Respondendo aos céticos

Respondendo aos céticos

     Os céticos da Bíblia muitas vezes agarram-se a qualquer coisa para tentar encontrar uma contradição na Bíblia de modo a poderem justificar a improcedência da mesma ao afirmar ser a Palavra de Deus. Um sítio, nela, para onde eles muitas vezes apontam é Provérbios 26: 4-5: “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também te não faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos.” Uma leitura superficial destes versículos sugere uma contradição, mas, ironicamente, estes versículos proporcionam realmente uma estratégia profunda para responder aos argumentos dos céticos.
 

Não responda

     O versículo quatro diz: "Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também te não faças semelhante a ele". Os pressupostos desempenham um papel importante na apologética. Todos, no início de um argumento, têm hipóteses de partida (pressupostos) que se assumem verdadeiros. Por exemplo, um ateu tem o pressuposto de que Deus não existe e que o universo e a vida surgiram naturalisticamente. Contudo, os Cristãos, crendo na Bíblia, têm o pressuposto de que Deus existe, que Ele se revelou a nós na Sua Palavra, e que a Bíblia, porque é a Palavra de Deus, é a verdadeira história (e futuro!) do universo. Estes dois pressupostos são obviamente muito diferentes. É através dos nossos pressupostos que nós interpretamos o universo à medida que procuramos responder a questões sobre eventos passados ou os efeitos envolvidos nesses eventos.

     Muitas vezes, quando um Cristão debate com um cético, o cético quer que o Cristão abra mão dos seus pressupostos e aborde o debate "neutralmente". Por exemplo, o cético pode pedir ao Cristão que "prove" que existe um Criador sem usar a Bíblia. Porém os Cristãos não podem abrir mão dos seus pressupostos, porque isso resultaria na adoção dos pressupostos do cético, forçando-nos a responder ao argumento nas suas condições. Concordar pensar como o cético é violar o mandamento de Paulo para levar "cativo todo o entendimento à obediência de Cristo" (2 Coríntios 10: 4-6). Não existe tal coisa como a obter "neutralidade" num argumento. Jesus deixa isso claro quando diz: "Quem não é Comigo é contra Mim" (Mateus 12:30). Quando um Cristão abre mão dos seus pressupostos, ele entra numa batalha desarmado e desprotegido, porque não tem mais a armadura adequada da revelação bíblica, através da qual se interpretam as evidências e se apresentam os argumentos. Se concordarmos com as condições do cético, respondemos às questões de acordo com os pressupostos loucos da sua comovisão antibíblica. Nós não devemos fazer isso. "Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também te não faças semelhante a ele".


Não aceite os pressupostos dos ateus

     Eis um exemplo prático disto. Digamos que um ateu e um Cristão têm um debate cordial e o ateu diz: "Prove-me que há um Criador, mas não pode usar a Bíblia, porque eu não acredito que seja verdade". O Cristão diz: "Ok! Eu não vou usar a Bíblia; há montes de evidência de um Criador do universo”. O que o Cristão fez foi aceitar o pressuposto tolo do ateu – de que a Bíblia não é verdade -, e agora eles argumentam de acordo com as condições do ateu. O Cristão, então, começa a apontar para alguns grandes exemplos de design no universo, como beija-flores, borboletas, e pavões. Mas, depois, o ateu diz: "Isso está tudo muito bem e é bom, mas o que diz dos animais que despedaçam os outros? E o que diz dos parasitas e bactérias mortais? Que tipo de Criador faz toda esta espécie de sujeira?" O cristão fica preso nesta senda de loucura. Sem a Bíblia, ele não consegue explicar como a criação de Deus era originalmente perfeita (Génesis 1:31), e que a morte e o sofrimento entraram no mundo com o pecado de Adão (Génesis 2:17). Ao aceitar os pressupostos do ateu e ao abrir mão dos seus, o Cristão é incapaz de responder adequadamente à objeção do cético.


Abra as Escrituras e mostre ao cético a razão de ele estar errado

     O que deve ser feito, pelo contrário, é proclamar a verdade de quem Deus é e de como Ele criou o universo exatamente como Ele descreve na Bíblia. Do mesmo modo que um soldado não larga a arma porque o seu adversário não acredita que a sua arma seja real, um Cristão nunca deve pôr de lado a Palavra de Deus, que é uma poderosíssima espada que nos foi dada por Deus (Hebreus 4:12; cf. Efésios 6:17). O cético sabe que Deus existe porque Deus deixou isso bem claro a todos através da revelação geral da criação. Eles sabem que há um Deus divino e poderosíssimo, mas eles detêm essa verdade em injustiça (Romanos 1:18-23). Abra as Escrituras e mostre ao cético a razão de ele estar enganado.

     Leia Génesis 1, João 1:1-5 e Colossenses 1:15-18 com ele e explique-lhe como é que Deus criou todas as coisas através de Jesus Cristo, que é o Criador. Leve-o a olhar para Deus como a base para o seu pensamento, e não para os seus próprios pensamentos e opiniões. Quando anunciamos as verdades da Bíblia, nós confiamos que o Espírito Santo operará para abrir os olhos do cético com a verdade da Palavra de Deus e convencê-lo da sua própria pecaminosidade e necessidade de Jesus Cristo como Salvador (Romanos 10: 5 -16).


Responda

     O versículo cinco diz, “Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus olhos” (Provérbios 26: 5). Só porque nos recusamos a aceitar as condições do cético para o debate não significa que deixemos os seus argumentos ou objeções sem resposta. As Escrituras mandam-nos estar prontos para responder às perguntas céticas que as pessoas têm sobre a fé Cristã e indicarmos a essas pessoas a esperança que temos em Cristo e no perdão que Ele oferece (1 Pedro 3: 14-17; cf. 2 Tim. 2: 23- 26). Esta é a essência da apologética de uma perspetiva bíblica.

     Depois de explicarmos que não abrimos mão dos nossos pressupostos, mas usamos a verdadeira história registada nas Escrituras para interpretarmos a evidência e apresentarmos os argumentos, podemos "responder ao tolo segundo a sua estultícia", mostrando-lhe as consequências lógicas dos seus pressupostos. Para isto, ajudemos o cético a ver onde o seu pensamento conduz quando é seguido para as suas conclusões naturais, salientando a loucura do seu pensamento para que ele não pense que é mais sábio do que Deus. Por exemplo, pode perguntar: "Se acredita que os animais matando-se uns aos outros é simplesmente parte da natureza e que os seres humanos são simplesmente animais inteligentes, então porque é que é errado os seres humanos matarem-se e comerem-se uns aos outros? Nós não nos indignamos por um grande salmão comer um salmão mais pequeno". Este tipo de pergunta revela o pensamento inconsistente do cético, expondo a loucura de uma cosmovisão sem Deus.

Leia. a seguir:

NUNCA ASSUMAS, ou Como Responder aos Céticos

por Avery Foley e Ken Ham


     Fonte:
“Answering the Skeptics” (Repsondendo aos Céticos)
por Avery Foley e Ken Ham em April 21, 2015
(ver 
 https://answersingenesis.org/apolog…/answering-the-skeptics/ )

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