Ilustrações da Verdade Bíblica (XIV)

H. A. Ironside

Por H. A. Ironside
 
O pregador e o frango frito
 
     "Não atente cada um para o que é propriamente seu mas cada qual também para o que é dos outros"  (Fil. 2:4).
 
     Eu nunca fui capaz de esquecer uma história que ouvi o evangelista Paul Rader contar uma ocasião. Eu posso não ser capaz de me lembrar de todos os detalhes mas, tanto quanto me lembro, foi assim:.
 
     O Sr. Rader mencionou ter conhecido três ministros, todos oriundos de uma particular parte do Sul e todos caraterizados por um espírito de intensa abnegação e interesse bondoso nas necessidades dos outros. Rader disse a um deles, "Conheci dois outros homens da sua região e notei que todos vós vos distinguis pelo vosso altruísmo. Como é que são tão parecidos?"
 
     O pregador respondeu modestamente, "Se temos tais marcas de que fala, devemos o nosso altruísmo a um pregador itinerante. Quando éramos simples miúdos ele costumava vir à nossa área todos os quinze dias."
 
     Depois passou a descrevê-lo como um homem magro, de aspeto cadavérico do tipo Abraham Lincoln. No primeiro domingo ele pregava na escola rural, dando um sermão de manhã e outra à tarde. Entre os cultos as senhoras da congregação serviam um piquenique ao ar livre. Grandes pratos de frango frito, presunto, e outras carnes eram colocados sobre toalhas de mesa vistosas; estes eram cercados de pilhas de biscoitos, bolo de milho, ovos cozidos, bolos e outras iguarias. Quando tudo estava pronto, o grupo reunido sentava-se no relvado para desfrutar do repasto.
 
     Um número de miúdos estava sempre irrequieto à frente, procurando conseguir chegar o mais próximo dos pratos de frango. Mas nesta particular ocasião, a multidão era tanta que disseram às crianças para esperarem até os mais velhos serem servidos. Revoltados, os miúdos foram para um barracão nas proximidades entregando-se ao jogo de dados, em vingança pela forma indelicada como se sentiram tratados. Nomearam um deles como vigia, para controlar o modo como a comida estava a desaparecer.
 
     Tristemente, ele contava-lhes como os montes de frango desapareciam: apesar de virem mais, de carrinhas nas proximidades. De repente, em grande excitação ele exclamou: "Olhem para aquele pregador! O velho esquilo! Ele come tudo o que pode e agora quando acha que ninguém o vê, está a encher os bolsos grandes do seu grande casaco." Todos olharam indignados confirmando que realmente era verdade.
 
     Eis quando então uma das mulheres exclamou: "Por que, olhais para o prato do pregador? Deixai-o. Deixai o frango frito." E ela empilhou o prato dele com pedaços apetitosos; ele mordiscou por uns instantes – depois, sub-repticiamente tirou dois grandes lenços de cada bolso e, enchendo-os com pedaços escolhidos, embrulhando-os.
 
     Juntando-os ao resto, o pregador retirou-se, levando as crianças a pensar que ele teria por objetivo esconder o seu "saque" na sua bagagem. Porém, depois de se afastar da multidão ele virou-se e correu para a parte de trás do barracão onde os miúdos estavam danados à espera da segunda chamada para o almoço. "Meninos", exclamou: "Eu estava com receio que eles se esquecessem de vós; por isso juntei um monte de coxas de galinha para vocês." Abrindo os lenços limpos passou os pedaços ao redor. Os miúdos estavam de boca aberta. Espantados, aceitaram avidamente as delícias oferecidas.
 
     "Aquilo era característico naquele pregador", disse o amigo do Sr. Rader. "Sentíamos que havíamos encontrado um verdadeiro amigo - um homem que amava as outras pessoas mais do que a si próprio. Ele podia conseguir tudo de nós. Ele levou-nos todos a Cristo durante os anos do seu ministério entre nós, enviou vários como missionários para o estrangeiro, e nós os três para o ministério no nosso país. Foi o espírito altruísta que ele manifestou que cativou os nossos corações e ganhou a nossa confiança – os seus sermões atingiram as nossas consciências e levaram-nos a conhecer o seu Salvador como nosso".
 
- Continua
 

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