Aprenda a Controlar as Suas Despesas

É muito importante saber gerir o orçamento familiar

 

 

Guia Para o Orçamento Familiar

Larry Burkett

INTRODUÇÃO

     O número de pessoas que não compreende os princípios básicos de administração financeira está a aumentar constantemente.

     O aumento de bancarrotas e falências que se regista anualmente testemunha a falta de conhecimento que geralmente as pessoas têm sobre a forma como devem administrar os seus recursos financeiros.

     As pessoas andam a ser seduzidas pelo crédito “barato” e estão a deixar-se escravizar pelo mesmo.

     A igreja necessita de ensino sólido e bíblico sobre a forma como Deus quer que se administre a vida económica.

     Quando ouvimos pela primeira vez a palavra “orçamento”, muitos de nós sentimos uma mistura de curiosidade e de insegurança. Por um lado, sentimos a curiosidade de saber como funciona um sistema que nos promete ajudar a controlar o dinheiro que “desaparece como água entre as mãos”; por outro lado não estamos seguros de possuir os recursos financeiros nem a capacidade pessoal necessários para podermos pôr em prática um orçamento familiar. Este estudo tem dois propósitos: aumentar a sua curiosidade e diminuir a sua insegurança.

     Pretendemos oferecer-lhe ideias simples e práticas para preparar um orçamento familiar básico. O leitor descobrirá que para o fazer não necessita de ter muito dinheiro (lembre-se que quanto menos alguém ganha, maior é a sua necessidade de controlar os gastos), nem necessita de ser professor de matemática nem contabilista. Só é requerido um pouco de tempo e uma calculadora na mão.

     Por um lado, é importante reconhecer as dependências económicas que nos escravizam, mas por outro é também importante aprender a lidar com elas. A ausência de problemas financeiros resulta num alívio de preocupações e tensões por causa de dívidas atrasadas, numa consciência limpa perante Deus e os homens e numa certeza de que a nossa situação financeira está sob controlo.

     Isto não significa que a vida do Cristão estará livre de dificuldades de ordem económica. Muitas vezes, Deus permite que continuemos a sofrer consequências amargas de pecados passados, para que reforcemos as lições que Ele nos quer ensinar. Deus também não nos promete livrar de todas as dificuldades mas sim, estar connosco e dar-nos a Sua paz no meio da tormenta.

     Quando Deus está no controlo, não temos que nos preocupar. Ele, o dono do universo, concede-nos a Sua sabedoria para as decisões que temos que tomar. Continuamos como seres humanos, propícios a cometer erros em qualquer momento. Ainda que compreendamos os princípios de Deus, podemos desviar-nos da Sua vontade, como fazemos todos de vez em quando. Mas, quando admitimos os nossos erros e permitimos que Ele tome novamente o controle das nossas vidas, voltamos a estar submissos à Sua liderança e as coisas voltam a correr como devem.

     Quando um Cristão aceita experimentar a liberdade financeira ensinada na Bíblia, nunca mais quererá estar fora da vontade de Deus. Na nossa sociedade, muitas pessoas estão bem financeiramente, mas poucas vivem sem preocupações, ansiedade, tensões, esgotamentos, e amargura devido ao dinheiro. Ao experimentar a liberdade financeira (ou seja, ausência de dívidas, de opressão de outros, de luxúria, vícios, cobiça pelos bens de outros, ressentimentos, etc...) essa pessoa destaca-se como um farol em pleno mar.


Princípios para alcançar a liberdade financeira.

     Como conseguir a liberdade financeira? Que devemos fazer? Vejamos alguns princípios bíblicos fundamentais e algumas sugestões pessoais para sermos financeiramente livres.


1. Entregue a propriedade dos seus bens a Deus.

     Como Cristãos devemos aprender a ceder todas as nossas coisas a Deus, dinheiro, tempo, família, bens materiais, educação, curso, o nosso potencial. Não nos podemos contentar em reconhecer apenas Deus como Senhor nas nossas orações e nos cânticos que entoamos. Devemos aprender a lidar com as nossas possessões como administradores e não como “donos”. Esta atitude é essencial se queremos andar cheios do Espírito. Vejamos por exemplo como o versículo 6 do Salmo 8 nos mostra que Deus nos colocou como administradores deste mundo: “Fazes com que Ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo dos seus pés”. Uma coisa é sermos donos, outra é sermos administradores. Deus não nos obriga a fazer a Sua vontade, mas Ele espera que a façamos voluntariamente.

     Se cedermos tudo a Deus, podemos estar certos que Ele nos mostrará o Seu poder. Ele cumprirá a Sua promessa de suprir as nossas necessidades mais elementares (físicas, materiais, e espirituais). Estude, por exemplo, a seguinte passagem: Deuteronómio 5:32-33.

     É fácil dizer: “entrego tudo o que tenho nas mãos de Deus”, mas não é tão fácil fazê-lo. No princípio, o facto de estarmos acostumados a gerir as coisas conforme a nossa própria vontade pode criar alguma dificuldade no que respeita a buscar sempre a vontade de Deus. No entanto, quando aprendemos a obedecer-Lhe na área financeira, começamos a experimentar uma nova liberdade.

