Ilustrações da Verdade Bíblica (XII)

H. A. Ironside

Por H. A. Ironside
 
Encorajamento para orar
 
     “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mateus 21:22).
 
     Há um número de anos atrás tive o privilégio de assistir a uma conferência bíblica em que o saudoso Dr. D. M. Stearns era o principal orador. Numa ocasião particular ele dispôs de uma hora para responder a questões, e entre as questões que lhe foram colocadas houve uma de que nunca me esqueci. Era algo assim: “Se tivesse orado toda a sua vida pela salvação de um ente querido, e se depois lhe dissessem que a pessoa morreu sem revelar qualquer evidência de arrependimento depois de ter vivido uma vida pecaminosa, o que pensaria, tanto da oração em si, como do amor de Deus e da Sua promessa de responder?”
 
     Era uma magnífica questão e eu sei que todos na sala endireitaram-se nas cadeiras, interrogando-se sobre qual seria a resposta à mesma.
 
     Ele disse, “Bem, querido irmão, eu esperaria encontrar esse ente querido no Céu, pois creio num Deus que responde à oração, e se Ele exercitou o seu coração no sentido de orar por esse ente querido, foi porque indubitavelmente, Ele tencionava responder.”
 
     Depois contou uma história. Há muitos anos vivia em Filadélfia uma estimada senhora idosa que tinha um filho rebelde. Esse jovem tinha andado na igreja e na Escola Dominical, mas tinha-se desviado de todas as coisas que eram santas. Ele tinha embarcado e tornara-se num marinheiro muito bruto, indiferente, ímpio.
 
     Uma noite a mãe dele acordou com um grande sentido de necessidade no seu coração. Ao despertar completamente, ela pensou no filho, estando com o sentimento de que ele estaria em grande perigo; como resultado, levantou-se vestiu um robe, ajoelhou-se ao lado da cama e orou fervorosamente para que Deus cuidasse do rapaz, qualquer que fosse a sua necessidade. Ela não compreendia, mas depois de orar por, talvez umas duas ou três horas, apoderou-se dela um sentimento de descanso e paz, tendo-se sentido certa de que Deus havia respondido. Ela voltou para a cama e dormiu profundamente até de manhã. Dia após dia ela interrogava-se sobre a razão de ter sido assim despertada e movida a orar, mas de uma forma ou outra ela não conseguia sentir mais necessidade de orar por aquele rapaz; antes louvava a Deus por algo que ela sentia ter a certeza de que tinha feito pelo seu filho.
 
     Várias semanas passaram-se. Um dia bateram à porta. Quando ela foi atender, deparou com o seu filho. Logo que entrou na sala, disse, “Mãe, estou salvo!” Depois contou-lhe uma história maravilhosa.
 
     Ele contou como umas semanas antes, o seu navio fora fustigado por um violento temporal no meio do Atlântico, parecendo não haver esperança de sobrevivência. Um dos mastros tinha-se partido e o comandante convocou os marinheiros para o cortarem. Eles saíram para o convés – ele entre eles – praguejando e amaldiçoando a Deus por terem de vir para o exterior naquela terrível noite. Eles estavam a cortar o mastro quando de repente o navio deu uma guinada. E uma enorme onda apanhou este jovem e o lançou borda fora.
 
     Enquanto ele lutava desesperadamente com as enormes ondas do mar, o pensamento terrível veio a ele, “Estou perdido para sempre!” De repente, lembrou-se de um hino que ele tinha ouvido muitas vezes ser cantado nos dias da sua infância, 
 
“Há vida num olhar para o crucificado Cordeiro;
Há vida neste momento para ti;
Então olha, pecador, olha para Ele e sê salvo aqui;
Para Ele que foi crucificado no madeiro.”
 
     Ele clamou em agonia de coração, “Oh Deus, eu olho, eu olho para Jesus”. A seguir ele foi arrastado para a crista das ondas e perdeu a consciência.
 
     Horas depois quando o temporal cessou e os homens saíram para arrumar o convés, encontraram-no prostrado, inconsciente, junto a uma balaustrada. Evidentemente, enquanto uma onda o tinha lançado para fora do convés, outra trouxe-o de volta. Os marinheiros levaram-no para o interior do navio e revitalizaram-no. Quando ele veio a si, as primeiras palavras que os seus lábios proferiram foram, “Graças a Deus, estou salvo!”.
 
     Dali em diante ele passou a ter a certeza da salvação de Deus, que passou a significar tudo para ele.
 
     Então a sua mãe contou-lhe como ela tinha orado por ele naquela noite. Eles notaram que foi exatamente àquela hora que ele se encontrava em circunstâncias desesperantes, e Deus tinha ouvido e respondido.
 
     Agora suponhamos que o corpo do jovem não fosse trazido de volta ao navio. Suponhamos que ele se tivesse afundado nas profundezas. As pessoas poderiam ter pensado que ele teria ficado perdido para sempre no seu pecado, e que ele não teria sido verdadeiramente salvo, como foi. Deus permitiu que ele voltasse como testemunha da Sua admirável graça.
 
- Continua
 

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