Viciado em Deus, ou na Sua Palavra?
Há quem pense que para além de haver viciação na bebida, na droga, no sexo, nas redes sociais, etc., também se pode ser viciado em Deus e na Sua Palavra. Será verdade?
A relação da alma humana com Deus e a Sua Palavra não é uma imperfeição, um defeito, uma falta que torne a pessoa imprópria para o fim a que se destina, antes pelo contrário, porém é isso que define o vício. Não se trata de sensualidade, lascívia, carnalidade, bem pelo contrário, porém estes são alguns dos pecados que assinalam o vício. Não é uma disposição ou tendência habitual para o mal opondo-se à virtude, porém é isso que retrata o vício. Não é uma ação indecorosa que se pratique por hábito, porém é essa a ação do vício. Não se trata de um hábito desnecessário, supérfluo, dispendioso e nocivo, porém é isso que caracteriza o vício. Não se trata de um costume censurável, condenável, porém é isso que desencadeia o vício. Não é depravação, desmoralização, corrução, porém é essa a natureza do vício.
A relação da alma humana com Deus nunca será prejudicial, exagerada, perniciosa. A relação da alma humana com Deus é a maior perfeição, espiritualidade, bem, decoro, decência, necessidade, importância, conveniência, ganho que se pode ter.
A dependência pode ser vício, mas também pode ser virtude. Sim, os extremos sempre se tocaram, contudo a dependência de Deus não é vício, porém a maior virtude que podemos nutrir e exibir. Depende de Deus!
- C.M.O.