     Que alívio entregar as nossas preocupações ao Senhor! Então, se porventura acontecer algo ao nosso automóvel, em vez de nos enervarmos e gritarmos, podemos dizer: “Senhor, dei-te este automóvel. Cuidei dele tanto quanto pude, mas ele é Teu. Pertence-Te, pelo que faz o que quiseres com ele”. Nessa altura, verá como será abençoado em resultado da sua nova postura.


2. Servidão das dívidas.

     Devemos libertar-nos de todas as dívidas. O que é uma dívida? Vejamos:

     a. O pagamento atrasado de dinheiro, bens ou serviços, que se devem a outros.

     b. O total do passivo excede o total do activo. Por outras palavras, se ao converter os seus bens em dinheiro, o saldo obtido for negativo.

     c. Há ansiedade no que respeita às responsabilidades económicas e as necessidades básicas da família já não se conseguem satisfazer devido aos gastos, passados ou presentes, dum indivíduo ou da família em geral.


Algumas sugestões para se libertar das dívidas:

     A. Faça um orçamento familiar.

     Um plano escrito é absolutamente necessário para qualquer indivíduo que vive numa situação de escravidão financeira.

     Faça uma lista de todos os gastos classificados por ordem de prioridades, porque o problema está em discernir o indispensável do supérfluo, o vital do simples desejo, capricho. Vejamos qual a diferença:

          • Necessidades: são as compras que fazemos para suprir as necessidades básicas do lar, são despesas com alimentação, roupa, trabalho, casa, saúde, entre outros. “Tendo porém sustento, e com que nos cobrirmos estamos com isso contentes” (1 Timóteo 6:8).

          • Gostos: São coisas que satisfazem uma necessidade básica, mas que são de uma melhor qualidade. Por exemplo, podemos escolher comprar roupa de melhor qualidade, de uma marca conhecida, podemos escolher o bife em vez de carne moída, apanhar um taxi em vez de andar a pé para o nosso local de trabalho, etc. O apostolo Pedro, na sua primeira carta, dá-nos um ponto de referência importante no que diz respeito aos gostos na vida do Cristão: “O enfeite delas não seja exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus”. (1 Pedro 3:3-4)

          • Desejos: São as coisas que gostaríamos de ter mas que não são necessidades essenciais para a nossa subsistência. De acordo com a vontade de Deus, este tipo de despesas só se devem fazer com fundos excedentes depois de todos os nossos deveres cumpridos. Não é errado comprá-las se temos dinheiro suficiente. A primeira carta do apóstolo João diz o seguinte: “Não ameis o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque, tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo;” (João 2:15-16).

     B. Identifique as coisas essenciais e as não essenciais.

     Se se encontra endividado deve deixar de fazer gastos que não sejam absolutamente necessários para viver. Procure cumprir as tarefas de manutenção da casa sem recorrer a outros. Comece a conseguir génio para levar a cabo essa tarefa. Ao fazê-lo, poderá começar a reduzir gastos que na realidade não eram essenciais. Estude, por exemplo, no Antigo Testamento, o verso 17 do capítulo 21 de Provérbios.

     Deve começar a desenvolver uma atitude de poupança. Elimine todos os gastos que não são de importância vital, lembrando que consideramos muitos gastos como vitais somente porque a sociedade nos incutiu essa ideia. Dizemos: “Preciso de um computador”, mas na verdade nós “queremos” um computador e não “precisamos”.

     C. Pense antes de gastar.

     Cada pessoa deve pensar antes de fazer alguma compra. Cada gasto deve ser avaliado da seguinte forma:

          a) É uma necessidade, um gosto ou um desejo?

          b) Este gasto é normal para um Cristão? (Por exemplo, assinatura de uma revista pornográfica não o é). Será que estou a comprar revistas, enciclopédias, livros, CD’s enquanto devo dinheiro a outros?

          c) É o melhor que posso obter por este preço, e será que vou comprar somente porque me dão a facilidade de pagar com cartão de crédito?

          d) É algo de se desvaloriza rapidamente? (as piscinas, caravanas, barcos, computadores, automóveis, por exemplo, pertencem a esta categoria).

          e) É cara a manutenção? (Recordemos que precisamos de dinheiro para comprar mas também para a manutenção daquilo que compramos (por exemplo: automóveis...).

      D. Deixe de comprar a crédito.

     Uma pessoa endividada deve deixar de fazer despesas de não sejam pagas a pronto. Muitas vezes as pessoas com dívidas procuram converter os bens que possuem em dinheiro e perguntam-se: “Não será melhor vender isto para pagar as minhas dívidas?” Mas este é um erro comum que trata os sintomas e não o verdadeiro problema.

