou infinito, mediante a integração de múltiplos factores! Depois faz-se um apelo a um raciocínio humano e conclui-se que... não existe... não pode ser... não! Isso contraria todas as nossas ideias e pensamentos!
Ao contrário de muitas pessoas que decidiram não acreditar, nem sequer investigar, nós devemos procurar Deus porque isso é muito importante para a nossa vida. Mas... procurar... como?! Se não há ninguém que tenha ido ao outro lado ver como era, para depois contar como foi... como é que havemos de investigar? A resposta é: Do mesmo modo que investigamos todas as coisas, quando estamos interessados! O nosso interesse irá levar-nos a certos locais, situações, documentos, diálogos, perguntas e pesquisas diversas.
De maneira geral as pessoas estão dispostas a investigar tudo. Os mestres do saber investigam aspectos históricos, arqueológicos, científicos, jornalísticos, etc. Tais eruditos investigam outras áreas que lhes interessam, seja futebol, telenovelas ou vida alheia. Agora, se alguém se interessa por Deus, por Jesus Cristo e pela Vida Eterna... com certeza que irá informar-se convenientemente.
Devo acrescentar que, qualquer investigação acerca de Deus deverá começar por um estudo da Bíblia, que está ao alcance de todas nós. Podemos depois continuar com outras pesquisas, mas seria um erro desperdiçar, ou ignorar a fonte mais acessível!
É minha convicção pessoal que todos os ateus honestos encontram o Deus verdadeiro quando executaram as pesquisas nesse sentido. Até mesmo aqueles que, honestamente, procuram provas da Sua não existência, como foi o caso do General Lewis Wallace, o autor de Ben-Hur, acabaram convertidos ao Senhor Jesus Cristo!
Não compreendemos bem a existência de Deus? Claro que não! Pois se Ele é muitíssimo maior que nós, como poderíamos compreendê-Lo totalmente? De facto, se até não compreendemos bem alguns electrodomésticos, criados pelos homens, como poderíamos compreender o Criador dos homens?
Nos electrodomésticos não entendemos o "hardware", mas esperamos que o "soft" (doce) funcione quando carregamos no botão. Perante o Senhor Deus, também não compreendemos a Sua estrutura, capacidade e potencialidade, todavia sabemos que o "soft" funciona quando recorremos a Ele através da oração. É como a Bíblia diz: "Provai e vede que o Senhor é bom. Bem-aventurado o homem que n'Nele confia".