Se esta vida fosse tudo

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     Já parou para pensar como passaria a sua vida se tivesse certeza de que não haveria nada além do túmulo? Se pudesse estar absolutamente certo de que não haveria ressurreição, que não haveria Céu ou Inferno, como usaria os anos restantes que pudesse ter na Terra?

     Obviamente concluiria que, porque esta seria a única vida que existe, deveria aproveitá-la e vivê-la ao máximo.

     Não pensaria em arrependimento para com Deus ou fé no Senhor Jesus Cristo, porque tal fé seria inútil se não houvesse ressurreição (1 Coríntios 15:17).

      Provavelmente escolheria uma carreira que pagasse muito bem e, simultaneamente exigisse o mínimo de tempo possível.

     Gostaria de aproveitar as férias fabulosas que são anunciadas nas revistas e aproveitar ao máximo os prazeres mundanos possíveis - música, arte, teatro, desporto e sociedade.

     Tentaria obter a casa mais moderna que pudesse comprar - a última palavra nas revistas "melhores casas" e, é claro, equipá-la-ia com o melhor em eletrodomésticos e aparelhos automatizados. Nenhuma despesa seria demasiado grande.

     Satisfar-se-ia com automóveis. Sem dúvida, iria querer vários – uma vez mais com os equipamentos mais luxuosos.

     Cobrir-se-ia com boas roupas. Afinal, merece o melhor, e se esta vida é tudo, porque não aproveitar ao máximo?

     Quanto a comida, comeria o melhor, frequentando especialmente os restaurantes mais caros. Pagar muito por uma refeição não lhe causaria qualquer problema de consciência.

     E talvez não pense assim, mas se soubesse que não haveria ressurreição, sem dúvida desejaria as melhores bebidas a acompanhar as suas refeições. Indulgência excessiva seria permissível.

     Cultivaria a amizade dos que o ajudassem a progredir no mundo e, em geral, estaria interessado nos outros apenas na medida em que fosse para seu próprio benefício.

     Gostaria de se casar jovem e beber a taça do prazer conjugal ao máximo. O amor seria uma questão de receber, não de dar.

     Tentaria reservar algum dinheiro para a sua futura reforma e, se possível, uma pequena conta bancária para deixar aos seus filhos.

     Sim, gostaria de fazer tudo isso e muito mais. "... se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos."

     Talvez alguns protestem dizendo que ainda assim prefeririam viver a vida cristã, mesmo sabendo que a morte acabaria com tudo. Mas as Escrituras refutam categoricamente tal posição quando dizem: "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15:19). Sem o conhecimento seguro da ressurreição, viveríamos egoística e pecaminosamente.

     E não se depreende que, porque há uma ressurreição, não podemos viver da maneira descrita acima? Essa é certamente a única conclusão lógica.

     Porque há vida após a morte, devemos nos arrepender dos nossos pecados e consagrar sem reservas as nossas vidas ao Senhor Jesus Cristo (Atos 17:30, 31).

     Porque os mortos ressuscitam, não posso escolher uma carreira lucrativa e fácil. A minha carreira tem que ser glorificar a Deus e ajudar o meu próximo, e o meu trabalho é apenas um meio de realizar esse fim.

     Férias de luxo são vistas como positivamente pecaminosas quando o mundo perece à nossa porta. E os prazeres do pecado perdem o seu apelo face ao prazer de fazer a vontade de Deus.

     Casas caras, tapetes de parede a parede, móveis e acessórios caros violam o papel peregrino que deve caracterizar os discípulos de Cristo agora.

     O brilhante cromado dos meus vários carros novos censurar-me-iam sempre que eu pensasse em homens que pereciam por falta do conhecimento do Salvador. "… alguns ainda não têm o conhecimento de Deus: digo-o para vergonha vossa" (1 Coríntios 15:34).

     Como os mortos ressuscitam, não posso desperdiçar dinheiro com comida e roupas caras quando existe essa necessidade entre os servos do Senhor.

     Em suma, aqueles que acreditam que esta vida é apenas "tempo de treinamento para o período reinante" devem viver de forma devota, altruísta, produtiva e dependente. Eles devem olhar para si mesmos como mordomos, usando as coisas materiais para a glória do Senhor e para a bênção do homem …

     A tragédia do Cristianismo atual é que aqueles de nós que professam crer na ressurreição vivem como se esta não existisse. Reinamos como se fôssemos reis em vez de servirmos como escravos. Estamos gastando egoisticamente em vez de vivermos sacrificialmente …

     Que o Senhor nos desperte, antes que a ressurreição, em que sempre professamos crer, se torne numa realidade e percebamos tarde demais as suas implicações solenes!

- William MacDonald

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