     Recordo um casal que estava com dificuldades de ordem financeira por causa de dívidas acumuladas devido ao uso do cartão de crédito. Deviam mais de 20.000 dólares, e pagavam mais de 4.000 dólares anuais apenas em coisas desnecessárias. Resolveram vender a casa para pagar as dívidas e desta forma conseguiram liquidar todas elas, pois o dinheiro da venda era suficiente. No entanto, em menos de um ano estavam novamente endividados em 6.000 dólares e novamente por causa de dívidas acumuladas com cartões de crédito. Mas desta vez já não podiam vender a sua casa! Que aconteceu? Trataram do sintoma em vez do problema. O problema era a sua atitude com os cartões de crédito. Caíram de novo na mesma armadilha. Quando queriam algo e não tinham com que pagar, sacavam os cartões de crédito.

     O princípio a observar é o seguinte: Se está endividado devido aos cartões de crédito, deve deixar de usá-los, e deixá-los completamente. As pessoas que têm problemas com a gestão do uso dos cartões de crédito deveriam comprometer-se em pagar mensalmente o total das compras efectuadas com o cartão.

     No primeiro mês que não conseguirem cumprir com este objectivo, devem experimentar esta receita popular:

           Aqueça o forno a uns 170°C (350°F)
           Unte com azeite um tabuleiro para pizzas.
           Coloque os cartões de crédito no tabuleiro e o tabuleiro no forno.
           Coza até que derretam. 

     Depois devolva os cartões às entidades que os forneceram e peçam-lhes para não enviarem mais nenhuns. Inclua um plano de pagamento da dívida acumulada com os cartões de crédito e depois comprometa-se a pagar em dinheiro efectivamente seu e não com outro empréstimo.

     Quando conseguir criar bons hábitos económicos e romper com os laços financeiros produzidos pelo mau uso dos cartões de crédito e pelo seu comportamento em relação ao dinheiro, avalie então a possibilidade de vender algumas coisas de valor para poder liquidar as suas dívidas. Desta forma, não estará somente a tratar os sintomas.

     E. Evite a “Lotaria financeira”.

     Quando alguém tem poucos recursos, deve evitar a “lotaria financeira”: uma forma de investimento que permite controlar um activo de grande valor mediante uma entrada de capital reduzida e acumulação de uma dívida enorme.

      Por exemplo, lembro-me de um casal latino-americano que vivia em Chicago. O homem queria abrir uma oficina própria para arranjos de chapa e pintura de automóveis. Ao fim de algum tempo, ambos entusiasmaram-se com uma oficina que custava mais de um milhão e meio de dólares. Como não tinham essa quantidade tão grande de dinheiro, o marido perguntou à sua sogra que era viúva, se podia hipotecar a casa dele e ela emprestar-lhes o dinheiro em falta para comprar a oficina. A sogra, sabiamente disse que não hipotecaria todas as poupanças da sua vida para convertê-las nesse negócio e o jovem casal perguntou-me o que deveriam fazer.

     Apesar de pôr em jogo as relações familiares, esta viúva sábia, deu-se conta daquilo que muitos jovens inexperientes não vêem: a percentagem de entrada de capital efectivamente deles era demasiadamente pequena comparada com o montante da dívida que acumulariam para adquirir aquele negócio. Isto é o que chamo de “lotaria financeira”. É a movimentação de uma grande quantidade de capital, com um pequeno investimento. O problema da “lotaria financeira” é que se alguma coisa, ainda que mínima, não corre como planeado, o tamanho e o peso da dívida pode cair sobre a pessoa e destruir a sua situação financeira.

     O que este jovem deveria fazer era começar o negócio na sua própria casa, talvez até na sua garagem, para depois quando o seu negócio crescesse, mudar-se para instalações melhores, mais cómodas, amplas e sofisticadas. Devemos deixar de, uma vez por todas, querer tornarmo-nos ricos “pela via rápida”. Para além de pormos em jogo os nossos negócios, pomos também em jogo a nossa vida familiar.

     F. Aprenda a poupar.

     Finalmente, para equilibrar a situação financeira é importante aprender a poupar, até mesmo para as pessoas que estão endividadas e em processo de pagamento de dívidas. Mesmo que não consiga poupar mais que uma modéstia quantia de dinheiro (o equivalente a 4 ou 5 quilos de pão e 2 litros de leite por mês), é importante desenvolver o hábito da poupança. Poupar uma determinada quantia de dinheiro de forma regular é um dos melhores costumes que as famílias podem desenvolver.

     Todas as pessoas que vivem acima do nível de pobreza podem poupar dinheiro. Muitos não o fazem porque acham que a quantia que podem poupar é tão insignificante que não vale a pena.

     Para evitar acumulação de dívidas devemos protegermo-nos contra situações inesperadas e imprevisíveis (desemprego, doença, acidentes...) que poderão levar a gastar mais do que o previsto e assim a pedir algum empréstimo. Estas situações não seriam tão inesperadas e não atingiriam tão fortemente o nosso orçamento familiar se tivéssemos algumas poupanças que actuassem como “colchão”.

     O sábio Salomão disse no livro de Provérbios: “Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato o devora” (21:20). Uma grande verdade há 3000 anos atrás e uma grande verdade ainda hoje!


