Quem irá?
A tragédia que se repete na história do Cristianismo é a perda das verdades fundamentais do Evangelho, e a consequente mistura de pessoas não-salvas no meio dos salvos. Por isso, todo o reavivamento espiritual teve de ser um reavivamento das verdades do Evangelho e da evangelização. A recuperação clássica das verdades do Evangelho foi a Reforma (liderada por Lutero, Calvino e outros), que recuperou a verdade da justicação pela fé. Menos de 200 anos depois, porém, J. Wesley, fundador Metodista, foi expulso da Igreja Anglicana por tentar pregar o Evangelho ao povo. Já no século seguinte, William Booth foi afastado do mesmo Metodismo devido ao seu amor pelo Evangelho. Ele, e muitos outros, abandonaram as denominações mais ou menos há 150 anos atrás, mas não se contentaram com isso. Se seguiam os ensinos de Paulo quanto às igrejas, era natural que seguissem também o ardor evangelístico dele, que clamou: “Ai de mim se não pregar o Evangelho” (I Co 9:16).
Era esta a motivação daquela geração do final do século XIX, que levou o Evangelho a todos os cantos da Escócia. Em cada vila havia reuniões regulares ao ar livre. Igrejas locais uniam-se para pregar o Evangelho em tendas de lona nas suas regiões. Séries de reuniões de evangelismo eram realizadas todas as noites, semana após semana. Assim a pressão era mantida e as fortalezas do inimigo ruíam por terra.
Tais esforços dependiam do zelo de indivíduos, e este zelo continuou na geração seguinte (século XX). A. Marshall, por exemplo, pregou durante décadas no Reino Unido, e atravessou o Atlântico mais de 30 vezes para pregar no Canadá. A sua pregação foi tão eficaz foi que os irmãos das igrejas numa região do Canadá são apelidados ainda hoje de Marshallistas.
Aqueles homens não apenas pregavam o Evangelho, eles também o escreviam. Marshall foi chamado de Príncipe dos escritores de folhetos. Seu folheto “O plano de Deus para a salvação” já foi impresso em diversas línguas, com milhões de cópias. No seu túmulo está impresso o texto completo de João 3: 16.
W. Shaw foi outro homem assim. Durante anos produziu, praticamente sozinho, uma revista para cristãos e outra evangelística, sendo também responsável pela sua distribuição.
Outro irmão da mesma região foi John Ritchie, que editava seis revistas mensais (para cristãos, para crianças e evangelísticas). Ele tinha o costume de levar literatura num carrinho de mão de uma vila a outra.
Um quarto homem-forte daquela região foi P. Hynd. Muito forte, ele usou a sua mocidade no Evangelho. Após um dia árduo de serviço, viajava sete ou oito km para as vilas vizinhas, colocava-se em pé no meio da vila e erguia a sua voz clara e alta na pregação do Evangelho.
Será por isso que foram plantadas mais de quarenta igrejas naquela pequena região?
Aconteceu o mesmo em Lankarshire, outra região da Escócia. Reuniões ao ar-livre no Verão e em casas no Inverno eram a ocupação de homens como J. Lees, que gostava de orar: “Dá-me filhos, senão eu morro!” (Gn 30:1).
Será de estranhar que houvesse tanto progresso naqueles dias? Pelo esforço na pregação do Evangelho, almas eram salvas e igrejas locais plantadas. E este continua a ser o único caminho para se crescer. Quando deixarmos de pensar que o evangelismo é algo para ser feito ao domingo à noite, e começarmos a pensar nisto todos os dias da semana, talvez voltemos a crescer.
Os tempos, é verdade, mudaram — o trágico é que nós também mudámos. Preocupações com trabalho, com estudos, com coisas legítimas e ilegítimas, tudo isto diminuiu o nosso esforço evangelístico para um mero gotejar. Passamos anos e anos sem uma série especial de evangelismo. Contentamo-nos em organizar uma reunião à qual nenhum incrédulo comparece. Mas irmãos, isto não é o que herdámos. Isto não é a tradição dos Atos dos Apóstolos. Ainda há diversas formas através das quais podemos desafiar os nossos vizinhos com o Evangelho de Jesus Cristo.
Quem se habilita?
Era esta a motivação daquela geração do final do século XIX, que levou o Evangelho a todos os cantos da Escócia. Em cada vila havia reuniões regulares ao ar livre. Igrejas locais uniam-se para pregar o Evangelho em tendas de lona nas suas regiões. Séries de reuniões de evangelismo eram realizadas todas as noites, semana após semana. Assim a pressão era mantida e as fortalezas do inimigo ruíam por terra.
Tais esforços dependiam do zelo de indivíduos, e este zelo continuou na geração seguinte (século XX). A. Marshall, por exemplo, pregou durante décadas no Reino Unido, e atravessou o Atlântico mais de 30 vezes para pregar no Canadá. A sua pregação foi tão eficaz foi que os irmãos das igrejas numa região do Canadá são apelidados ainda hoje de Marshallistas.
Aqueles homens não apenas pregavam o Evangelho, eles também o escreviam. Marshall foi chamado de Príncipe dos escritores de folhetos. Seu folheto “O plano de Deus para a salvação” já foi impresso em diversas línguas, com milhões de cópias. No seu túmulo está impresso o texto completo de João 3: 16.
W. Shaw foi outro homem assim. Durante anos produziu, praticamente sozinho, uma revista para cristãos e outra evangelística, sendo também responsável pela sua distribuição.
Outro irmão da mesma região foi John Ritchie, que editava seis revistas mensais (para cristãos, para crianças e evangelísticas). Ele tinha o costume de levar literatura num carrinho de mão de uma vila a outra.
Um quarto homem-forte daquela região foi P. Hynd. Muito forte, ele usou a sua mocidade no Evangelho. Após um dia árduo de serviço, viajava sete ou oito km para as vilas vizinhas, colocava-se em pé no meio da vila e erguia a sua voz clara e alta na pregação do Evangelho.
Será por isso que foram plantadas mais de quarenta igrejas naquela pequena região?
Aconteceu o mesmo em Lankarshire, outra região da Escócia. Reuniões ao ar-livre no Verão e em casas no Inverno eram a ocupação de homens como J. Lees, que gostava de orar: “Dá-me filhos, senão eu morro!” (Gn 30:1).
Será de estranhar que houvesse tanto progresso naqueles dias? Pelo esforço na pregação do Evangelho, almas eram salvas e igrejas locais plantadas. E este continua a ser o único caminho para se crescer. Quando deixarmos de pensar que o evangelismo é algo para ser feito ao domingo à noite, e começarmos a pensar nisto todos os dias da semana, talvez voltemos a crescer.
Os tempos, é verdade, mudaram — o trágico é que nós também mudámos. Preocupações com trabalho, com estudos, com coisas legítimas e ilegítimas, tudo isto diminuiu o nosso esforço evangelístico para um mero gotejar. Passamos anos e anos sem uma série especial de evangelismo. Contentamo-nos em organizar uma reunião à qual nenhum incrédulo comparece. Mas irmãos, isto não é o que herdámos. Isto não é a tradição dos Atos dos Apóstolos. Ainda há diversas formas através das quais podemos desafiar os nossos vizinhos com o Evangelho de Jesus Cristo.
Quem se habilita?
In “Our Heritage”



