Perigo: ameaças hodiernas

perigoafaste se

 

     Simon Holmgren veio da Escandinávia para Nova York há muitos anos. Naquela grande metrópole, ele e a sua esposa serviram ao Senhor com sinceridade e incansavelmente.

     A maturidade da sua experiência, a suavidade do seu espírito e a devoção com que ele serviu no Evangelho na missão de resgate, e na assembleia, combinaram-se na produção de um testemunho muito perfumado.

     Esta carta, a sua última mensagem às assembleias que se reúnem no Nome do Senhor Jesus, exala os anseios do seu coração pelo povo de Deus. Ele enviou pelo correio várias cópias da mesma uns dias antes de partir para o Senhor.

      Esta mensagem de alguém tão maduro merece consideração em oração. - Ed.


     Amados irmãos em Cristo,

     Em muitas de nossas assembleias há crentes idosos que parecem apreensivos com o rumo que a vida da nossa igreja está hoje a tomar. Por outro lado, há os mais jovens que exultam com o progresso dos últimos anos. Eles veem os esplêndidos novos locais de culto, as pessoas do bairro em muitos casos respondendo aos convites para participar nos mesmos. Eles veem o crescimento das Escolas Dominicais e, devo dizer, um melhor tipo de ministério. (Compare Esdras 3:12,13.) O que persiste na mente dos mais velhos e de que sentem eles falta e qual a razão da sua apreensão? Eles podem nem sempre ser capazes de dizer absolutamente o que é, e, portanto, é necessário voltar ao começo para considerar o que causou uma impressão tão profunda na sua vida espiritual.

     As primeiras reuniões de adoração dos irmãos eram frequentemente realizadas em lugares muito humildes: como uma loja de artesãos, uma casa ou um salão alugado para esse propósito. Mas entrando em tal reunião, a mente e o coração eram cativados pela consciência profunda da presença do Senhor. Viam-se faces cheias de lágrimas por todo lado, pois o Altíssimo e o Santo haviam realmente descido para estar no meio daqueles que estavam com o coração quebrantado e um espírito contrito (Isaías 57:15). Que rica adoração fluía de todos para glorificar o Pai e o Filho!

     Talvez nós, aqui mesmo, possamos colocar a nós mesmos uma pergunta importantíssima – O que pensará o Senhor sobre o que se passa agora relativamente ao que se passava antigamente? O seu pensamento será de aprovação ou reprovação?

     Nós não precisamos de procurar muito para encontrar um julgamento que cremos ser aplicável ao nosso caso, pois em Apocalipse 2:2-4 temos diante de nós o que aconteceu com a Igreja ali. O Senhor, naquela Igreja, encontrou muita coisa recomendável, mas o que fora feito foi feito, por assim dizer, à custa do que era mais precioso para o coração de Cristo - o primeiro amor. Usando as palavras de Cantares de Salomão, "Enquanto o Rei está assentado à Sua mesa, dá o meu nardo o seu cheiro". O Rei assentou-Se à Sua mesa, mas o nardo começou a deixar de enviar a sua doce fragrância. De uma maneira subtil, a autossuficiência, a satisfação pessoal, se não a busca egoísta, começou a matar, por assim dizer, aquela atitude de um coração contrito e quebrantado que se rebaixava e que só glorificava a Pessoa e obra de Cristo.

     Será de admirar que o castiçal tenha sido removido e um grande número de assembleias tenha sido varrida da existência na Ásia Menor ou na costa do norte de África?

     Agora note que a fragrância da adoração, tão preciosa para o coração de Deus, não consiste no primeiro lugar que é dado ao canto audível de hinos ou à condução do louvor e ação de graças, mas no que flui silenciosamente de cada coração presente. É aquilo que Deus vê independentemente de qualquer expressão audível, por mais eloquente que seja. Somente à medida em que somos libertos do ego, é que o verdadeiro culto pode fluir no sagrado serviço a Deus. Tal libertação deve ser um exercício constante e profundo da alma.

     Na Igreja primitiva temos razões para crer que os primeiros Cristãos entendiam a chamada mais graciosa e gloriosa de todo o Cristão no sentido de ser sacerdote de Deus, "para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo". Mas temos motivos para crer que essa verdade foi grandemente anulada por um sacerdócio terrestre, muitas vezes carnal e ordenado pelo homem, que substituiu o lugar dos verdadeiros sacerdotes (Apocalipse 2:15).

     Nos dias de reforma na Alemanha, a verdade do sacerdócio do crente como uma luz do céu brilhou mais uma vez sobre a Igreja. Mas foi principalmente da parte dos príncipes piedosos e das pessoas em geral que isso foi verdade. O bom reformador, Philip Melanchton, esforçou-se por ser um pacificador e conciliar, tanto quanto possível, o clero com o novo movimento e, portanto, não esteve disposto a ir tão longe quanto esta verdade exigia na prática. Nem o próprio Lutero esteve assim disposto, de modo que a verdade do sacerdócio do crente, pelo menos na prática, ficou novamente perdida para a Igreja. No entanto, quis o Senhor que fosse de novo trazida de volta à Igreja de Deus para que tivesse lugar e prática, como antes, na Igreja primitiva. Portanto, o poderoso movimento do Espírito Santo trouxe o que historicamente conhecemos como o "Movimento dos chamados Irmãos", incluindo os muitos exemplos dispersos de crentes em muitos lugares que foram conduzidos à mesma posição. Quão gloriosa foi aquela profunda consciência do próprio Senhor no meio do Seu querido povo! Cada um é um sacerdote que oferece sacrifícios espirituais, todos numa base de igualdade, tudo na mais profunda humildade de coração, uma verdadeira manifestação do que o santo sacerdócio atual deve ser de acordo com a mente de Deus.

     É isso que os mais velhos têm em mente, ao terem experimentado algo da preciosidade dessas primeiras experiências, quando a presença do Rei à Sua mesa realmente trazia a fragrância de nardo de todos os corações presentes.

     Agora, qual pode ser o remédio? Certamente, não censurar ou repreender a assembleia como alguns são propensos em fazer; mas, antes de tudo, encorajar os que são espirituais a exercitarem-se muito sobre esta condição presente. Encorajar os líderes das assembleias a trazerem sempre à reunião de adoração a porção de Deus nela perante o povo do Senhor para oração e exercício do coração. Encorajar também ministério apropriado em conferências e reuniões de assembleia que iluminem o povo do Senhor quanto à sua chamada como santos sacerdotes de Deus cuja adoração o Pai busca. Então, será novamente verdade, de uma maneira mais plena, "Enquanto o Rei está assentado à Sua mesa, dá o meu nardo o seu cheiro", e como aconteceu na casa de Betânia, em que "encheu-se a casa do cheiro do unguento”, assim, os nossos ajuntamentos de adoração retornarão a uma maior simplicidade, maior consciência da presença do Senhor e maior aceitação diante d’Aquele que amou a Igreja e Se entregou a Si mesmo por ela. Que o Senhor o conceda por causa do Seu nome.

Simon Holmgren,

Um irmão, que também é ancião

(1 Pedro 5:1)

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