3. Habitue-se a dar.

     O terceiro princípio a aplicar para atingir a liberdade financeira é o princípio de dar. Cada crente em Cristo deve servir a Deus também com o seu dinheiro, sendo isto um testemunho mínimo de que Deus é dono de tudo o que possuímos. Como podemos dizer que Lhe entregámos tudo a Ele se nunca demos testemunho disso mesmo?

     É ao repartir que adquirimos a perspectiva do Seu poder em matéria de finanças. Deus quer que cada um Lhe dê sempre a primeira parte, mas também quer que paguemos aos nossos credores. Isto requer que seja estabelecido um plano de acção e talvez que alguns dos nossos gostos e desejos sejam sacrificados até que as dívidas sejam todas liquidadas.

     Podemos sacrificar a parte que pertence a Deus, mas não esqueçamos que este é um privilégio do crente: “e isto digo: que o que semeia pouco, pouco, também ceifará, e, o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Coríntios 9:6). Como devemos então proceder? Se for necessário sacrificar, e muitas vezes acontece, não devemos sacrificar a porção que pertence a Deus nem a dos nossos credores, devemos sacrificar a porção referente aos nossos gastos.


4. Aceite a provisão de Deus.

     Usufrua da Paz de Deus no que respeita aos aspectos financeiros, reconhecendo e aceitando a provisão de Deus para si. Muitas vezes esquecemos que as nossas carências podem contribuir para que a vontade de Deus seja feita. Costumamos pensar que a bênção do Senhor implica forçosamente abundância de dinheiro, mas este é um conceito nitidamente materialista e errado. Ao estudar as Escrituras vemos que Deus nem sempre faz com que todos vivam em abundância. Em muitos casos, Deus permite que Seus filhos passem por dificuldades para aprenderem a depender cada vez mais d’ Ele dia após dia.

     Devemos aprender a viver com aquilo que Deus nos dá e resistir à forte tentação dos nossos desejos para obter mais riqueza e bens materiais. Para consegui-lo é preciso aceitar ter um estilo de vida que corresponda à provisão de Deus para nós.

     Significa isto que é errado tentar melhorar a nossa situação financeira? De maneira nenhuma! Mas se para progredir tem que violar algum dos princípios bíblicos, então essa melhoria financeira não é da vontade de Deus.

     Por exemplo, se quiser comprar casa no melhor bairro da sua cidade e não tem dinheiro para tal e diz que vai “confiar em Deus” para suprir essa necessidade, tenho más notícias para si: provavelmente Deus não vai suprir. Não que não o possa fazer, mas porque você não confiou na Sua provisão antes de fazer esse compromisso!

     Deus é poderoso para prover as coisas tanto depois como antes de uma compra. Se Deus providenciasse o dinheiro antes de efectuar a comprar, então teria a certeza que Ele estaria a abençoar a Sua decisão. No entanto, se você trata de fazer a compra baseado no que “sentiu” da parte do Senhor, fica agora à espera da confirmação d’Ele e pode acontecer que Ele lhe mostre que não passava de um desejo seu e não da Sua vontade. 


5. Desenvolva uma consciência limpa.

     Devemos ter uma consciência limpa tanto nas nossas práticas comerciais como nos nossos negócios pessoais. A liberdade financeira, neste caso, pode incluir restituição e mudança de atitude. Recordo-me de um amigo que antes de se converter, prejudicou financeiramente alguém. O Senhor convenceu-o da sua culpa e mostrou-lhe que devia restituir o que devia. Procurou essa pessoa e confessou-lhe o que tinha feito e quis pagar-lhe o que devia mas a pessoa em causa não quis perdoar e não aceitou o dinheiro.

     Durante algum tempo, esse meu amigo sentiu-se ferido no seu orgulho, mas depois percebeu que não tinha confessado para benefício da pessoa ofendida mas sim para seu benefício próprio. Fê-lo porque sabia que era a vontade de Deus. Deus perdoou-lhe e ele fez exactamente o que Deus lhe pediu que fizesse. Não era preciso mais nada.


6. Ponha os outros em primeiro lugar.

     Se procura liberdade financeira, procure colocar os outros sempre em primeiro lugar. Não quer dizer que se deve deixar pisar pelos outros, mas que não deve ser ganancioso em detrimento dos outros. Trate os outros como gostaria que o tratassem a si. Uma vez mais a chave está na sua atitude.


7. Administre o seu tempo sabiamente.

     Aprenda a limitar o tempo que dedica aos negócios, quando não passa tempo suficiente com a família. “Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? Porque certamente isso se fará asas e voará ao céu como a águia” (Provérbios 23:4-5). Muita gente está presa a compromissos excessivos de negócio, ou na busca de mais dinheiro ou de uma melhor posição social.

