Permanece

crstam.jpg     “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior … Tu, porém, permanece … (2 Tim. 3:13,14).

     Estas foram as últimas palavras do grande Apóstolo Paulo a Timóteo, seu amado filho na fé. Elas foram escritas quando se aproximava o martírio do Apóstolo.

     Exteriormente, as circunstâncias eram tudo, menos animadoras. Parecia que os últimos dias da dispensação da graça estavam realmente a acontecer. O Apóstolo tinha sofrido muitas “perseguições” e “aflições” e agora “trabalhos e até prisões, como um malfeitor.” Haviam aqueles que, como Janes e Jambres, “resistiram … à verdade” (Versículo 8). “Alexandre, o latoeiro” tinha-lhe causado “muitos males” e “resistiu muito às [suas] palavras” (4:14,15). “… homens maus e enganadores” tinham-se levantado realmente por todo o lado, indo “de mal para pior, enganando e sendo enganados” (3.13).

     Houve até apostasia (deserção) entre os seus próprios irmãos na fé, por isso agora, da sua prisão Romana, ele teve de denunciar: “…os que estão na Ásia todos se apartaram de mim … Demas me desamparou … Só Lucas está comigo" (1:15; 4:10,11).

     E agora qual é o seu conselho de despedida ao jovem Timóteo? Será que ele diz: “Talvez eu tenha sido demasiado veemente. Os meus métodos causaram-me muitos inimigos. Aconselho-te que sejas mais diplomático e tolerante do que eu fui”? Não, pois os registos mostram que de todos os homens Paulo foi o mais delicado e afectuoso. Os seus sofrimentos não foram resultado de um espírito contencioso, mas da sua fidelidade em proclamar a mensagem que tanto embaraça e enfurece “o nosso adversário, o diabo,” a mensagem que é a resposta graciosa de Deus à necessidade do homem e a Sua resposta à blasfémia de Satanás: “o Evangelho da graça de Deus.”

     Assim o Apóstolo incita Timóteo: “Permanece …não te envergonhes … fortifica-te.” Ele sabia bem que neste mundo amaldiçoado pelo pecado a única esperança para o indivíduo encontra-se na oferta de salvação por meio da fé na obra redentora realizada por Cristo no Calvário, e que o povo de Deus, quaisquer que sejam as circunstâncias, pode desfrutar de “as riquezas da Sua graça.”
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 Cornelius R. Stam
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