Missão Angola (19)

Fernando Quental (Nando)     Meu amado irmão, é com a alegria de estarmos juntos em breve que escrevo. Carlos, acabei de chegar do kimbo e pela graça de Deus correu tudo bem; o Cristóvão está bem e sempre pronto para luta. Ele tem estado a trabalhar em Benguela que fica a 350 km de distância, mas todas as sextas-feiras tem vindo de propósito para estarmos juntos no kimbo; ele estará na luta o tempo que nós estivermos aí; o Senhor cuidará.

     Carlos, como lhe tinha dito da última vez, temos ido à igreja dos chamados “irmãos”; este domingo tentei falar com o Ancião chamado Paulo para lhe perguntar se poderíamos participar na Ceia; ele marcou essa conversa para esta quinta-feira num jantar na casa dele. O jantar correu bem, mas quando perguntei quais eram os requisitos para podermos participar na Ceia, a resposta foi se éramos batizados; esse seria o requisito principal, e propuseram batizar-nos, mas ficaram muito chocados porque negámo-nos. Disseram-nos que nunca ninguém lhes tinha negado o batismo, o que nos levou a perguntar que nos justificassem pela bíblia que o batismo é para testemunho, quando vemos claramente que era unicamente para a remissão dos pecados. Eles enrolaram e a conversa é sempre a mesma, mas como eu sabia que o assunto ia bater no batismo fui ao site da Igreja, e muni-me de artilharia pesada dos estudos acerca do batismo. Eles não conseguiram responder às perguntas que lhes fizemos; eu perguntei-lhes se eles achavam correto negarem a Ceia só porque nós não concordamos com o batismo, se isso faz-nos menos crentes. Eles dizem que não têm poder de mudar os estatutos da igreja dos chamados “irmãos”. Claro que não é essa a nossa intenção.

     Continuaremos a frequentar o culto de adoração embora não tomemos a Ceia, mas o Senhor sabe a intenção dos nossos corações. Carlos, a irmã Rute de Saurimo em tempos tinha contactado o Pastor desta igreja para nos procurar; ela enviou as cartas que o Carlos tem publicado que eu tenho mandado à Igreja. O pastor daqui tinha a minha fotografia, e disse-me que já me tinha visto mas que pensou que seria outra pessoa; soube que eu era serralheiro e que não fazia sentido. Eu perguntei-lhe se para servirmos a Deus era preciso ter algum requisito, mas ele achou estranho não estarmos anexados a nenhuma denominação. Falámos-lhes da igreja em Quinta do Conde e do trabalho das crianças [em nossa casa] assim como do Kimbo. Pela Graça de Deus, a Igreja em Quinta do Conde é o nosso suporte.

     Carlos, o mais importante foi marcarmos a nossa posição; eles compreenderam. Dei-lhes o site da Igreja – www.iqc.pt - e disse-lhes que seria bom eles visitarem-no. Carlos, cada vez que conheço mais as outras Igrejas mais dou graças a Deus pela Igreja em Quinta do Conde; é uma bênção ser soldado da Igreja aí. Não somos melhores do que ninguém, mas a clareza das verdades bíblicas tornam-nos mais firmes, pela Graça de Deus.

     Meu amado irmão, continuamos em oração por todos aí, e pela obra. Carlos, o irmão de Goa tem ido à Igreja ? Continuaremos a orar por ele. Carlos, um forte abraço na Paz do nosso Senhor Jesus Cristo. Nando  

21JUN13.

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