     Recordemos que as prioridades de Deus para nós são muito claras. Qualquer Cristão que busque a vontade de Deus deve compreendê-las. A primeira prioridade na vida do Cristão é desenvolver a sua relação pessoal com o Senhor Jesus Cristo. A segunda prioridade é o compromisso do Cristão com a sua família, incluindo ensinar-lhe a Palavra de Deus. Isto requer um tempo específico. Cristo merece a melhor parte do nosso dia. Se estuda melhor de manhã, madrugue e dedique esse tempo ao Senhor. Sacrifique-se se tal for necessário. Se o culto doméstico é mais proveitoso das oito às nove da noite, entregue esse tempo a Deus. Desligue a televisão, assegure-se que os seus filhos já fizeram os trabalhos da escola e então comecem a estudar a Bíblia juntos. É importante que toda a família compreenda as coisas de Deus e que orem juntos. Orem juntos também pelas necessidades dos outros e esperem as respostas de Deus. Em terceiro lugar estão as actividades da igreja, os grupos sociais, o trabalho e os passatempos que o crente porventura possa ter.


8. Evite a luxúria e os excessos.

     Uma pessoa que queira ser livre financeiramente deve abrir mão da luxúria e dos excessos. Em Lucas 9.23, Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”, e em João 6:27: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque, a este, o Pai, Deus, o selou”.

     Será este o seu estilo de vida? Está disposto a confiar em Deus e a negar a si mesmo alguns luxos? Ao fazê-lo, pode estar seguro que Ele lhe dará muito mais. Infelizmente, muitos de nós, egoístas, não conseguimos pôr de lado um gosto ou um desejo e muito menos uma necessidade. No entanto, atendendo às necessidades que nos rodeiam, é importante que o crente avalie o seu nível de vida. Muitos de nós poderíamos reduzir de forma considerável os nossos gastos sem por isso afectar muito o nosso nível de vida.


9. O conselho Cristão.

     Quando o crente tem dúvidas é importante buscar conselhos: “Onde não há conselho, os projectos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros, se confirmarão” (Provérbios 15:22). Deus exorta-nos a buscar conselhos, e a não confiarmos somente em nós mesmos. Ao preparar um orçamento financeiro, muitas vezes ficamos frustrados porque não temos os conhecimentos necessários e terminamos dando-nos por vencidos, mas Deus há dotado outros com aptidões nesta área pelo que devemos buscar ajuda de tais pessoas.


Passos para preparar um Orçamento

     Pretendemos de seguida dar algumas informações para ajudar a elaborar um orçamento familiar. À medida que desenvolver e utilizar o seu plano financeiro, deverá seguir alguns passos, sendo que cada um requer esforço individual.


     1. Enumere os gastos mensais do lar.


          A. Gastos fixos

          São os gastos que tem todos os meses e as quantidades são sempre as mesmas.


               • Contribuições para obras de caridade, igreja, ofertas;
               • Impostos (imposto sobre o rendimento, Segurança social, etc...). Se forem deduzidos automaticamente não considere este ponto;
               • Custos com a casa (hipoteca, renda);
               • Imposto da casa;
               • Seguro da casa;
               • Seguros (de vida, doença, automóvel);
               • Pagamentos mensais a credores;
               • Outros gastos fixos.


          B. Gastos variáveis

               • Alimentação;
               • Luz, agua, telefone, gás;
               • Divertimentos, saídas, passeios;
               • Roupa;
               • Gastos médicos (remédios, médico, dentista);
               • Poupanças;
               • Estudos, gastos vários.

NOTA: Para poder determinar correctamente os gastos variáveis, sugerimos que coloque numa caixa todos os recibos de compras de pelo menos 30 dias. Se não tiver recibo ou qualquer documento de suporte, aponte num papel. Aponte todos os gastos - até os mais pequenos.


     2. Enumere todas a entradas de dinheiro mensais (receitas).

          A seguir, enumeramos uma lista de potenciais entradas.

NOTA: Se você, não recebe um valor fixo, considere o valor anual do ano anterior dividido por 12. Assim terá um valor médio mensal que poderá considerar para elaborar o seu orçamento familiar.

               • Salário;
               • Rendas, alugueres recebidos;
               • Recebimentos;
               • Juros;
               • Dividendos;
               • Devolução de impostos (quantidade anual dividida por 12);
               • Outros.


     3. Compare as entradas com os gastos.

     Se as entradas forem superiores aos gastos, apenas necessita de implementar um método de controlo orçamental. Por outro lado, se os gastos são superiores às entradas (ou se pretende um controlo mais estrito dos gastos), serão necessários alguns passos adicionais. Neste caso, há que analisar cada área do orçamento com vista a reduzir os gastos.

     Examinemos os “destruidores orçamentais”: áreas com potenciais problemas que podem arruinar um plano económico a curto prazo. Se o controlo de algumas dessas áreas falhar, o resultado pode ser o desastre financeiro. Esta avaliação está baseada nas percentagens de um orçamento de 12.000 a 30.000 dólares anuais (um orçamento típico de uma família latino-americana que vive nos Estados Unidos da América). Naturalmente, estas percentagens são apenas indicativas e não absolutas, variando consoante as entradas e a localização geográfica. Pode conseguir percentagens mais adequadas se consultar uma câmara de comércio do lugar onde vive, ou através do Ministério do Bem-estar Social do seu país, ou região.

