É incorreto os crentes celebrarem aniversários?

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      Esta questão é uma não questão, pois  a Bíblia não fala diretamente sobre o assunto. Porém, as Escrituras dizem que o dia do nascimento é coisa boa (Ecl. 7:1), e as “coisas boas” nas Escrituras são obviamente motivo de alegria e celebração (Rom. 10:15; João 1:46)1O povo de Israel celebrava ocasiões importantes, para lembrar o que tinha acontecido e agradecer a Deus. Ora, nós vemos nas Escrituras que as datas de nascimento são importantes. Por exemplo, a Bíblia menciona a idade dos reis quando estes começavam a reinar, e tal não seria possível saber se a data de nascimento não fosse conhecida. A data de nascimento sempre foi importante. A Bíblia diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12). Será que quando perguntamos a idade  a quem é contra a comemoração de aniversários, responde que não sabe, que a data do seu nascimento não é importante? Será que rejeitam o Cartão de Cidadão por este referir a data do seu nascimento? Quando a criança em Israel atingia os 12 anos, deixava de ser considerada criança, e naturalmente isso era festejado, como ainda hoje acontece entre os Judeus. Quanto às festas de aniversário, a Bíblia não as condena nem as aprova.

     Nas Escrituras não há nenhuma proibição de um Cristão celebrar aniversários, nem há algo que indique que sejamos obrigados a fazê-lo. Biblicamente falando, a celebração de um aniversário é um não problema para o Cristão.

     A Bíblia menciona dois indivíduos que celebraram aniversários: o Faraó do Egito, no tempo de José (Génesis 40:20) e o Rei Herodes, no tempo de Jesus (Mateus 14:6; Marcos 6:21). Alguns apontam para estas referências como prova de que celebrar aniversários é errado. Porque ambos os homens são indivíduos descrentes, as suas celebrações de aniversário são vistas como uma forma de ritual pagão. No entanto, essa conclusão não pode ser extraída de nenhuma das passagens. Se esse critério de considerar proibido tudo aquilo que homens ímpios fizeram e está registado na Bíblia fosse levado a cabo coerentemente, então, 100% daquilo que os ímpios fizeram e está registado na Bíblia deveria ser rejeitado e não apenas algumas coisas. Por exemplo, o Faraó mencionado foi o mesmo Faraó que colocou José do Egito como governador sobre toda a terra do Egito. Nesse caso, seria pecado ter governadores sobre territórios? Esse Faraó também usou de bondade para com a família faminta de José, trazendo-os para morar no Egito, onde havia mantimento. Nesse caso, atitudes de bondade para com pessoas famintas seriam erradas, pois Faraó fez isso e está registado na Bíblia? Isto apenas para citar algumas coisas … A Bíblia diz que o mesmo Herodes que comemorou o seu aniversário gostava de ouvir com atenção a mensagem de João Batista, pois temia a João e ainda tentava protegê-lo (Mc 6.20). Nesse caso deveríamos entender que não devemos ouvir os pregadores da Palavra de Deus porque um ímpio fez isso num dado momento da sua vida e isso está registado na Bíblia? É óbvio que não. Devemos rejeitar o que os ímpios fazem de errado, mas não rejeitar tudo o que os ímpios fazem.

     Ora, a Bíblia nem sequer sugere que Faraó ou Herodes estivessem errados em comemorar o seu aniversário.  As Escrituras não desencorajam o Cristão de celebrar um aniversário.

     Na sua epístola aos Romanos, Paulo aborda a questão do dia que deve ser dia de culto, e faremos bem em aplicar isso às celebrações Cristãs de aniversários: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia para o Senhor o faz.... ” (Romanos 14:5–6). Se um Cristão celebra um aniversário como um dia especial, tudo bem; se um Cristão não celebra aniversários, tudo bem também. Que “cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo”.

     Uma festa de aniversário é uma boa oportunidade para mostrar amor e carinho ao aniversariante e passar tempo com ele. Tal não é vaidade nem significa exaltar a pessoa acima de Deus. Cada pessoa é importante para Deus e este facto lembra-lhe isso.

     Mais importante do que se um Cristão celebrar aniversários é como ele ou ela glorifica o Senhor em todas as atividades (1 Coríntios 10:31). Se um Cristão promove uma festa de aniversário, a festa deve glorificar o Senhor; um comportamento pecaminoso não deve obviamente fazer parte de tal festa. Se um Cristão escolhe não celebrar aniversários, ele deve preencher o seu tempo com coisas que glorifiquem o Senhor.

     Claro que a festa não deve ser desculpa para se cometer excessos e pecar. Podemos ter festas muito alegres e divertidas sem desagradar a Deus. E mais, a forma como nos alegramos sem pecar pode ser um testemunho poderoso para quem não crê.

     Se uma pessoa não quer fazer festa, também não há problema. A Bíblia não o exige nem o proíbe. Cada um pode ter a sua opinião mas não deve condenar quem tem outra visão sobre o assunto (Romanos 14:13). Fazendo festa ou não, devemos dar glória a Deus (Romanos 14:5-6).

     Quer um Cristão celebre ou não um aniversário, ele deve lutar por uma consciência limpa e amar os seus irmãos e irmãs em Cristo. Aqueles que comemoram aniversários não devem desprezar aqueles que não o fazem, e aqueles que não celebram aniversários não devem desprezar aqueles que o fazem. Assim como outras questões não abordadas especificamente nas Escrituras, temos a liberdade de celebrar ou não os aniversários, de acordo com a preferência pessoal.

- Adaptado

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1 A Páscoa era celebrada (Números 9:6, 13, 14), e não nos esqueçamos que Cristo, é “a nossa Páscoa” (1 Cor. 5:7).

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