As duas mesas

duas mesas 

 

     Em 1 Coríntios 10:21, temos a clara declaração de que “não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios”. Não diz “talvez não consigais”; é algo impossível de se fazer. Isto pode soar estranho, mas é a verdade de Deus e nada pode mudá-la.

     Para entender isso, precisamos estudar o contexto e, ao fazê-lo, certas coisas tornar-se-ão evidentes; devemos distinguir entre a mesa do Senhor e a ceia do Senhor. Na primeira, o filho de Deus deve sentar-se e festejar em espírito em todos os momentos: a última é uma ocasião em que mostramos isso de forma unida e visível.

     Outra coisa fica clara; o escritor tem o tema da tentação em mente e o capítulo lida com o facto dos filhos de Israel terem sido trazidos do Egito e cuidados por Deus, apesar de Deus não Se ter agradado da maioria deles, pois caíram no deserto.

      Cinco pecados definidos são mencionados. Primeiro eles desejaram coisas más, um pecado que pode ser cometido com facilidade por qualquer um de nós. Depois eles fizeram uma festa ao Senhor e ao fazê-lo introduziram um bezerro de ouro, talvez pensando no bezerro cujo sangue tinha sido derramado para os conduzir a um relacionamento de aliança com Deus: mas um bezerro de ouro era um objeto superior do culto egípcio. O festival tornou-se idolatria e não uma festa ao Senhor.

     Estas coisas foram escritas a fim de nos ensinar lições, tornando-se tanto um exemplo quanto um aviso, e às vezes interroga-se se tais coisas acontecem hoje, e se a ceia do Senhor pode ser uma mistura que pode nada ter a ver com Deus. De facto, o versículo 10 parece alertar contra se falar contra os anciãos designados por Deus, coisa que é pouco considerada hoje, mas um grave pecado aos olhos de Deus.

     Portanto, Ele em seguida dá a advertência: "Aquele que cuida estar em pé, olhe não caia", porque o perigo não está longe de cada um de nós e as tentações tornam-se fortes. No entanto, Deus lembra-nos imediatamente que Ele não permitirá que sejamos tentados acima daquilo que somos capazes de suportar e providenciou um meio para escaparmos.

     Depois Paulo traz diante de nós a declaração a respeito do cálice que nós abençoamos e do pão que nós partimos, que é a comunhão do sangue e do corpo de Cristo do qual somos participantes; e, como que para ilustrar o ponto em vista, ele diz: “Vede a Israel segundo a carne: os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar?” Porque é que o sacerdote comia o sacrifício? Obviamente, para ganhar força a fim de servir a Deus no tabernáculo, e as nossas almas podem banquetear-se com Cristo a fim de ganhar forças para resistir à tentação.

     Assim a dificuldade que poderia surgir sobre a razão de nós não podermos festejar em ambas as mesas simultaneamente, torna-se clara, pois quando a nossa alma se banqueteia com Cristo e o Seu sofrimento a nosso favor, reagimos contra tudo o que Satanás tem para nós, de modo que não podemos comer das duas mesas simultaneamente.

     Podemo-nos sentar na assembleia e comer e beber da Ceia do Senhor, e ainda assim, se tivermos estado a alimentar as nossas almas à mesa dos demónios durante a semana, certamente que não nos veremos a festejar na mesa do Senhor; na verdade, estaremos a colocarmo-nos na posição daqueles que comem e bebem indignamente (1 Coríntios 11:27).

     Será esta a razão porque tantas vezes o canto dos hinos prevalece, enquanto as ações de graças ficam em segundo plano? Ou porque tantos estão em silêncio quando deveriam estar a louvar, como se se tratasse de uma festa triste e não de uma festa alegre? Que Deus me livre! A Sua mesa é suficiente: não precisamos de outra para o nosso bem-estar espiritual; e quanto mais habitualmente nos alimentarmos, mais transbordaremos de ação de graças quando estivermos juntos para celebrar Ceia que o Senhor instituiu.

- Adaptado

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