          A. Casa (38% das entradas).

          Regra geral, este é um dos maiores problemas das famílias. Muita gente compra uma casa que está fora das suas possibilidades económicas, motivadas por pressões familiares, amigos, e outras influências negativas. Não são eles que vão comprar! A decisão de comprar, ou alugar, deve basear-se nas suas necessidades e na sua capacidade económica individual, não nas pressões internas ou externas.
 

          B. Alimentos (15% das entradas).

               Muitas famílias compram demasiada comida. Outras, não o suficiente. Para reduzir os gastos na alimentação de uma família, é preciso tomar em conta a quantidade e a qualidade dos alimentos.

               Ideias para poupar na compra de alimentação:

               • Faça uma lista escrita antes de ir fazer compras;
               • Procure poupar combustível fazendo as compras de alimentação para um período largo (compras em maiores quantidades);
               • Não faça compras quando estiver com fome (especialmente se gosta de coisas doces);
               • Se possível utilize uma máquina de calcular para controlar os gastos à medida que faz as suas compras;
               • Reduza ou elimine o uso de produtos descartáveis: pratos, copos, guardanapos de papel, etc... (use pratos de loiça ou plásticos, guardanapos de pano em vez de papel, copos de vidro, etc.).
               • Avalie onde é mais barato comprar os produtos de higiene pessoal como o champô, pasta dos dentes, etc... (geralmente os grandes hipermercados fazem ofertas especiais que permitem melhores preços);
               • Evite os cereais confeccionados e adoçados. (São caros e pouco nutritivos);
               • Evite os alimentos pré-cozinhados, como comidas para microondas, alimentos congelados, pasteis, etc. (Paga demasiado pela mão de obra que pode fazer em casa);
               • Procure saber quais são os bocados de carne mais baratos e compre-os (Às vezes as embalagens já preparadas nos supermercados ficam mais baratas);
               • Experimente os produtos embalados pelo próprio supermercado (desta forma não paga a publicidade, são mais económicos e igualmente nutritivos);
               • Os supermercados fazem muita publicidade de alguns produtos a muito baixo preço para atrair clientes e vender outros produtos a preço normal. Aproveite estas ofertas e compre esses produtos com desconto, mas não se esqueça de comparar os preços dos restantes produtos (porque aí pode perder tudo o que poupou na promoção!);
               • Não compre fruta e legumes fora de época. Para estarem no supermercado causaram custos de refrigeração, importação, pelo que muito provavelmente estarão mais caros do que na época;
               • Evite comprar produtos não comestíveis no mercado, (a menos que se trate de uma oferta). De maneira geral são mais caros do que nos outros sítios;
               • Tente comprar os alimentos em maior quantidade. Poderá conseguir preços idênticos aos dos comerciantes e pequenos retalhistas;
               • Se na sua cidade houver feiras em que os produtores trazem os seus produtos directamente para os consumidores, aproveite;
               • Prepare em casa os alimentos para bebé moendo alimentos normais;
               • Não leve os seus filhos consigo quando for fazer as compras - isto evitará algumas pressões;
               • Preste atenção a cada produto quando passa na caixa registadora e verifique os preços quando chegar a casa;
               • Se lhe for possível, prepare conservas com os seus legumes.

          C. Automóveis (não mais de 15% das entradas).

          Muitas vezes não somos sábios nas nossas decisões económicas no que respeita a máquinas, especialmente automóveis. Muitas famílias compram automóveis novos muito além das suas capacidades e vendem-nos antes do final da sua vida útil. É um erro comprar um automóvel novo e vendê-lo em menos de quatro anos. Os vendedores que conduzem muito precisam de carros novos com alguma frequência mas nós não. Muita gente muda de automóvel porque quer e não porque precisa. Neste tipo de decisões influem o ego, a auto-estima, a maturidade, etc.

          D. Pagamento mensal de dívidas (5% das entradas).

          Seria bom que mensalmente o pagamento de dívidas não excedesse os 7%, infelizmente este não é o caso. Os cartões de crédito, os empréstimos bancários e os pagamentos a prazo fizeram com que as famílias se endividassem em grande medida. Que fazer uma vez que esta situação existe? Se tiver problemas com as suas dívidas:

               • O primeiro passo é destruir os cartões de crédito;
               • Estabeleça um plano de pagamento das mesmas e inclua todos os credores;
               • Informe os seus credores e explique-lhes sinceramente a sua situação e acorde um plano de pagamento o mais correcto possível;
               • Compre tudo a pronto e sacrifique os seus gostos e desejos pessoais até que pague todas as dívidas.

          E. Seguros (5% das entradas).

          Muitas das famílias latinas carecem de informações no que respeita aos seguros. Poucas sabem como funciona o sistema de seguros. Quase ninguém lhe venderia um Rolls Royce se o seu dinheiro não desse para comprar mais que um Ford; no entanto, acontece com frequência que as pessoas fazem seguros caros quando as suas necessidades não o permitem.

          O seguro é uma provisão suplementar para a família, não uma protecção, nem um investimento. Os seguros não são destinados para poupar dinheiro (tal como alguns seguradores o sugerem!), nem para ser usados depois da reforma. Pergunte a alguém que já tenha experimentado e verá que o resultado terá sido uma desilusão.

