O “pastorado" feminino

CMO 29OUT17b

 

    Muitas pessoas têm perguntado se existe alguma base bíblica para uma mulher ser "pastora".

     Bem, antes de mais convém sublinhar que as Escrituras são a favor do ministério feminino e que na obra de Deus o papel das mulheres é essencial. 

     Vemos isso no Velho Testamento, quando mulheres como Hulda, Débora e outras, tiveram um papel importantíssimo na vida do povo de Deus.

     Vemos isso no tempo em que Jesus viveu aqui na Terra – mulheres que O serviam, que estavam com Ele. As mulheres foram as primeiras pessoas a testemunhar a Sua ressurreição. 

     Vemos isso no ministério de Paulo. Quando Paulo escreve as suas cartas. No final das mesmas, nos seus agradecimentos, vemos citadas ali mulheres que foram exemplo no Seu serviço. Na epístola aos Romanos, por exemplo, ele termina a carta agradecendo pelo menos a dez mulheres que se notabilizaram no ministério. Ele cita Priscila à frente do seu marido Áquila, porque provavelmente ela era muito mais dedicada e destacar-se-ia mais no serviço a Deus. 

     Jesus honrou as mulheres, tendo-lhes dado um lugar que elas não tinham na Sua época. Jesus falou com a Samaritana. Os Judeus não falavam com Samaritanos, muito menos com mulheres Samaritanas. Ele tocou em mulheres – a mulher pecadora que foi ao jantar onde Ele estava presente e ungiu os Seus pés. O Senhor valorizou, pois, as mulheres e o seu ministério.

       O ministério das mulheres, como podemos ver, era muito, muito importante. E continua a sê-lo, pois elas são fulcrais no funcionamento das igrejas, da obra de Deus, como bem sabemos … e agradecemos. As mulheres sempre tiveram e terão um trabalho honroso na Igreja de Cristo.

     No entanto há que ver e reconhecer que mesmo apesar de Hulda e Débora terem sido da mais alta importância no Velho Testamento, em vão procuraremos na Lei de Deus, no Antigo Testamento, uma mulher que fosse sacerdotisa, pois tal estava-lhes vedado. Deus destinou esse ofício exclusivamente aos HOMENS, aos sacerdotes – não havia sacerdotisas em Israel.

     Quando chegamos ao Novo Testamento, pese embora todo o apoio que Jesus deu às mulheres, Ele escolheu doze HOMENS para serem apóstolos. O Senhor podia ter escolhido com facilidade mulheres para esse ofício – tinha as várias Marias, tinha mulheres importantes da nobreza que andavam com Ele, Susana, Joana;  tinha mesmo Maria, Sua mãe, etc.

     Quando Judas traiu Jesus, abriu-se uma vaga no grupo dos Doze. Quando os apóstolos se reuniram para que a vaga fosse ocupada, lemos em Atos 1 que naquela comunidade estavam várias mulheres, incluindo Maria, a mãe de Jesus. Maria não seria, logicamente, quem melhor substituiria Judas? Contudo quem é que eles selecionaram para a escolha? Dois HOMENS – José Barsabás e Matias.

     Quando em Atos 6 houve o problema das viúvas, por estarem a ser desprezadas, os apóstolos disseram: “Escolhei pois, irmãos, dentre vós, sete VARÕES (ou seja, HOMENS) de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio” (ver. 3). A lógica humana diria que para se cuidar de viúvas se escolhessem sete mulheres, porém eles disseram que fossem escolhidos sete HOMENS - diáconos.

     Quando Paulo dá a Timóteo e a Tito, respetivamente nos capítulos 3 e 1, as qualificações dos bispos, presbíteros, ou pastores, ele diz que convém que o bispo seja “MARIDO”  – não esposa. Se olharmos para estes capítulos poderemos ver que é impossível que uma mulher seja Pastora ou Pregadora do evangelho na Igreja, pois a prática homossexual também é condenada por Deus e uma mulher não poderia casar-se com outra. Portanto, não poderia ser "marido" de uma mulher. Governar bem a sua própria casa é outro princípio bíblico que não pode ser desempenhado por uma mulher pois, para governar ela precisaria de ter autoridade - autoridade que Deus não permite que a mulher tenha sobre o homem.

     É, assim, evidente na Bíblia que o cargo de liderança eclesiástica está reservado por Deus para o HOMEM Cristão capacitado. O ofício do pastorado está, pois, reservado exclusivamente aos HOMENS. Isto nada tem a ver com machismo, como alegam alguns ignorantemente, pois apenas uma minoria dos homens exerce esta responsabilidade. Na prática, neste caso específico, a maioria dos homens está curiosamente em igualdade de circunstâncias que as mulheres. O conceituado e amado Martin Lloyd-Jones disse um dia que "... nem todos os homens devem pregar, e de maneira alguma mulheres!"

     Esta heresia tem distorcido e descaracterizado a Igreja contemporânea, e tem tirado muitas mulheres do caminho da verdade por desobedecerem a Deus. Com certeza as mulheres exemplares citadas no início deste texto não apoiariam tal heresia na Igreja, não apoiariam esta falta de respeito para com a Palavra de Deus e sentir-se-iam envergonhadas por causa das mulheres que não entendem as Escrituras e não aceitam a verdade.

     É de lamentar constatarmos também hoje que

     "Todos os dias torcem as Minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra Mim para o mal" (Sal. 56:5).

     Deus determinou que a liderança repousasse sobre ombros dos HOMENS. E Ele até apresenta as razões:

     “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.

     “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.

     “ E Adão, não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (1 Tim. 2:12-14).

     “Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão.

     “Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão” (1 Cor. 11:8,9).

     Vemos, assim, que na Bíblia não há nenhuma justificação para o erradamente chamado “pastorado" feminino; não há qualquer base bíblica para uma mulher ser "pastora".

     A Igreja de hoje está sob influência de muitas doutrinas heréticas, uma das quais é a da pregação pública feminina. Isto é uma afronta direta ao que é ensinado nas Escrituras. Só neste "últimos dias" a igreja passou a aceitar o oficio de “pastoras” como se tal fosse uma verdade bíblica. Ultimamente, de facto, tem-se estado a assistir, em várias denominações e igrejas, a uma proliferação de mulheres que usurpam o lugar que Deus reservou exclusivamente aos homens.

     Vemos praticamente todos os dias mulheres serem ordenadas "pastoras", "bispas" e até "apóstolas". Esta degeneração começa sempre sorrateira e sub-repticiamente - não surge de um dia para o outro. Geralmente começa com elas a começar a abrir os cultos, depois a dirigi-los, a dirigir a congregação em oração, depois a dar uns pensamentos, ... É um sem parar!

     Alerta, pois! 

     Precisamos de uma Igreja saudável; não de uma instituição para massajar o ego de algumas mulheres.

    Como são aqui apropriadas as palavras de Jeremias 6:16: 

     "Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas: mas eles dizem: Não andaremos."

- C.M.O.

 

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