Um alerta

'Um grama de testemunho vale mais que uma tonelada de propaganda' (William W. Ayer).
Não podemos pregar Deus como pregam os budistas, porque o deus deles é impessoal. Não podemos pregar Deus como pregam as religiões populares no Brasil, porque pregam um deus libertino e devasso. Não podemos pregar Deus como pregam os muçulmanos, porque o deus deles é inflexível e frio. Não podemos nem mesmo pregar o Deus que é apresentado em muitas igrejas protestantes. O Deus dos presbiterianos, por exemplo, é um Deus seletivo que só salva os escolhidos e os predestinados. O Deus dos batistas é muito sectário e denominacional. O dos pentecostais é fácilmente manipulável. E o Deus que mais se prega no meio evangélico hoje em dia é um Deus utilitário, resolvedor de problemas, o tipo de deus que se encontra também na Umbanda, no Kardecismo, no Pró-Vida, no Hare-Krishna.
O Deus que toda tribo, língua, povo e nação precisa conhecer é o Deus da Bíblia, o Criador do universo, Deus santo, justo, misericordioso e compassivo, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o eterno “Eu Sou”. Este é o único Deus verdadeiro, único que pode trazer os homens da morte para a vida, único merecedor de todo nosso louvor e adoração.
“Para o mundo ser salvo bastaria entender em seu sentido amplo o significado mais alta dessa verdade: ‘Deus é amor’” (Dwight L. Moody).
“Não adianta fazer caridade, mitigar a fome e a sede físicas, se falharmos no aspeto fundamental do cristianismo, que é salvar vidas com o poder do céu e a água da vida, Jesus Cristo” (Stanley Jones).
“Testemunhar é colocar Jesus em destaque e não o nosso estilo ou as nossas preferências” (Rubinho, no livro Guia de sobrevivência do cristão).
Alimentar os pobres é uma preocupação válida e necessária. E somos abençoados quando ajudamos os que precisam. Devemos fazer isso. Mas o problema com o chamado “Evangelho social”, em oposição ao Evangelho que salva, é que o primeiro preocupa-se com aquilo que é temporário. O Evangelho que salva enfatiza aquilo que é eterno.
Algumas pessoas só estão interessadas em melhorar este mundo, sem se preocupar com a possibilidade da perdição no inferno. A nossa meta principal é que os perdidos sejam salvos. Eles precisam mais do que soma e sabão. Eles precisam de salvação. Eles precisam de Jesus Cristo. Jesus disse às pessoas que o procuraram: “Eu sou o verdadeiro pão espiritual. Não Me sigam porque Eu lhes dei pão para comer. Sigam-me porque Eu posso satisfazer as suas necessidades mais profundas.”
Tu possuis uma alma eterna, que nunca morre. Jesus é o pão espiritual. É d'Ele que a tua alma tem fome.
É isto que está errado no mundo de hoje: todos querem ser abençoados. O clamor geral em nossos dias é: “Senhor, abençoa-me, faz-me feliz, enche-me de alegria.” Mas as pessoas que procurarem alegria e felicidade em primeiro lugar nunca as encontrarão.
Porquê? Porque a alegria e a felicidade são subprodutos de um relacionamento correto com o poderoso Deus. Jesus disse que as pessoas que têm fome e sede de justiça são aquelas que serão verdadeiramente felizes. A insatisfação generalizada e o senso de frustração que prevalecem nos nossos dias são apenas sintomas de uma doença mais grave, que é a falta de justiça.
Imagina que tu estás febril, sentindo dores. Então vais ao médico, e ele dá-te um remédio para aliviar a dor e baixar a febre. Até aí tudo bem. Mas suponhamos que o médico não se preocupa em diagnosticar a infeção que está a causar a dor e a febre. Com certeza, ele não se estará a revelar um bom profissional.
Muitas pessoas estão a comportar-se desta maneira na esfera espiritual. Elas querem apenas eliminar a dor da sua infelicidade e miséria, em vez de combater a doença da injustiça que está a causar a dor.
Permite-me que repita: nós realmente precisamos é do Senhor Jesus Cristo. Precisamos de ter fome e sede de Jesus, e, quando agirmos assim, encontraremos a felicidade.
O que é que as pessoas deste mundo estão a buscar em primeiro lugar? A lista poderia começar com alimento, roupas, amigos e sucesso. Nada há de errado com essas coisas, cada uma no seu devido lugar. Mas qual é o seu devido lugar? Sem dúvida, o segundo lugar. Deus exige e merece o primeiro lugar. O vazio do teu coração nunca será preenchido se colocares aquelas coisas em primeiro lugar e Deus em segundo.
Não tenhas medo de dar testemunho da tua fé por medo de que alguém vá perguntar algo que não saibas. Se isto acontecer, responde simplesmente: “Eu não sei”. Quando és bastante honesto para admitir as coisas que não sabes, as pessoas irão acreditar em ti quando lhes falares daquilo que realmente sabes.
Uma fé débil continua a ter um Salvador poderoso. De qualquer modo, nunca nos foi pedido que proclamássemos a nossa fé, mas sim, que O proclamássemos a Ele.
“Nem todos podem ser evangelistas, mas todos podem atuar como conquistadores de almas” (Samuel Chadwick).