          É importante contactar com um agente de confiança. O melhor seria que o agente pudesse escolher entre várias companhias de seguros, procurando a melhor opção para cada situação particular. Para além disso, um bom agente também saberá preparar-lhe um plano simples para analisar as suas necessidades reais.

          F. Divertimento/entretenimento (4% das entradas).

          Vivemos numa sociedade virada para o entretenimento. Não é errado se se mantiver uma perspectiva correcta. No entanto, as pessoas endividadas não devem usar o dinheiro dos seus credores para o divertimento. Temos tendência para querer fugir dos nossos problemas, mas isto só funciona a curto prazo. De tanto escapar, os problemas agravam-se. Quando existirem dívidas, as pessoas devem procurar resistir a este impulso e controlar os gastos de divertimento e entretenimento.

          É terrível ver alguém com problemas financeiros dando-se a prazeres e luxúrias. Deus sabe que precisamos de descanso; confie n’ Ele e verá que Ele vai prover de forma inesperada se a sua atitude for a correcta. Todas as pessoas, quer estejam endividadas ou não, devem procurar limitar os seus gastos de divertimento e isto pode ser conseguido sem sacrificar a qualidade do tempo que se dedica à família.

Ideias para poupar no entretenimento:

               • Se possível marque as suas férias fora de época;
               • Considere a possibilidade de acampar em vez de ir para um hotel e restaurante (pode juntar-se com alguns amigos e deste modo os gastos serão reduzidos);
               • Escolha um local de férias perto do sítio onde vive;
               • Se puder passe férias em casa de amigos;
               • Utilize jogos de mesa em vez de sair a passear (utilize jogos recebidos em dias de festa e que muitas vezes ficam arrumados no armário);
               • Pondere a possibilidade de ir de férias com outras famílias para reduzir os gastos e aumentar o companheirismo;
               • Se viajar de avião, procure os voos mais económicos (por exemplo, nas viagens de noite ou de madrugada pode poupar-se entre 10 a 20% do custo da viagem). Informe-se de outros eventuais requisitos que podem tornar o seu bilhete mais barato.

          G. Vestuário (4% das entradas).

          Muitas famílias endividadas sacrificam esta área por causa dos excessos nas outras áreas. No entanto, quando há prudência no plano e nas compras, as famílias podem vestir bem e sem grande custo. Vejamos algumas ideias:

               • Poupar dinheiro suficiente para não ter de comprar a crédito.
               • Educar a família para cuidar da roupa.
               • Disciplinar as crianças para que cumpram estes costumes.
               • Aprender a confeccionar e arranjar a roupa em casa.

          Aprendamos a utilizar os nossos recursos e não sejamos somente consumidores. Quantas famílias que, por gozarem de uma posição económica melhor, têm armários cheios de roupa que nunca vestem, somente porque está “fora de moda”? Muitas famílias com grandes recursos gastam de forma excessiva no vestuário. Reflicta se realmente é necessário ter a roupa da última moda. As suas compras são para satisfazer uma necessidade ou um gosto? Que reflectem as suas compras? O seu ego?


Ideias para poupar nas compras de vestuário:

               • Confeccione a maior quantidade de roupa para os seus filhos de acordo com o tempo disponível. (Em compensação poupará entre 50 a 60%);
               • Faça uma lista escrita das necessidades em roupa e compre as coisas fora de época, se possível;
               • Escolha conjuntos que podem servir para múltiplas combinações;
               • Procure produtos sem marca (deste modo não paga a publicidade);
               • Para obter bons preços em produtos de qualidade vá directamente às fábricas. Por vezes pode conseguir preços muito mais baixos em peças que por um pequeno defeito, quase insignificante, já não podem ser vendidas nas lojas. As fábricas costumam chamar esta roupa de “segunda escolha”;
               • Escolha roupa que pode ser lavada em casa;
               • Se onde vive lhe for possível, quando tiver que lavar algumas peças a seco, vá a uma lavandaria self-service onde poderá utilizar máquinas próprias em vez de recorrer a uma lavandaria, onde os preços serão mais elevados;
               • Remende a roupa em casa logo que surja algum problema e procure aproveitar ao máximo toda a roupa, especialmente a das crianças.


          H. Gastos médicos/dentista (5% das entradas).

          Com o aumento que tem surgido em alguns países o nível dos custos de saúde, deverá considerar estes gastos no seu orçamento familiar. Deve ter o cuidado de colocar regularmente de lado reservas para este tipo de despesas. Se não o fizer, os seus planos de nada lhe servirão e estará abrindo o caminho para o endividamento. Não sacrifique a saúde da sua família por falta de planificação mas ao mesmo tempo também não vá excessivamente ao médico. Lembre-se que é melhor prevenir do que remediar. Poderá evitar gastos avultados se ensinar os seus filhos a comer de forma adequada e a lavar correctamente os dentes. O seu dentista poderá dar-lhe toda a informação necessária sobre este assunto. Muitas outras contas se podem evitar da mesma forma. Cuide do seu corpo com uma alimentação saudável, descanso e exercício e o resultado será uma boa saúde. Se abusa das capacidades do seu corpo, acabará por sofrer as consequências dos seus excessos. Não quer dizer que toda a doença resulte de negligência, mas muitas doenças poderiam ser evitadas com alguma prevenção.

