Uso impróprio da oração
Muitos Cristãos falham em orar aceitavelmente. Eles gratificam as suas vontades. Oram afincadamente para que Deus os guie; apesar de ao mesmo tempo estarem determinados a que Ele guie segundo os seus próprios desejos, mesmo que contrários à Sua vontade revelada. Depois, quando confrontados com a Palavra escrita, dizem: “Mas eu tenho orado muito sobre isto.” Eles até chegam a desafiar Deus, como a jovem que justificou o seu noivado com um jugo desigual, dizendo: Eu pedi ao Senhor que se não fosse da Sua vontade o impedisse de algum modo.” Tal uso impróprio da oração é pior do que superstição; é um sacrilégio, pois a jovem devia ter sabido – provavelmente sabia – que a Palavra escrita de Deus já tinha condenado o que ela queria, pedira e obtivera.
Depois também, há muita superstição entre o povo de Deus a respeito da oração. Quão facilmente alguns crentes “sentem-se guiados”, buscam “impulsos interiores” ou procuram escutar aquela “pequena voz” como resposta às suas orações! Dizem: “O Senhor disse-me” isto ou aquilo, ou “O Espírito Santo sussurrou-me”, ou “Pude simplesmente ouvi-l’O dizer.” Quando tais observações são feitas a este escritor ele indaga usualmente por mais detalhes e invariavelmente descobre que nenhuma voz foi, de forma alguma, ouvida, mas que o orador meramente assumiu um sentimento ou impressão como sendo, de algum modo místico, uma direcção do Senhor.
Deus fala-nos através da Sua Palavra, mesmo quando algum incidente ou circunstância enfatiza a verdade da mesma, mas com a Palavra completa Ele não nos fala mais por visões, ou mesmo por pequenas vozes, e o crente instruído terá cuidado em não depender de “impulsos interiores”, sabendo que por natureza “o coração é enganoso, mais do que todas as coisas” (Jer. 17:9).
Deus fala-nos através da Sua Palavra, mesmo quando algum incidente ou circunstância enfatiza a verdade da mesma, mas com a Palavra completa Ele não nos fala mais por visões, ou mesmo por pequenas vozes, e o crente instruído terá cuidado em não depender de “impulsos interiores”, sabendo que por natureza “o coração é enganoso, mais do que todas as coisas” (Jer. 17:9).
em Two Minutes With The Bible (Dois Minutos Com a Bíblia)
Cornelius R. Stam
Cornelius R. Stam