          Não tenha receio de perguntar de antemão aos médicos e dentistas acerca do custo das consultas ou tratamentos. Para além disso, aprenda a discernir quando está a ser bem atendido em troca do seu dinheiro. A maioria dos profissionais não ficam ofendidos com as suas perguntas e se o seu médico se ofender, talvez seja indício para procurar outro.

          Note que por vezes os preços variam muito de farmácia para farmácia e tenha isso em conta quando tiver que comprar medicamentos.


          I. Poupanças (5% das entradas).

          É importante implementar algum tipo de poupança no seu orçamento. De outro modo, o uso do crédito acaba por ser uma necessidade permanente e pedir crédito (e estar endividado) acaba por tornar-se num estilo de vida. As suas poupanças permitir-lhe-ão fazer compras em dinheiro efectivo e encontrar melhores oportunidades, sem ter que limitar-se a determinadas lojas que aceitam pagamento com cartão de crédito ou a prazo. Para além disso, a sua poupança funcionará como um “colchão” de protecção quando surgirem situações de emergência.

          Vejamos de seguida algumas ideias para poupar:

               • Se for possível utilize um sistema de poupança automático de parte dos seus rendimentos. Assim parte do seu dinheiro será logo posto de parte antes que o receba;
               • Utilize as máquinas automáticas do seu banco para transferir dinheiro da sua conta à ordem para a sua conta de poupança;
               • Assim como paga a luz, água, telefone todos os meses, habitue-se a poupar determinada quantia de dinheiro todos os meses e deposite-a numa conta específica;
               • Quando terminar de pagar uma determinada dívida por meio de prestações, comece a colocar essa quantia de parte para a conta de poupança. 

          J. Gastos diversos (4% das entradas).

          Estes gastos podem incluir infinitas coisas. São os gastos que não se podem incluir nas outras partes do orçamento familiar. Aqui entram as prendas, cabeleireiro, perfumaria, cosméticos, lavandaria, assinaturas de revistas. Alguns gastos são mensais (assinaturas, revistas, hobbies...) enquanto que outros são ocasionais (prendas, cosmética, etc). 


CONCLUSÃO:

     Algumas famílias têm a seu cargo os seus pais e avós, outras têm-nos a viver nas suas próprias casas, outros ainda, enviam-lhes dinheiro. Algumas pessoas tomam a responsabilidade de tomar conta de parentes ou amigos. Se a sua família suportar este tipo de gastos, não se esqueça de os colocar no seu orçamento familiar e reduza as percentagens dos gastos em determinadas áreas para que o seu orçamento fique equilibrado.

     Lembre-se que precisa de todas as categorias para subsistir. Nenhuma família pode viver muito tempo sem roupa para vestir, sem descansar e entreter-se, sem dinheiro para os transportes ou sem poupar para os imprevistos. Pelo que nunca elimine categorias, simplesmente reduza-as a um nível razoavelmente baixo. Reduza apenas as categorias onde prevê que realmente consiga reduzir os gastos.

     Assegure-se que os seus prognósticos financeiros não estão a ser demasiadamente positivos.

     Cada pessoa do agregado pode ter um papel muito importante no controlo dos gastos. Trabalhos de reparação, manutenção, por exemplo, podem evitar bastantes gastos. Muitos não o fazem alegando falta de tempo, mas é um erro. Parte do cuidado e manutenção das coisas de casa estão relacionadas com a vida familiar, e em particular com a educação dos filhos. Quando vêem os seus pais dispostos a levarem a cabo as várias tarefas do lar, aprendem bons costumes. Pelo contrário, se recusar ocupar-se com este tipo de trabalhos, como quererá que um dia eles o façam? Onde aprenderão a defender-se, a livrar-se das dificuldades que lhes surgirão ao longo das suas vidas? Algumas pessoas recusam determinados trabalhos alegando que não têm capacidades para os fazer. Mas as capacidades adquirem-se, não são naturais. Existem bons livros que ensinam a levar a cabo a manutenção de um lar.

     Viver de acordo com um orçamento, é prudente e até pode ser agradável. À medida que tiver êxito nas várias áreas, diga-o ao seu redor e encoraje outros a procederem de igual forma.

     Agora tem todas as ferramentas necessárias para elaborar o seu orçamento. O resto depende de si. Anime-se e controlo de uma vez por todas os recursos que Deus lhe deu para gerir. Lembre-se que Deus abençoa aqueles que vivem “decentemente e com ordem”.


NOTA: Se o tema “como preparar um orçamento” lhe interessou, recomendamos o Caderno de Planificação Financeira. Este caderno inclui uma explicação mais detalhada e todos os formulários que precisa para gerir de forma eficaz as suas finanças. Da mesma forma, o livro escrito pelo Dr. Andrés Panasiuk, chamado Como chego ao fim do mês? pode ser uma excelente ajuda e pode mudar a sua vida.
 

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